quarta-feira, 22 de abril de 2015

ESQUECER

Tu podes esquecer                                   
Internet

Não escrever meu nome
Não olhares meu perfil

Eu não posso esquecer
Dizer o que penso
Mas nenhum mortal
Me pode prender

Não me afundo
No mar revolto a meus pés
Não me deixo afundar
E se o fizer...não sou eu

Eu amo tudo
Este, aquele e o outro
O bom e o belo
E tento esquecer o mal

Olha o espelho!

E agora me vês
Lembras meus beijos
O som de minha vida
Sem um suspiro de dúvida
Ao dar este amor
Pleno e eterno

Lembras ou esqueces?

Se esqueces...
Não temos mais despedidas!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Perdoa...Se Possível

Maria Lais Fett/ Rio grande do Sul/Brasil
Distante de mim
Perto de ti

Está o sol do Oriente
Aquele sol diferente...

E o fumo
Subindo das montanhas
Tapando o horizonte

Esconde a beleza
Amedronta o amor

Espesso e cruel
Tapa o horizonte!

Não te vejo 
Meu irmão
Não sei de ti...

Das brumas e das cinzas
De corpos queimados
Profanados

De tua família desfeita
De teus filhos perdidos
Pouco resta...

Não posso aceitar
A indiferença

Não quero terminar este poema

Não quero!...


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 24 de março de 2015

SILÊNCIO

Estou tão perto do silêncio                
Que me confundo com ele

Esbocei o arquétipo
distorcido
perdido
alterado

Pelos espelhos prateados
partidos, gravados
num tempo simulado

Olhei e me perdi
Nesse olhar

Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar

Mas me cansei
do rumor do amor
da voz que sonhei

Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar

Com aquele olhar insensato
do amor que te dei

Espera por mim um dia
mas devagar sem devaneios constantes

De amores impossíveis
Desmedidos
Absurdos
Irreais

Meus olhos fixam o universo
meu coração pára no deserto
de antigos esplendores

E as nuvens
Falam de saudades!


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 9 de março de 2015

IMAGINAÇÃO

É tudo imaginação                        
         Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil       

Ou é tudo memória?

Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória

Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...

É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas 
Perdidas

E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender

Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir

E mais tarde...
O traduzir 
Nos meus versos

As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega

Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer

E depois...
Apenas tu existes!

E pergunto
Quem és tu?

Não há resposta!...


Maria Luísa Adães

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

TENHO de PARTIR!

Salvador Dalí / Oração
                                                                          
Quero ficar
E não o quero deixar

Mas tenho de partir!


Estava tão certa de mim
No amor por ti
Mas sou deceção
Não deixo de ser ilusão

Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco     
Pensando em ti

E vou calar minha voz

Quando devia gritar
Implorar
Tende pena de mim

Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços
E não me deixem voar

Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade

Te vou deixar
Para outro lugar
Longe de ti

Tenho de partir!

Não sei quando volto
Não sei se volto

Não torno a prometer 
Um futuro para mim
Ou para ti

E não quero
Que dizer Adeus
Seja o meu destino...

Não quero!

Paradoxal, eu sei,

Mas ainda me resta
A ansiosa busca
Pelo que é perfeito

De que estou tão longe!...


Maria Luísa Adães


Dedico aos que amo!


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

VEM!...

Vem                                           
Internet

E mostra-me um jardim
Que esteja a florescer

Como se sentisse
Que acabava de nascer

Mostra-me a partitura
Incompleta por mim

No ensaio constante
De indecisões
Quando toco.

Pedaços de luz
Se espalham
E fogem de mim...

Chego a corações sedentos de luz
E a outros que não vêm a luz

Transformados em migalhas
Suspensos e inertes
Como lágrimas
Que não querem cair...

A morte e a música
São inexplicáveis

Mostra-me o mar cálido e dormente
Como eu o conheci...

E eu sinta o esplendor
De voltar a viver!

Maria Luísa Adães

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domingo, 25 de janeiro de 2015

TERRA VERMELHA

Admirada me voltei              
Internet

Vi terra vermelha

Olhos verdes me olhavam
Escondidos de mim

E as máscaras cantavam
Num mundo que chorava

Só elas dominavam
Sem medos de nada

As máscaras alegres do Carnaval
Batiam à porta e entravam

Olhei este mundo
Onde tudo me fascinava

E vislumbrei e amei
As cores e a fantasia

A pirâmide invertida
Mostrava os mistérios da vida

E eu esperava alguém
Que me enfeitiçava
Sem saber que o fazia

Cansada adormeci
As máscaras vibravam de alegria
Encantavam

E eu parti com a lembrança de ti...

O meu mundo
Me esperava!...

Maria Luísa Adães

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AUSCHWITZ

70 Anos/ Libertação

Permanece como advertência
E responsabilidade
A não esquecer!...

Maria Luísa

27/1/2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Amo!...


Amo o cântico dos bosques
No raiar das manhãs       
InteNo raiar das manhãs

Plenas do silêncio
Da ardência da noite

Gosto do amor
De seu simbolismo
E da realidade humana
De se dar

Nem sempre sou igual
Ao que me pedem
Para eu ser

Tu sabes quem sou...
E esperas 
Numa espera antecipada
O sentir de esperança

Mas se nem sei quem sou
Como podes tu saber?

Tu sabes que não podes
E nada tens a dizer

Que triste meu amor
Tu não me conheceres

Vamos ser infelizes
Até final de nossos dias...

