quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NÃO Há REGRESSO

Eu olho o submerso                             
Georgia O ´Keeffe

onde tantos se debatem
E se prendem sem sonhar

E desço uma vez única
para escrever meus versos

E dar a saber
aos que se perdem
Sem Pátria nem lar
O caminho de regresso

Mas eles não sabem
Eu não sei
Não importa saber

Não há regresso
Só a morte os espera

Nada posso fazer...

Apenas deixo a Flor da Noite                                                   
A  Rosa caiu e morreu...

Por mim encontrada!...                                 


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ADEUS!!!!!!!

Fiz uma peregrinação
Internet

aos lugares que conheci
E disse Adeus!

Voltei ao meu jardim
me sentei 
e esperei

O firmamento me fixou
como se eu fosse alguém

Uma estrela brilhante
me olhou
Eu a reconheci

Aviões passavam lentamente
num caminho de regresso

Brilhavam no escuro da noite
luzes a acender e apagar
De quem vem para ficar.

As árvores se dobravam
atentas ao meu suspirar

A água corria a meus pés
deslumbrava e lembrava
o tempo que passava

Aquele lugar de encanto falava
Eu esperava
e tudo me encantava

E sonhava
em tempos sonhados
e nunca vividos

E a noite acabava
e eu abandonava
o lugar encontrado

E tinha de partir
isolada de teus afagos
esquecida do muito
Que desejava

E não te encontrava
E tinha de partir sem ti

E disse Adeus
Ao lugar encontrado
Ao qual
Não voltava!...


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 24 de julho de 2015

EU SINTO

Internet


Tu estás no meu sentir
e te desejo ver
te olhar
te beijar
te abraçar

Não sei ser feliz
não sei como encontrar
A felicidade

O palácio de meus sonhos
perdi-o na espera
de um mundo desencantado 

Como vou encontrar a minha estrada?

Não tenho de perdoar
tenho de ser perdoada

Meus olhos fixam o silêncio
meus ouvidos não ouvem nada

Invisível abriga o meu desejo
não estou presente
Não respondo ao desejo do ausente

Quem está presente
se apresente e me diga
Eu sou o ausente!

Eu não estou perdida
nem de mim, nem de ti
Mas do mundo eu estou!

Sinto que os amores
não se repetem

Sinto, não ser alegre nem triste
mas insisto
Rompo os elos do tempo
Sou poeta...

Aqui deixo meu corpo!


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 9 de julho de 2015

AMOR II

Maria Laís Fett/ Brasil


Talvez por ter tanto amor
tanta naturalidade e pureza

Tenha tirado ao mundo
 " Sem ser por mal"

Algum pedaço forte desse amor

Daí a falta de amor
No nosso mundo!


Maria Luísa Adães


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sábado, 20 de junho de 2015

AMOR

Amo o cântico dos bosques
Internet

no raiar das manhãs
plenas do silêncio
da ardência da noite.

Gosto do amor
do seu simbolismo
e da realidade humana
de se dar

Gosto de acordar
no lugar que conheço
e onde esqueço
O clamor de multidões profanas

Nem sempre sou igual
ao que me pedem para ser
E como posso ser
se esquecem quem sou.

Mas sei pedir e sei amar!

Vem meu amor
ama-me como tu sabes
E nesse amar me trazes
o esquecimento 
de que nada sou...

E espero sempre
numa espera antecipada
sentir a tua volta
à minha volta

Num abraço que não cansa
e desnuda
o sentir de esperança

E se partes
eu não faço parte da partida...

E aí tudo me falta
o tempo
a hora certa
o comum 
das pessoas comuns

E resolvo partir contigo
esquecer o tempo
esquecer a gente
esquecer o relógio a contar

E te amar
no primeiro lugar
que se me deparar

E para além do que digo
num tempo esquecido
Continuo a sentir  a tua falta!...


Maria Luísa Adães

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

APENAS ... SENTIR

Ajuda-me                                                       
Deixa-me viver assim
E ser como sou
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Internet

Deixa a ilusão
Sair de ti e de mim

Deixa regressar
E descobrir o caminho
De regresso

Deixa-me sonhar
E continuar a sentir
O teu corpo junto ao meu

Dá-me o muito que te dou
E não entendo como dou

Estás atento?

Sentir sempre                                      
O teu corpo junto ao meu...

