domingo, 25 de setembro de 2016

CASA VAZIA

                                        
Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil
Uma casa vazia   

meia porta aberta
uma pequena janela
deixa entrar um raio de sol

O chão quase desenha uma figura
das ameias de um castelo encantado
apenas meu sentir e minha mente
podem predominar
e ouvir palavras
de pessoas conversando
sem estar falando
de pessoas escrevendo
e não vão ser lidas
Nem cantadas

Ou já é tarde para mim
que fui gente
ao lado de gente
que me ensinou
A ser gente

E sou sombra
Silêncio e Nada!...



Maria Luísa Adães


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

A ILHA

                                                       
Ilhas Shetland/ Maria Luísa

Um dia deixei a Ilha onde nasci
tive de a deixar e calcorrear o mar
e encontrar meu amor desfeito
Pela saudade de meu peito


Ele me esperava
me abraçava e beijava
e eu de olhos fixos
em sonhos ou acordada
via a Ilha, as rochas rolando
Fora da águas.

Eu tinha sido poeta
no silêncio dos deuses
e tinha gravado meus versos
Nas pedras que encontrava

Quanto te quis
quanto te quero
no calor tropical
sem fraquezas humanas
na solidez da terra
E no caminho brilhante do mar

Converto-me em ti
No jardim abandonado 
Por mim...

Deixa ouvir o cântico dos búzios
E nua, suave, perfeita
Te deixo entrar
Na minha própria casa

Fica...eternamente meu!



Maria Luísa Adães



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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

DESESPERO







De Maria luísa




Desesperados
Procuramos a solidão
Em todos os lados


E as mães ao longe
Chamam por entre névoas espessas
A ausência de seus filhos...


Maria Luísa Adães


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HOMEM DE BRONZE

                                                                         


Maria laís Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil



O homem de bronze pesca
A noite é silente
Eu sou silepse
Regida pelas ideias
e não pelas regras
De uma filosofia minha

Ele me encanta
e canto como sereia de encanto
atraindo o pescador

A Lua se aproxima
e o peixe não morre!...


Maria Luísa Adães



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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PARA TI

Maria Laís Fet/ Rio Grande do Sul/ Brasil





Dentro de teus olhos eu vivi
E acreditei em ti
E perguntei
Mil vezes perguntei

Por que se vive
Por que se morre?

Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 20 de junho de 2016

BELEZA e CORES

Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul/ Brasil



Beleza e cores
Espalhadas pelo mundo
Nos dão  um outro mundo

Há palavras para dizer
E sentir esse dizer
Há músicas para tocar
Coração para sentir

Gosto da placidez do mar
E da luz que se transforma no ar
E nos dá
Outra forma
De viver
Neste Apocalipse de Sonhos



Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 20 de maio de 2016

MELODIA

Havia um homem                                    
Pierre August Cot/ Internet

que entoava uma estranha melodia
falava de coisas que desconhecia
e de mundos que não via

Nunca percebi aquele homem...

E as árvores cantavam
e se mexiam
e animais paravam
e escutavam a melodia
que aquele homem cantava

E parecia que ele vinha 
de um outro mundo
e trazia um sentir de amor
que há muito esquecia

O amei e à sua melodia
e nunca o entendi
e nunca o esqueci

Ficou apenas meu
E de ninguém mais!...


Maria Luísa Adães





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quinta-feira, 28 de abril de 2016

PRIMAVERA


Pierre August Cot / M. Museum of Art, New York






Deixo a beleza
Iluminando a Poesia
Que não escrevi!


Maria Luísa Adães




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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A VIDA III

A vida é preciosa                           
 http://algarve-saibamais.blogspot.pt
 

http://os7degraus.blogspot.pt

não pode ser vivida
de forma desencantada

A vida é sombra fugidia
a vida é silêncio e fantasia
a vida é dor inesperada

A vida nos dá o pranto
a vida nos dá prazer
a vida nos dá desencanto

A vida é volúpia 
nas noites quentes de amor
dá vida à própria vida
leva de repente a nossa vida
a vida é tudo e nada

Mas quem não admira a vida?
ela dá e ela tira
mas não deve ser vivida
de forma desencantada e perdida
não deve...

