quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Absurdo!...

Que coisa absurda e magoada      


Se instalou em mim

E eu deixei?
Não não deixei...

Se instalou e não disse nada
E não disse por favor

Não disse não
Isso eu sei...

Desenhou sentimentos
Misturados de cor e de lamentos

Isso misturou
Eu sei...

Comandou a vida
A minha vida

Me amordaçou
E me transformou

A minha alma voou
E a dor continuou
E não me abandonou

Me manipulou
E me levou a outras vidas

Isso levou
Eu sei...

E aqui ficou
Esperando
Por alguém

E esse alguém
Ainda não chegou

E quando chega?


Não sei!...

Maria Luísa Adães




quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Ouvir

Internet
Ouvi falar da tua transformação
Ouvi dizer do teu afeto por mim

Ouvi o teu pensamento
O apanhei nas asas do vento

Ouvi o clamor de várias vozes
Ouvi os ecos do silêncio

Ouvi o rouxinol Persa e das Índias
Perdido no burburinho do mundo

Ouvi a mudança de voz no vento
A lembrar o Oriente

Lembro a eternidade
À qual não posso fugir

Mas acredita
Gosto de viver!

Não me tires esta ânsia
Esta alegria que eu sinto
Quando te vejo ou pressinto

E te peço,

Ama-me
Como da primeira vez!...

Maria Luísa Adães

quinta-feira, 13 de Março de 2014

Te Procuro

Em todos os lugares               
Internet

Da minha vida solitária
Eu te procuro

Em todos os momentos
A pensar e a amar
Eu te procuro

Nos ventos que rodopiam
Vadios à minha volta
Eu te procuro

Nas flores que vão nascendo
Nesta primavera do tempo
Eu te procuro

Nas músicas que escrevo
Nas músicas que não ouço
Eu te procuro

Nos amigos que não tenho
Nos outros que partiram
Eu te procuro

No rumor das fontes
No amor que jogamos
Eu te procuro

Nos sorrisos de loucura
No amor que te tenho
Eu te procuro

Me diz onde estás
Me diz onde te encontras
E eu te procuro

Mas me diz
E não fujas de mim
Nos lugares distantes

Acompanhada do silêncio
Rodeada de flores a nascer

Me diz onde fica esse ponto
Esse lugar de encontro
E eu te procuro

E no dia em que digas
Eu estou aqui junto a ti
Tão perto de ti...

Fica em meu coração
Ó Deus de meu pranto!...

Maria Luísa


sexta-feira, 7 de Março de 2014

MULHER

Internet
Porque sofres
Porque te vendes
Porque és maltratada
E infeliz também?

Interrogo o mundo
Me interrogo a mim
E não entendo
Que se passa contigo

Não te entendo mulher!

Tu dás a vida
Perdes a tua vida
Percorres caminhos
Como se fosses nada!

Mulher volta teus olhos
Escolhe o caminho
A que tens direito

Ressuscita mulher
E à tua dignidade
Tão mal tratada

Não te deixes perder
Não rastejes pelo nada
Nem por ninguém!

Ergue-te e caminha
Tu foste abençoada
Não fujas mulher

Tu até foste escolhida
Para um destino Maior!

E não entendes
Teu lugar no mundo
Não entendes?

Ressuscita mulher
Porque foges mulher

Mãe idolatrada!


Maria Luísa Adães




quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

VEM!

Internet
No coração da minha vida
Tu estás presente!

Vivi os dias de sol
Sonhei sonhos que não senti
E não choveu lá fora

Viajei pelo espaço
Encontrei outros mundos
E cantei outras canções

Olhei aves e sombras
E andorinhas esbeltas e puras
Voaram junto a mim

Mesmo a meu lado                                                       
McR/miscariciasdelalma

Como símbolos de solidão
E de separação

E foi com elas que voei
E dei a volta ao mundo
E me perdi do meu mundo

Como um ninho
Construí o meu castelo
E me afundei na procura de ti

E andorinha passou
Na procura de mim                           

E se afundou e me pegou
Como um filho perdido por ela.