É o que mais anseia
Este desejo imenso
De sentir num abraço forte
O teu corpo envolvido
No meu

E te peço mais
Muito mais...

Quero não voltar
A ser poeta como sou

E descansar do mundo
Que me rodeou

E sobreviver
Num canto breve
Nas asas de teu amor

Imponderável
Para sempre!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

ESQUECER

Tu podes esquecer                                   
Internet
Não escrever meu nome
Não olhares meu perfil

Eu não posso esquecer
Dizer o que penso
Mas nenhum mortal
Me pode prender

Não me afundo
No mar revolto a meus pés
Não me deixo afundar
E se o fizer...não sou eu

Eu amo tudo
Este, aquele e o outro
O bom e o belo
E tento esquecer o mal

Olha o espelho!

E agora me vês
Lembras meus beijos
O som de minha vida
Sem um suspiro de dúvida
Ao dar este amor
Pleno e eterno

Lembras ou esqueces?

Se esqueces...
Não temos mais despedidas!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Perdoa...Se Possível

Maria Lais Fett/ Rio grande do Sul/Brasil
Distante de mim
Perto de ti

Está o sol do Oriente
Aquele sol diferente...

E o fumo
Subindo das montanhas
Tapando o horizonte

Esconde a beleza
Amedronta o amor

Espesso e cruel
Tapa o horizonte!

Não te vejo 
Meu irmão
Não sei de ti...

Das brumas e das cinzas
De corpos queimados
Profanados

De tua família desfeita
De teus filhos perdidos
Pouco resta...

Não posso aceitar
A indiferença

Não quero terminar este poema

Não quero!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 24 de março de 2015

SILÊNCIO

Estou tão perto do silêncio                
Que me confundo com ele

Esbocei o arquétipo
distorcido
perdido
alterado

Pelos espelhos prateados
partidos, gravados
num tempo simulado

Olhei e me perdi
Nesse olhar

Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar

Mas me cansei
do rumor do amor
da voz que sonhei

Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar

Com aquele olhar insensato
do amor que te dei

Espera por mim um dia
mas devagar sem devaneios constantes

De amores impossíveis
Desmedidos
Absurdos
Irreais

Meus olhos fixam o universo
meu coração pára no deserto
de antigos esplendores

E as nuvens
Falam de saudades!


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 9 de março de 2015

IMAGINAÇÃO

É tudo imaginação                        
         Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil       

Ou é tudo memória?

Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória

Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...

É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas 
Perdidas

E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender

Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir

E mais tarde...
O traduzir 
Nos meus versos

As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega

Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer

E depois...
Apenas tu existes!

E pergunto
Quem és tu?

Não há resposta!...


Maria Luísa Adães

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

TENHO de PARTIR!

Salvador Dalí / Oração
                                                                          
Quero ficar
E não o quero deixar

Mas tenho de partir!


Estava tão certa de mim
No amor por ti
Mas sou deceção
Não deixo de ser ilusão

Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco     
Pensando em ti

E vou calar minha voz

Quando devia gritar
Implorar
Tende pena de mim

Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços
E não me deixem voar

Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade

Te vou deixar
Para outro lugar
Longe de ti

Tenho de partir!

Não sei quando volto
Não sei se volto

Não torno a prometer 
Um futuro para mim
Ou para ti

E não quero
Que dizer Adeus
Seja o meu destino...

Não quero!

Paradoxal, eu sei,

Mas ainda me resta
A ansiosa busca
Pelo que é perfeito

De que estou tão longe!...


Maria Luísa Adães


Dedico aos que amo!


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

VEM!...

Vem                                           
Internet

E mostra-me um jardim
Que esteja a florescer

Como se sentisse
Que acabava de nascer

Mostra-me a partitura
Incompleta por mim

No ensaio constante
De indecisões
Quando toco.

Pedaços de luz
Se espalham
E fogem de mim...

Chego a corações sedentos de luz
E a outros que não vêm a luz

Transformados em migalhas
Suspensos e inertes
Como lágrimas
Que não querem cair...

A morte e a música
São inexplicáveis

Mostra-me o mar cálido e dormente
Como eu o conheci...

E eu sinta o esplendor
De voltar a viver!