Dentro de teus olhos eu vivi
E acreditei em ti e perguntei

Por que se morre
Por que se vive ?...



Maria Luísa Adães




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quinta-feira, 31 de março de 2016

DISTÂNCIA

Que importa a distância?                           
Internet

em espírito eu subo montanhas
atravesso desertos intransponíveis
Caminho sobre as águas do mar

E sou livre
meus olhos fixam os lugares
Minhas mãos acariciam quem amar

E sou nuvem branca
que passeia no ar
Dançando sempre a mesma dança

Na visão da manhã e do dia
aparecida na hora do silêncio
E da melancolia!...


Maria Luísa Adãe

31 de Março 2016




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sexta-feira, 25 de março de 2016

Falando de PAZ

Quando te vi                          
Maria Laís Fett/ Brasil

Não acreditei em ti

E deixei minha sede
E meu fulgor de amar

Adormeci
Não sonhei

Acordei
Não tinha sonhos a contar

De novo te olhei
Te acariciei e te amei
Ou senti que te amei...

Há sempre um sentido escondido
desconhecido, fugido, convertido
Desprendido da terra e do mar

Campos velados
transformados
no medo de amar
Aquele mar

Tão longe e tão perto 
De mim e de ti

E de novo te olhei
Sem te amar

E a Paz passou
E nada deixou
E nada transformou

Veloz como o vento
Veloz como o tempo...

Patético momento!


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 7 de março de 2016

ABANDONADO

Envelheceste                                           

Internet
Abandonado foste


É este o mundo

Onde te perdeste?


Me sensibilizou

Me tocou bem fundo


No mar encapelado

De tudo que passou!...



Maria Luísa Adães



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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

ASSOMBRO

No cimo encontro o assombro                                    
Maria Lais Fett/ Brasil

De uma noite diferente
Num outro lugar do mundo

E vislumbro o encanto
De lugares escondidos 
Por detrás de poeiras
Esquecidos...

Abro as portas caídas
Entro e não sei quem sou
Não sei onde estou

Mas gosto do sonho
Me assombro com ele
E fico...

Não volto para ti
Nem para os silêncios
De um lugar que não escolhi
E não amei

Não volto!...



Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MANHÂ

                                                                     
Aqui estou eu
Minha voz e minha vida!

A natureza palpita
Chove lá fora

A distância
Somos nós que a fazemos

E não vou sentir a falta de amor
Por não saber esperar

Aquieta teu sentir por mim
Talvez eu possa voltar

E tornar a cantar
Nos espelhos de tua casa

Olhando um outro mundo
Distante do meu

Talvez o silêncio
Seja a única verdade
Que posso dizer
Sem escrever!...

Mas posso deixar as palavras
Que tantos me deixaram!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

AMOR!

     

                                                                     
Maria Laís Fett / Rio Grande do Sul/ BRASIL

A cortina se abre
Voluptuosa, misteriosa
O Universo escuta meus versos

A Lua olha com intensidade
O brilho de mil tons de estrelas

E o amor perfuma o ar
Lança tapetes floridos
Como arco-Íris dançando
À nossa volta

Os deuses dormem
Tudo se cobriu
De nuvens vermelhas

Olhamos e pedimos
A ilusão maior
Com jardins aéreos
Reluzentes e felizes

De um lado o amor
E do outro lado
O esquecimento desse amor

O tempo contradiz
As súplicas de quem ama

Mas o tempo não comanda o amor
Mas comanda o esquecimento desse amor...

E eu digo,

Amemos,
Amemos cedo ou tarde
Mesmo que Eu esteja longe

É esta a minha Herança!


Maria Luísa Adães


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V

sábado, 2 de janeiro de 2016

PAZ

Coleção de Imagens/ Facebook
PAZ

AMOR

ESPERANÇA

PERDÃO!...