E eu a amei 
E reconheci
Que encontrei
E aceitei
Aquele amor
Que sempre
Esperei
De ti!

Vem!...


Maria Luísa

terça-feira, 18 de Fevereiro de 2014

ADEUS

Tenho de partir!            
Internet


Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco
Tão longe de ti

Sem ninguém à minha volta
Perdida de tudo quanto amei
Parto sem saber porquê

Tende pena de mim!

Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços                                                  
Internet

Não me deixem voar

Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade

Não sei quando volto
Não sei se vou voltar

Sei que te vou deixar
E vou ficar
Longe, muito longe de ti

Tu me vais esquecer
Não digas, não esqueço,
Não mintas por mim

Tu sabes
Que dizer adeus
Tem sido o meu destino


Maria luisa

segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Poesia

Não chames por mim poesia       
Brasil

Não me procures
Eu sou assim  

Não sei que te dizer
Nem sei falar de ti

Eu vivo num outro mundo
Longe do teu mundo
De fantasias ilusórias
E tristes também

Não peças que volte
Nada pedi
Não estou junto a ti

Te quero deixar
E não voltar!

Minhas horas e meu tempo
São para mim
Não são para ti

Não sou poeta
Sabes que não sou
Não te prendas a mim

Deixa-me partir
Não clames por mim
Não me procures
Eu sou assim!

Eu não estou presente
Eu quero estar ausente
De ti
E do que sinto por ti!

Desculpa,
Escrevi a pensar em mim
Me deslumbrei com o que senti
E me refugiei em ti

Só isso eu fiz
E mais nada!

Maria Luísa




segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Folha em Branco

Van Gogh
Uma folha de papel em branco
E mais nada!

Entro no meu mundo
Escrevo minhas fantasias
E caminho no meu tempo

Uma folha de papel em branco
E mais nada!

Lá fora existe um mundo
Que não é meu
Que não é branco

Eu vejo e não penso
Escrevo e mais nada
Numa folha de papel em branco!

As relações à distância não resultam
E eu sonhei sonhos na distância
E me perdi nesses sonhos

Fugi
Entrei numa folha de papel em branco
E vivi!

A magia está nas Palavras
E na folha de papel em branco

Hoje eu sei
Não há retorno para mim!

Maria Luísa

terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

Infinito

Internet
Viajei pelo espaço
Encontrei outros mundos
Cantei outras canções

Amei o que vi
E ainda mais o que senti
E o muito que perdi

E reparei nesse olhar 
Voando até mim
E esperei por ti

E ficaste na minha vida
No coração dessa vida
E nunca te esqueci

Da distância percorrida
Nunca me apercebi
Mas sempre sonhei e aceitei

Preparei colunas poderosas
Molhadas de lágrimas
De arrependimentos tardios

Mas confesso que vivi
De uma maneira só minha
Diferente de tudo quanto vi

E amei o Infinito
Belo e austero
Mas não me perdi

E voltei no desejo de amar
E tornei a errar e não fiz nada

Não aprendi a corrigir os erros em mim!


Maria Luísa



segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014

Eusébio

A Eternidade é tua! Descança em Paz!
Adeus Eusébio 

A Eternidade é tua!



Saudade gosto amargo de infelizes...

Lusíadas/ Luís Vaz de Camões



São Paulo/Brasil - 15:18/ 6 de Janeiro de 2014

Portugal - 17:18 do dia 6 de Janeiro de 2014


Maria Luísa

terça-feira, 31 de Dezembro de 2013

Ser Poeta

Oferta de Amizade!

Beijos, Evanir





Hoje eu ouço as vozes 
Daquele tempo...

Hoje estou unida a ti
Desejosa de ti
Do teu amor
Flores molhadas
Junto a mim

Hoje sou magia e esplendor
Num mundo de fogueiras acesas
No mistério de quem sou.