Maria Luísa Adães

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domingo, 25 de janeiro de 2015

TERRA VERMELHA

Admirada me voltei              
Internet

Vi terra vermelha

Olhos verdes me olhavam
Escondidos de mim

E as máscaras cantavam
Num mundo que chorava

Só elas dominavam
Sem medos de nada

As máscaras alegres do Carnaval
Batiam à porta e entravam

Olhei este mundo
Onde tudo me fascinava

E vislumbrei e amei
As cores e a fantasia

A pirâmide invertida
Mostrava os mistérios da vida

E eu esperava alguém
Que me enfeitiçava
Sem saber que o fazia

Cansada adormeci
As máscaras vibravam de alegria
Encantavam

E eu parti com a lembrança de ti...

O meu mundo
Me esperava!...

Maria Luísa Adães

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AUSCHWITZ

70 Anos/ Libertação

Permanece como advertência
E responsabilidade
A não esquecer!...

Maria Luísa

27/1/2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Amo!...


Amo o cântico dos bosques
No raiar das manhãs       
InteNo raiar das manhãs

Plenas do silêncio
Da ardência da noite

Gosto do amor
De seu simbolismo
E da realidade humana
De se dar

Nem sempre sou igual
Ao que me pedem
Para eu ser

Tu sabes quem sou...
E esperas 
Numa espera antecipada
O sentir de esperança

Mas se nem sei quem sou
Como podes tu saber?

Tu sabes que não podes
E nada tens a dizer

Que triste meu amor
Tu não me conheceres

Vamos ser infelizes
Até final de nossos dias...

Mas que fazer
Se o mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo
E não o podem fazer?

Tanta indiferença a meu lado
Tanto dizer por dizer

Vem uma vez
E outra vez
E mais outra

E ama-me
Como da primeira vez!


Maria Luísa Adães

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Sinto a tua falta

Ainda estás comigo             
Internet

E eu sinto a tua falta

Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta

Numa saudade
Fora do meu tempo
Fora do teu tempo
Fora do teu estar
Fora do nosso amor
Fora do nosso medo de cantar

E espero
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança

Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta,

Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida

Tu vais,
Eu não posso ir contigo
Falta-me tudo...
O tempo
A hora certa

Que interessam as palavras
Neste instante

Não importa
Não conta
Nada conta
Só tu contas

É pouco o tempo
Que nos resta

O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando...

As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir
Mas tens de partir...

E eu vou ficar
Só me resta aceitar!...

Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PARIS

Tento falar de Amor                  
Internet! Homenagem!

tento deixar alegria
e coisas lindas escrevo...

Mas o mundo neste momento,
está nas mãos diabólicas
de quem mata e mente

Paris
um Jornal Satírico
Símbolo da Liberdade
sofreu ataque
de quem desconhecemos

E matou doze pessoas
e feriu, não sei quantas...
para vingar "o profeta"

Qual profeta?

Paris está em alerta máximo
o mundo, como eu, está triste
Profundamente triste...

Tudo quanto escrevo
é ilusão perfeita, mas minha
...mas não dou felicidade nem amor
  
E o mundo vai morrendo
Por aqui e por ali
e as pessoas mortas, feridas

São tratadas como seres inúteis
Como folhas de papel ao vento...

Não há quem nos liberte
E o Mal comanda o mundo!

E eu que escrevo?

Poemas, prosas que cheiram a rosas
tão minhas...
mas inexistentes!

Quem são eles
E quem sou eu?


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 Maria Luísa

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

OUTRO LUGAR

Aromas, sons e cores           
Internet!

Mar, serra, árvores
E eu...

A música do entardecer
Na beleza já nascida
A solidão a esquecer

A luz do esquecimento
Próximo da partida
As mensagens ocultas, perdidas

Os meus sonhos lembrados
Ocupando uma vida
E a procura de ti...

Ninguém me ouve
E eu sinto a falta desse ouvir

Não sei
Apenas o mistério predomina
Nos últimos instantes

Ousadamente me dispo
Me olho ao espelho
E te vejo dentro do espelho...

Tu existes para meu deleite
Ou és apenas parte do sonho?

Assim somos nós 
E por vezes não somos
Somos todos os outros!...


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Nada a dizer..Talvez seja Poeta!...

Talvez seja poeta...

E aguarde a realização de um sonho
complexo para contar
e impossível de dizer
para entender

A natureza mudou
o planeta se desviou
de seu rumo 
e se perdeu...

E não se encontrou
Ainda se não encontrou...

E eu vou continuar a aguardar
na Esperança
de O Reencontrar

Que tempo me resta
e onde vou procurar
o relógio a contar...