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ANO FELIZ

Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul/ Brasil
E hoje
Num Final de Ano

Eu não tenho nada para dizer
Que sinta ser verdade

Talvez o silêncio
Seja a única verdade
Que posso dizer sem escrever

Mas posso deixar as palavras
Que tantos me deixaram

E sei que simboliza
A minha verdade

ANO NOVO FELIZ
E PAZ!



Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal Feliz

Maria laís Fett / Rio grande do Sul/ Brasil
Natal Feliz!



Eis a perfeição

De um mundo melhor 
E mais justo!



Maria Luísa Adães



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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

SOLIDÃO

O poema transmite a solidão

Através de uma cadeira
Onde ninguém se senta

O mundo muda
As pessoas mudam com o mundo

As palavras escritas mudam
O contexto por detrás das palavras
Muda também

E os dias iluminados
Tão breves, tão breves
Nos façam andar de novo
Mesmo de forma incompleta

Mas isenta e livre!

Com amor eu escrevo
Com amor eu mudo
Com amor eu caminho


Maria Luísa Adães



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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ELA CHORA!...

Maria Laís Fett/ Brasil
Abandonada
Ela chora

Ali naquele mundo
Na tarde imóvel

Faz perguntas
E o mar não responde

E animais rastejam
Na areia da praia

E esse mundo 
É deles

E não é dela!...


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MIL ROSTOS

Há mil rostos olhando para mim
E eu neste instante 
Não reconheço nenhum

Há mil sentimentos à minha volta
E neste momento, não tenho nenhum

Há mil infelicidades pedindo guarida
E eu neste tempo, não ouço nada

Há mil pessoas perdidas, esquecidas
E eu não digo nada

E sinto e penso
Que estou voltada
Para as coisas da vida
                                                           
Internet

Quero andar contigo lentamente
Dizer aqueles segredos
Que nunca digo

Quero amar-te eternamente
Na memória, na essência
Dos meus versos

Caminhar pelo deserto
Caminhar nas grandes cidades

E acreditar que não há mil rostos
Olhando para mim
E mil infelicidades

Só quero amar 
Numa insónia feliz

No deserto do amor
Sem mais nada...

Hoje há estrelas a brilhar
E levo o beijo
Que acabaste de me dar!


Maria Luísa Adães


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domingo, 1 de novembro de 2015

MISTÉRIO

Vesti-me de mistério                     
Imagem/ Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul


Com trajes de cerimónia
com trajes de outras eras
para prestígio e glória
Desse mistério

Eu não quero dar-lhe vida
fazer dele o Tudo,
Mas sim o Nada

Ajuda-me a despir estas vestes
Não minhas, mas dele
Como se fosse um ser etéreo
um ser de majestade
E dele recebesse 

A existência
O destino
A verdade

Mas ele não é a verdade...

É um ser camuflado
destruído, esquecido
e vestiu-me de mistério
chamou-me de mistério
e abandonou-me
Num local perdido

E olhei à minha volta
estarrecida
esquecida por todos
E por ti meu amor

E senti-me mistério!...



Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

APENAS...Olhei!

   Olhei 
E não te reconheci                                          
Salvador Dalí/ GALA

E tanto te amei
num amor sensual
ocasional
Vazio no mundo real

Em mim, havia fogo e dor
Nesse amor

Que ressalta
que prende
que ressuscita
e torna a noite
em dia
E não deixa descansar

Em ti não existia amor
E em mim havia o acreditar
Nessa forma de amar


Passou
nada ficou
e no fundo de mim mesma
reconheci
que não te tinha amado
Apenas desejado!

Em ti não havia amor
Em mim
Não sei que se passou
Nada ficou
Nada deixou

E quando te vi
Não te reconheci

Esqueci!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 6 de outubro de 2015

ADORAR

Adoro em ti                                                         
ADORAR

O ardor dos teu beijos
E a procura ávida dos meus

Adoro em ti
a tua vivacidade
de menino ausente

Adoro em ti 
a tua sensualidade
unindo-se à minha

Adoro em ti
a liberdade que me dás
que me é tão cara
e tanta falta me faz

Adoro em ti
não olhares meus versos
e me amares
como se não fosse poeta

Adoro em ti 
essa forma de dar 
e nada dar

Adoro em ti
tudo quanto amo
tudo quanto chamo
De vida

Adoro em ti
me esquecer de mim
e dos outros
e do mundo
ao qual pertenço

Adoro em ti
Essa espécie de amor
por mim

Adoro!