Conheço as sombras
Conheco as luas
Conheço assombros
Conheço o amor
Conheço o esplendor 
Da distância
E o sofrer dessa distância


Mas quero esquecer tudo
E viver este momento
Neste tempo que é meu!


A fogueira acendeu
Eu sou a fogueira
E ardo nos teus braços
Presa ao teu amor

E torno a ouvir as vozes
Daquele tempo...

Mas hoje não...
Hoje és tu e eu!

O amor é fogo
Aquece
E ilumina o que tece 

Vem Ano Novo
Leva o que passou
E renasce de cinzas

Nào fiques caído no chão! 


Marialuísa

P.S. Desejo a todos o melhor
O mais justo, o mais belo

E agradeço o amor que me foi dado
por todos, 
quantos passaram por mim!

Maria Luísa

terça-feira, 24 de Dezembro de 2013

TEMPO

Tempo/Internet
O tempo caminha apressado
Eu não tenho a pressa do tempo

E por vezes em momentos amados
Eu mando parar o tempo

E ele sorri para mim como gente
E eu sorrio para ele como sou

E com o sorriso conquisto o tempo
E ele pára por momentos..

E é meu amigo
Nos momentos amados!


Maria Luísa Adães

Feliz Natal para todos! 


Brasil/ Portugal

domingo, 15 de Dezembro de 2013

Senhor

Senhor                                                                        
Internet

Tu sabes o que se me depara a cada instante
Tu sabes qual a minha forma de sentir

Conheces a minha falta de forças
E És a fonte da minha vida
E da minha vivência enfraquecida

Deixa que Te peça misericórdia
Pelos que estando vivos
Deixaram de viver

Deixa que Te veja
Nos agredidos e esquecidos
Pela indiferença dos tempos vividos 

Deixa que o Natal envolva a terra
E não deixe nunca de ser Natal
Nos lugares mais distantes e doloridos

E o Teu amor nos acalente
A toda a hora e a todo o momento

Perdoa Senhor
Mas ouve a minha súplica
E vem...!!!


Maria Luísa Adães,

Brasil


sábado, 7 de Dezembro de 2013

Borboleta

Internet
Vi uma borboleta
Voou até mim
Eu não me movi

Ela era amarela e vermelha
Eu a vi da cor do sol

Ela beijou as flores
Palpitou por cima delas

Volteou à minha volta
Como ser alado e encantado

Olhei aquele encanto
Num esvoaçar elegante

O verde rodeava o recanto
E ela passava por mim

Outra vez ela passou
E voltou a palpitar
E eu olhei sem falar

Amei o que vi
E ainda mais o que senti

E ela não voltou
E o céu sorriu...

Por ela
Ou por mim?


Maria Luísa

Brasil

segunda-feira, 25 de Novembro de 2013

Quando te Amo

Quando te amo                                              
Internet

Renasço de cinzas
De rosas queimadas
De fogo ateado
Nas árvores dispersas.

Elas cobrem 
Nosso espaço de amor
Pintado de mil cores
Pelas minhas fantasias de poeta

Eu olho sem saber quem sou
Sem saber quem procuro
Sem saber onde vou

E desço uma vez única
Para escrever meus versos
E dar a conhecer
O caminho de regresso

Tu descansas dos jogos de amor
Ensinados por mim
Aprendidos a primor
Por ti...

Importa é que volto desnuda
E me visto de Esperança
Como Deusa que sou 

E volto por ti,
Apenas por ti eu volto
Meu único amor!


Maria Luísa Adães

domingo, 17 de Novembro de 2013

VIAGEM

Fiz uma viagem                                     
Oferta de McR

Num caminho de adeuses

Me transcendo quando escrevo
E me lembro do tempo e da Ilha

Estou fora sem tempo
Meu espírito se ressentiu
E meu corpo me abandonou

Horas dolorosas
Emoções silenciosas
Horas fora do tempo.

Venho de dentro de maravilhas
E me encontro num desencontro
E não tenho mais despedidas

Horas dolorosas
Emoções silenciosas                                                 
Oferta de McR

Horas sem tempo.