Me ajudem
A esperar!

Maria Luísa

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ó GENTE..

Ó gente das marés                   
Internet

Ó gente do mar
Ó gente da terra
Ó gente a quem amei
E a quem deixei de amar

Olho e os vejo
Quietos e pálidos
Assombrados
Mistificados e perdidos
Sem terra
Sem estrelas
Olhos fechados 
Sem abrigo!

É NATAL!

Dizem ser Natal
Num mundo perdido
Onde predomina o mal

Possa a eterna juventude deste Planeta
Voltar a florescer
E das cinzas das crueldades praticadas
Possa reviver aquela Terra que nos deste
E Te pertence e nos pertence
Por Tua Vontade

E eu possa dizer com Alegria e Amor

É Natal


Voltou a ser NATAL!


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 25 de novembro de 2014

REFLEXO

  Eu sou a vida                             
Imagem/ Maria Lais Fett

O céu está nos teus olhos!

E os reflexos que te mostro

O dia

A noite

As cores

A música

Os lagos

E o amor


Um dia, talvez te conte
E tu entendas!...


Maria Luísa Adães

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ALGUÈM

O dia terminava...                   
Internet


Alguém bateu à minha porta
Alguém se lembrou de mim
Alguém me chamou

Alguém a quem conheci
Alguém a quem amei
Alguém a quem perdi

Veio até mim
Daquele tempo
Do qual eu não escrevi

E o dia acabava
Tão perto e longe
De mim

Converto-me em ti
No jardim abandonado
Por mim!...


Maria luísa Adães

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19 de Novembro de 2014

sábado, 8 de novembro de 2014

SUPLICANTE

Vem até mim 
Despido de preconceitos

Fala comigo                          
Internet/ Salvador Dalí

Entende-me e suplica

O amor pode ser dado 
De várias formas

E pode ser sentido
De várias maneiras

Te conheci e te amei
E nada sabia de ti

Ignorei a frieza
Depois de eu partir

E venho suplicante
Pedir para que voltes
Neste instante

Apenas neste instante!...


Maria Luísa Adães

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8 de Novembro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E DISSE ADEUS...

Afastei-me dos lugares que amei    
internet/ Salvador Dalí

E disse adeus...

Aromas, sons, cores
Mares, caminhos, família
E amigos
Que nunca encontrei

E acabei por amar outras terras
E outros lugares

Troquei minha vida  por ti
E disse adeus ao outro adeus
E meu viver
Se tornou num adeus

Não há dúvidas que morri
Há tantas formas de morrer...

E comecei a gostar da solidão
E comecei a gostar de minha sombra
E comecei a gostar de outras sombras

Mas em cada caminho me acorrentei
E ao teu amor me entreguei

E enquanto te amei
Tudo esqueci!

Sensual e mística
Caminhei voluptuosa
De forma sinuosa
Nas asas do teu vento

Gostei do teu abrigo
Da música ao entardecer
Da  tua boca única
E tu sabes beijar...

E fico com o adeus
Sempre presente
A recordar o outro adeus!


Maria Luísa Adães


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20 Outubro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Desconhecido

Meu espírito sentiu a mudança               
Internet

Meus ouvidos ouviram à distância
Meus olhos viram

E te seguiram no grito que subia
Até avistar a casa
Na praia longa e sombria

Entraste e esperaste por mim
Eu me despi antes de chegar a ti

Tu olhaste fundo
Num fundo atrás de mim
E à frente de ti

Quem vinha comigo
Eu não conhecia
Mas tu sabias...

Vinha do mar à nossa volta
Vagueando por entre ondas altas
E nos ia levar

Tu sabias
Eu não sabia

Tu sofrias
Eu não entendia...

Eu estava despida
Junto a ti

Desamparada na areia fria
Percebi
A amargura da partida

Chorei esquecida do que tinha vivido
Num tempo quente de amor
E entrei contigo, numa outra vida!


Maria Luísa Adães


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15-10-2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Espelho III

Chegou o tempo                 
Maria Lais Fett/ Brasil

Tenho de acreditar

Dourados são os mares
Que vejo ao longe

E as flores
O crepúsculo no tom opala
De nuvens a passar

Chamei o espelho
Sentado sem temor
E lhe disse, vem!