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BELEZA

Internet


Será  Que Te Conheço?

E Ele Me Respondeu

Encontrei Tudo
Nesse deambular
De Teus Sonhos

De forma tão bela
Tão saudosa
Tão cheia de lembranças
Ele disse...

E eu olhei
Não reconheci
Mas respondi

Eu nada sou!...
Ou sou, um pouco mais
Contigo!

E te amei!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 15 de setembro de 2015

DAVID/ Firenze

David/ Michelangelo / Firenze
/


Quando te vi
Não acreditei em ti

E deixei minha sede
E meu fulgor de amar

Adormeci
não sonhei
e acordei sem sonhos
A contar...

De novo olhei para ti
E te reconheci

E te amei
Com o fulgor de Amar!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NÃO Há REGRESSO

Eu olho o submerso                             
Georgia O ´Keeffe

onde tantos se debatem
E se prendem sem sonhar

E desço uma vez única
para escrever meus versos

E dar a saber
aos que se perdem
Sem Pátria nem lar
O caminho de regresso

Mas eles não sabem
Eu não sei
Não importa saber

Não há regresso
Só a morte os espera

Nada posso fazer...

Apenas deixo a Flor da Noite                                                   
A  Rosa caiu e morreu...

Por mim encontrada!...                                 


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

ADEUS!!!!!!!

Fiz uma peregrinação
Internet

aos lugares que conheci
E disse Adeus!

Voltei ao meu jardim
me sentei 
e esperei

O firmamento me fixou
como se eu fosse alguém

Uma estrela brilhante
me olhou
Eu a reconheci

Aviões passavam lentamente
num caminho de regresso

Brilhavam no escuro da noite
luzes a acender e apagar
De quem vem para ficar.

As árvores se dobravam
atentas ao meu suspirar

A água corria a meus pés
deslumbrava e lembrava
o tempo que passava

Aquele lugar de encanto falava
Eu esperava
e tudo me encantava

E sonhava
em tempos sonhados
e nunca vividos

E a noite acabava
e eu abandonava
o lugar encontrado

E tinha de partir
isolada de teus afagos
esquecida do muito
Que desejava

E não te encontrava
E tinha de partir sem ti

E disse Adeus
Ao lugar encontrado
Ao qual
Não voltava!...


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 24 de julho de 2015

EU SINTO

Internet


Tu estás no meu sentir
e te desejo ver
te olhar
te beijar
te abraçar

Não sei ser feliz
não sei como encontrar
A felicidade

O palácio de meus sonhos
perdi-o na espera
de um mundo desencantado 

Como vou encontrar a minha estrada?

Não tenho de perdoar
tenho de ser perdoada

Meus olhos fixam o silêncio
meus ouvidos não ouvem nada

Invisível abriga o meu desejo
não estou presente
Não respondo ao desejo do ausente

Quem está presente
se apresente e me diga
Eu sou o ausente!

Eu não estou perdida
nem de mim, nem de ti
Mas do mundo eu estou!

Sinto que os amores
não se repetem

Sinto, não ser alegre nem triste
mas insisto
Rompo os elos do tempo
Sou poeta...

Aqui deixo meu corpo!


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 9 de julho de 2015

AMOR II

Maria Laís Fett/ Brasil


Talvez por ter tanto amor
tanta naturalidade e pureza

Tenha tirado ao mundo
 " Sem ser por mal"

Algum pedaço forte desse amor

Daí a falta de amor
No nosso mundo!


Maria Luísa Adães


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sábado, 20 de junho de 2015

AMOR

Amo o cântico dos bosques
Internet

no raiar das manhãs
plenas do silêncio
da ardência da noite.