Caminho nas cachoeiras
límpidas e cantantes
Amo as flores e o canto

E esta dor constante
É apenas minha...

Há uma força que me prende
Um som de vida
De ventura e de encanto

Tão longe estou desse tempo
E morro fora do meu tempo!

Quem vem ao meu encontro?


Maria Luísa Adães

Do livro a publicar em 2014

"PALAVRAS 
   e
CAMINHOS"



sexta-feira, 8 de Novembro de 2013

No Silêncio

Internet
No silêncio quente do meio-dia
No excêntrico de meu sentir
Quando minha alma se espraia
E meu amor toca levemente
Com seu dizer subtil e lento

E pelas minhas mãos esbeltas
Desenho linhas geométricas
De um amor ainda por nascer

Escolho o caminho
Apenas escolho o caminho
No entardecer subtil e manso
Quando o silêncio entra

E o amo
Despida e leve
Serena e simples
Sem perguntas!

Não te vejo
Apenas te sinto em mim
E tudo é lasso
Na apatia de um abraço
De caminhos percorridos
Na distância de uma vida
E nas flores nascidas
Dessa vida

Te amei ao longe
Sem reconhecer quem és

Te sonhei
Te defendi
Te beijei
E nunca falei
E jamais entendi o silêncio
E sempre amei o que não entendi

Foi assim que vivi
Escolhi o que senti e não perdi

E envolvida no silêncio
Sem harpa nem acorde
Cantei!...


Maria Luísa Adães

quarta-feira, 30 de Outubro de 2013

Sorriso

Internet
Não vou pintar teu sorriso
Não sei que vou fazer
Desconheço as palavras
Para o chamar e trazer

Talvez vá lembrar
E dessa lembrança
Sou a Deusa
Das dissonâncias harmónicas
Que dançam no ar

E teu sorriso me vai acompanhar
E dançar no espaço
Como pássaros a voar.

Que se passa
Pergunta a lua
A quem passa?

Te trago um sorriso
Pintado de todas as cores
Que pede o sol como girassol

Mas um sorriso que existe
E nos vai trazer ao cimo
A árvore do amor
Em todo o seu esplendor

E no espaço longínquo das almas
Ele vai pairar
Como à noite o luar

E depois vai voltar
Se junta ao meu
No delírio de amar

E vou conhecer o amor
Eu não conheço o amor

E tantos falam de amor
E desconhecem o amor

Dai-me a conhecer o amor
Não podemos trair o amor

E tão esquecido se tornou o amor!


Maria Luísa Adães


terça-feira, 22 de Outubro de 2013

Desesperados

Desesperados tentamos reconstruir            

As distâncias

Desesperados contornamos obstáculos
Simultâneos

Desesperados procuramos solidão
Em todos os lados

Desesperados olhamos a noite
Com olhar vago

Desesperados morremos aos poucos
E nada descobrimos na superfície densa

Desesperados aguardamos a razão fantasista
Da nossa existência

Desesperados olhamos os contrastes do mundo
E a única natureza que nos visita 

E as mães ao longe
Chamam por entre névoas espessas
A ausência de seus filhos amados.


Maria Luísa Adães

sábado, 12 de Outubro de 2013

Segredo

Tenho um segredo             
Para te contar

E uma noite
Para te dedicar

Pressinto que caminhas
Junto a mim

Sabíamos                                             
Que tudo isto acontecia

Mas não sabíamos
Viver o sonho em agonia

Eu mudei
Aceitei a vida e o meu destino

Eu fui poeta no silêncio de Deuses
E gravei versos nas pedras que encontrei

E tu foste o amor único
Que sonhei

Quanto te amei
No calor tropical
Absorta quente e sensual

Converti-me em ti
No jardim abandonado
Por mim

E nada contei 
E o poeta não tem tempo
E não há tempo no tempo!