E ele veio
E continuou a dizer
  
 "Tu não és nada"

Eu aceitei
O olhei
Refleti nesse dizer

Compreendi...
Ele diz a verdade

Ele se parte e morre
Eu morro
Temos o mesmo destino

Somos iguais!...



Maria Luísa Adães


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7 Outubro 2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

ESPELHOS II

Deixei de olhar espelhos                             
Internet

Deixei de ouvir suas palavras
Magoadas, altivas, especiais

Fugi dos espelhos
Tirei de paredes e outros lugares
Todos os espelhos

E não fiquei indiferente
Como gostaria de ficar!

Me isolei em local
Onde se espelhava o mar

Olhei e me vi refletida
Nesse mar...

Mais um espelho que encontrei
Porquê?

Será que o mundo 
É feito de espelhos
Disfarçados, profanados
Na procura de lugar
Onde ficar

E depois nos vai escorraçar?

E me lembrei
Do espelho que olhei
E com ele conversei
E me disse

  "Tu não és Nada"!

E ele é quem?... 


Maria Luísa Adães

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30 Setembro, 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ESPELHO

Abri a janela                              
Internet

E ela se coloriu
De vermelho e amarelo

Uma luz perturbada
Ruídos e nuvens acabadas

Nada mudou
Dos sonhos de antigamente

Dormia em floresta cansada
Isolada da luz do sol
Fechada à súplica de quem amava

Olhei o espelho do salão
Contei o que vi na janela

E ele me respondeu
Com sinceridade nunca usada

    "Tu não és nada"


Maria Luísa Adães


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24/ Setº. 2014

Como uma Saga (espelho de feitiço)
eu vou continuar a falar
por mim e por ele e talvez... 
me torne Amiga dele!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

E SONHO

Frente à passagem do tempo             
Internet

Eu não estou serena
E temo esse tempo

Sei que o canto é tudo
As lágrimas são nada
Eu sou sombra transformada

Sonho, tantas vezes sonho
E antecipo minha visão
Nesses sonhos

A palavra é sempre
Um elemento de jogo ancestral
Clara, louca e perfeita

Com a palavra o poeta
Joga, brinca, chora, ama
Se deslumbra ou se mata

A vida se tornou num jogo
Indecifrável
Os meninos carregam às costas
Todo o mal do mundo

O último amor perdido
Os homens tocam a terra
Como deusa de desengano

Apenas no pano verde
E nas luzes cintilantes
Há um vislumbre de alegria

E o homem sonâmbulo
Diz de quando em quando

Façam o jogo, meus Senhores!...


Maria Luísa Adães


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12/Setembro/2014


terça-feira, 2 de setembro de 2014

ILUSÃO

Te encontrei um dia                                             
Internet

Me encantei por ti
Por tudo o que não dizias

E no tempo a passar
Eu fui a ilusão
Que tu não pressentias

Talvez fosse um contraste
Mal entendido
Um tempo gravado
No próprio tempo

Espero pela alvorada
Espero que o longe fique azul
E troco minha existência

Atravesso o Oceano
Infrinjo todas as regras
Canto todos os cantos
Sem saber cantar

Entro no palco das nuvens
Represento a minha vida
E volto de novo sem voltar

Mas fui a Ilusão
Que nunca esperaste
Encontrar!

Aquela
Que nunca soubeste amar
A que canta sem saber cantar

E nos afastamos sem dizer
E não voltamos sem saber
Quanta ilusão se escreveu

Mas se eu voltei
Foi por nunca ter partido!...


Maria Luísa Adães




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2 /Setembro de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NINGUÉM

Como um golfinho                                                       
Internet

Que pertence ao mar e à terra
Eu escuto teu canto de amor.

Sei,
Não te vou encontrar
Mas se alguém passa
Pergunto por ti.

Perdi amigos e família
E os encontrei
Na elegia do mar

Os saudei,
Mas eles se afastaram
Em passo apressado

O silêncio invadiu o ar
Olhei o mar
E fiquei em sua companhia

Olhei e tentei
Reconhecer meu rumo
E alguém a quem saudar

Mando-te um som de vida
Solitário, arrependido, exilado
E descubro fui eu que mudei!

Eu não pertenço a ninguém
De ninguém eu fujo,
Mas mudei
Fui eu que mudei!

Aqui fica a minha voz de amor
Quem me escutou
Quem se encantou
Quem me procurou

Ninguém!...


Maria Luísa Adães

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Agosto de 2014