Gosto do amor
do seu simbolismo
e da realidade humana
de se dar

Gosto de acordar
no lugar que conheço
e onde esqueço
O clamor de multidões profanas

Nem sempre sou igual
ao que me pedem para ser
E como posso ser
se esquecem quem sou.

Mas sei pedir e sei amar!

Vem meu amor
ama-me como tu sabes
E nesse amar me trazes
o esquecimento 
de que nada sou...

E espero sempre
numa espera antecipada
sentir a tua volta
à minha volta

Num abraço que não cansa
e desnuda
o sentir de esperança

E se partes
eu não faço parte da partida...

E aí tudo me falta
o tempo
a hora certa
o comum 
das pessoas comuns

E resolvo partir contigo
esquecer o tempo
esquecer a gente
esquecer o relógio a contar

E te amar
no primeiro lugar
que se me deparar

E para além do que digo
num tempo esquecido
Continuo a sentir  a tua falta!...


Maria Luísa Adães

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quarta-feira, 6 de maio de 2015

APENAS ... SENTIR

Ajuda-me                                                       
Deixa-me viver assim
E ser como sou
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Internet

Deixa a ilusão
Sair de ti e de mim

Deixa regressar
E descobrir o caminho
De regresso

Deixa-me sonhar
E continuar a sentir
O teu corpo junto ao meu

Dá-me o muito que te dou
E não entendo como dou

Estás atento?

Sentir sempre                                      
O teu corpo junto ao meu...

É o que mais anseia
Este desejo imenso
De sentir num abraço forte
O teu corpo envolvido
No meu

E te peço mais
Muito mais...

Quero não voltar
A ser poeta como sou

E descansar do mundo
Que me rodeou

E sobreviver
Num canto breve
Nas asas de teu amor

Imponderável
Para sempre!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 22 de abril de 2015

ESQUECER

Tu podes esquecer                                   
Internet
Não escrever meu nome
Não olhares meu perfil

Eu não posso esquecer
Dizer o que penso
Mas nenhum mortal
Me pode prender

Não me afundo
No mar revolto a meus pés
Não me deixo afundar
E se o fizer...não sou eu

Eu amo tudo
Este, aquele e o outro
O bom e o belo
E tento esquecer o mal

Olha o espelho!

E agora me vês
Lembras meus beijos
O som de minha vida
Sem um suspiro de dúvida
Ao dar este amor
Pleno e eterno

Lembras ou esqueces?

Se esqueces...
Não temos mais despedidas!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Perdoa...Se Possível

Maria Lais Fett/ Rio grande do Sul/Brasil
Distante de mim
Perto de ti

Está o sol do Oriente
Aquele sol diferente...

E o fumo
Subindo das montanhas
Tapando o horizonte

Esconde a beleza
Amedronta o amor

Espesso e cruel
Tapa o horizonte!

Não te vejo 
Meu irmão
Não sei de ti...

Das brumas e das cinzas
De corpos queimados
Profanados

De tua família desfeita
De teus filhos perdidos
Pouco resta...

Não posso aceitar
A indiferença

Não quero terminar este poema

Não quero!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 24 de março de 2015

SILÊNCIO

Estou tão perto do silêncio                
Que me confundo com ele

Esbocei o arquétipo
distorcido
perdido
alterado

Pelos espelhos prateados
partidos, gravados
num tempo simulado

Olhei e me perdi
Nesse olhar

Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar

Mas me cansei
do rumor do amor
da voz que sonhei

Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar

Com aquele olhar insensato
do amor que te dei

Espera por mim um dia
mas devagar sem devaneios constantes

De amores impossíveis
Desmedidos
Absurdos
Irreais

Meus olhos fixam o universo
meu coração pára no deserto
de antigos esplendores

E as nuvens
Falam de saudades!


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 9 de março de 2015

IMAGINAÇÃO

É tudo imaginação                        
         Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil       

Ou é tudo memória?

Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória

Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...

É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas 
Perdidas

E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender

Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir

E mais tarde...
O traduzir 
Nos meus versos

As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega

Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer

E depois...
Apenas tu existes!

E pergunto
Quem és tu?

Não há resposta!...


Maria Luísa Adães

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