Maria Luísa Adães

quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

Tílias

As sombras se escondem
E eu as sigo
Quero conhecer seu destino

Quero percorrer seus caminhos
E descobrir
Porque vivem escondidas

E aparecem tantas vezes
Sem serem escolhidas...

Deus paira no cimo das águas
E o jogo do poeta
É esperança, espuma e enigma

Não há vestígios de meus limites
E mesmo que os procure
Não me são dados ver,

Mas sei
Não mais passearemos
Na Avenida das Tílias
Não mais recordaremos

E há muito que somos loucos
Com estes pensamentos.

Resta-nos o amor
E os beijos sem palavras
Que cheiram a flores
De bosques escondidos e escolhidos

E depois de tanto dizer
Descubro que tenho Tudo!

Peço perdão
A quem chorou por mim...


Maria Luísa

terça-feira, 24 de Setembro de 2013

Uma Noite de Agosto

                                                       
Numa noite de Agosto adormeci
Acordei com uma luz que vibrava
E um céu que cantava
E um mar que murmurava

E um barco se aproximava e ficava
Balançando no ritmo do mar

Olhei e ninguém estava
E adorei o olhar
Com que olhei

A Lua se mostrava
Estrelas corriam apressadas
E o céu se enchia de murmúrios
De poetas que cantavam.

Entrei no barco e remei
E olhei com aquele olhar que amei
E vibrei sem te reconhecer

Uma escada descia do Cimo
Com pétalas de rosas espalhadas
Alguém esperava...

Subi e não entrei
E não representei
A vida
No palco que se apresentava.

Me amedrontei
E desci
E de novo olhei
A luz que deslumbrava,

Mas não fiquei
Na quietude que me rodeava!

Queria libertar-me da Poesia
E das Palavras que ficam por dizer
E romper o tempo e vencer!

Falei contigo sem te ver
Entrei no barco que me esperava
E balançava...
Nas pequenas ondas que se formavam

E voltei
Sem saber onde estava!

Maria Luísa adães

quinta-feira, 19 de Setembro de 2013

CLARÕES

Afastei-me do mundo sem temor         

Mas com mágoa

Contemplo as rosas de várias cores
Encontro nelas a beleza dos sonhos
Sem sombras de tempos passados

Acendo os clarões das rosas 
No meu jardim isolado, perfumado

E vejo deslumbrada a luz
E a transformação dessa luz
Em figuras geométricas, desconexas,
A dançarem ao som de uma guitarra

Os clarões tomaram conta da noite
Dos seus Fados cantados e chorados
E brilharam nos recantos
Onde o amor impera

Ao longe uma guitarra
Tocava em som gemido...

O meu mundo estremecia
Nessa noite de encantar
A terminar, com o aparecer do dia

Clarões não havia
E o som da guitarra se perdia...

Mais uma noite cantada e tocada
Mais um dia
Onde não encontro Nada!


Maria Luísa

quarta-feira, 11 de Setembro de 2013

11 de Setembro de 2013

Não posso acreditar!                     

As sombras continuam a subir
A escurecer o horizonte
A toldar a razão!

Entra no ar o fanatismo
A força, a vingança
Na mistura do ódio  e do rancor!

E o mundo continua a combater
A  sofrer, a morrer!

As pessoas humilhadas caem
Como folhas de papel
Arrancadas a um livro
Sem préstimo e sem moral!

E se brinda a Vitórias
Num suicídio imposto
A tanta Gente!

A minha alma voou
Desenhou sentimentos
Misturados de cor e de lamentos

Me amordaçou
E me transformou
Em pedaços partidos...

Onde está o Amor
Ou a ausência desse amor?

Talvez isto que digo
Não seja verdade!...

Maria Luísa

domingo, 8 de Setembro de 2013

Amor

Tu já tinhas um nome
Não sei
Se eras fonte ou brisa
Ou mar, ou flor        
Gala/ Salvador Dalí


Mas nos meus versos
Vou chamar-te Amor!

E vibrarei contigo
Na cadência ritmíca
De meu coração

Fala-me das madrugadas
Da relva do jardim machucada
Pelos amantes que se amaram
Ao som das cítaras caladas

Fala-me do teu poder eterno
Fala-me das cortinas corridas
E deixa a porta de meu quarto fechada
E só tu entres, meu amor

E vem sempre, uma vez mais,
Saboreia a ternura subtil e quente
E usa as Palavras que dançam  
No meu canto!

E nada mais quero
E nada mais peço,

Apenas isso eu Espero!


Maria Luísa

sábado, 31 de Agosto de 2013

E Espero


 O avião pousa no chão
Fatal como um relógio
Que conta o nosso tempo.

Eu olho o firmamento
Onde te vais encontrar
E não me podes levar

Tu vais lentamente
Não olhas quem fica
E não quero ficar...

Que interessam as palavras
Não importam, não contam,
Só tu contas!

O nosso amor conta
E se Ele conta
Parto contigo!

É pouco o tempo
Que nos resta!...

A tarde quente desce
A hora aproxima
E eu indecisa, fico olhando

As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir,
Mas tens de partir

E eu vou ficar
Uma vez mais fico
E aceito o meu destino!

O mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo

E não o podem fazer!...


Maria luísa

quinta-feira, 22 de Agosto de 2013

METAMORFOSE

Não existe a morte                   

Não existe a destruição
Não existe a intolerância
Não existe a maldade
Não existe o ódio
Não existe a perda
Não existe o sofrimento
Não existe a dor
Não existe a opressão
Não existe o desamor
Não existe um Mundo de Terror

Não existe!

Mas existe o criar
De um Mundo Melhor
E mais Justo!

E eternamente
Embora ausente
Eu estou Presente!


Maria Luísa

quinta-feira, 8 de Agosto de 2013

Partida

Quem és tu                           
Que tanto impressionas?

Uma flor
Uma abelha
Uma cigarra 
Uma rosa escondida?

Não o creio,
Mas fascinas
As pessoas que vi!

Diz-me de ti
Não para ouvir
Apenas sentir,

Mas esquece de mim
Eu parti...

Há muito eu parti
Sem saber de ti...

Coloquei meus sonhos
Num barco de nuvens brancas

E sabendo a razão em mim

Parti!...


Maria Luísa

quinta-feira, 25 de Julho de 2013

Girassol II

Que nada possa alterar
A quietude das palavras      

E a beleza de viver

E escolho o caminho
Nada foi escrito
Apenas eu escolho meu final.

Sou a Deusa ou a Culpa
Do que aconteceu em mim.

Quando a poesia morrer
A natureza se revolta
E os campos e jardins
Deixam de ter flor
Tudo fica deserto à nossa volta

Crepúsculo
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importam
No valor real do poeta?

Apenas Girassol sorri
E fica comigo
Preso ao Espaço
Permanente e constante

E eu pago em palavras
Em magia
Em verdade
Em loucura
E fico contigo
E giro contigo
Procurando o Sol.

E sou como tu
À Luz da Partida.

Maria Luísa



quarta-feira, 10 de Julho de 2013

Girassol

Girassóis de Van-Gogh/ Internet
Flor do sol amarela
Tons laranja nas pétalas

Símbolo do calor
Da lealdade e do amor

Adoração da vida
Glória
Paixão
Altivez
Integridade.

Teu caule gira
Gira sempre voltado ao sol

Pedaços de nuvens
Se passeiam no ar

E girassol continua a rodar
E a convidar quem vem a passar.

E eu paro livre de te escolher
E talvez faças parte de minha vida.

Escrevo coisas que sinto
E depois digo - não sinto

E a água corre
E nua estou esperando seu afago

A música do entardecer
E sua beleza já nascida...

A luz do esquecimento
Deixa de ter vida...

E tu girassol que admiras o sol
E iluminas rostos amados
Fica, por mim, à Luz da Partida

Flores molhadas, pétalas acordadas
Suspiros brandos de quem ama

E vivo sem destino fixo
Não preciso de nada!


Maria Luísa