Mas que fazer
Se o mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo
E não o podem fazer?

Tanta indiferença a meu lado
Tanto dizer por dizer

Vem uma vez
E outra vez
E mais outra

E ama-me
Como da primeira vez!


Maria Luísa Adães

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Sinto a tua falta

Ainda estás comigo             
Internet

E eu sinto a tua falta

Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta

Numa saudade
Fora do meu tempo
Fora do teu tempo
Fora do teu estar
Fora do nosso amor
Fora do nosso medo de cantar

E espero
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança

Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta,

Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida

Tu vais,
Eu não posso ir contigo
Falta-me tudo...
O tempo
A hora certa

Que interessam as palavras
Neste instante

Não importa
Não conta
Nada conta
Só tu contas

É pouco o tempo
Que nos resta

O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando...

As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir
Mas tens de partir...

E eu vou ficar
Só me resta aceitar!...

Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PARIS

Tento falar de Amor                  
Internet! Homenagem!

tento deixar alegria
e coisas lindas escrevo...

Mas o mundo neste momento,
está nas mãos diabólicas
de quem mata e mente

Paris
um Jornal Satírico
Símbolo da Liberdade
sofreu ataque
de quem desconhecemos

E matou doze pessoas
e feriu, não sei quantas...
para vingar "o profeta"

Qual profeta?

Paris está em alerta máximo
o mundo, como eu, está triste
Profundamente triste...

Tudo quanto escrevo
é ilusão perfeita, mas minha
...mas não dou felicidade nem amor
  
E o mundo vai morrendo
Por aqui e por ali
e as pessoas mortas, feridas

São tratadas como seres inúteis
Como folhas de papel ao vento...

Não há quem nos liberte
E o Mal comanda o mundo!

E eu que escrevo?

Poemas, prosas que cheiram a rosas
tão minhas...
mas inexistentes!

Quem são eles
E quem sou eu?


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 Maria Luísa

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

OUTRO LUGAR

Aromas, sons e cores           
Internet!

Mar, serra, árvores
E eu...

A música do entardecer
Na beleza já nascida
A solidão a esquecer

A luz do esquecimento
Próximo da partida
As mensagens ocultas, perdidas

Os meus sonhos lembrados
Ocupando uma vida
E a procura de ti...

Ninguém me ouve
E eu sinto a falta desse ouvir

Não sei
Apenas o mistério predomina
Nos últimos instantes

Ousadamente me dispo
Me olho ao espelho
E te vejo dentro do espelho...

Tu existes para meu deleite
Ou és apenas parte do sonho?

Assim somos nós 
E por vezes não somos
Somos todos os outros!...


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Nada a dizer..Talvez seja Poeta!...

Talvez seja poeta...

E aguarde a realização de um sonho
complexo para contar
e impossível de dizer
para entender

A natureza mudou
o planeta se desviou
de seu rumo 
e se perdeu...

E não se encontrou
Ainda se não encontrou...

E eu vou continuar a aguardar
na Esperança
de O Reencontrar

Que tempo me resta
e onde vou procurar
o relógio a contar...

Me ajudem
A esperar!

Maria Luísa

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ó GENTE..

Ó gente das marés                   
Internet

Ó gente do mar
Ó gente da terra
Ó gente a quem amei
E a quem deixei de amar

Olho e os vejo
Quietos e pálidos
Assombrados
Mistificados e perdidos
Sem terra
Sem estrelas
Olhos fechados 
Sem abrigo!

É NATAL!

Dizem ser Natal
Num mundo perdido
Onde predomina o mal

Possa a eterna juventude deste Planeta
Voltar a florescer
E das cinzas das crueldades praticadas
Possa reviver aquela Terra que nos deste
E Te pertence e nos pertence
Por Tua Vontade

E eu possa dizer com Alegria e Amor

É Natal


Voltou a ser NATAL!


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 25 de novembro de 2014

REFLEXO

  Eu sou a vida                             
Imagem/ Maria Lais Fett

O céu está nos teus olhos!

E os reflexos que te mostro

O dia

A noite

As cores

A música

Os lagos

E o amor


Um dia, talvez te conte
E tu entendas!...


Maria Luísa Adães

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

ALGUÈM

O dia terminava...                   
Internet


Alguém bateu à minha porta
Alguém se lembrou de mim
Alguém me chamou

Alguém a quem conheci
Alguém a quem amei
Alguém a quem perdi

Veio até mim
Daquele tempo
Do qual eu não escrevi

E o dia acabava
Tão perto e longe
De mim

Converto-me em ti
No jardim abandonado
Por mim!...


Maria luísa Adães

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19 de Novembro de 2014

sábado, 8 de novembro de 2014

SUPLICANTE

Vem até mim 
Despido de preconceitos

Fala comigo                          
Internet/ Salvador Dalí

Entende-me e suplica

O amor pode ser dado 
De várias formas

E pode ser sentido
De várias maneiras

Te conheci e te amei
E nada sabia de ti

Ignorei a frieza
Depois de eu partir

E venho suplicante
Pedir para que voltes
Neste instante

Apenas neste instante!...


Maria Luísa Adães

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8 de Novembro de 2014

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E DISSE ADEUS...

Afastei-me dos lugares que amei    
internet/ Salvador Dalí

E disse adeus...

Aromas, sons, cores
Mares, caminhos, família
E amigos
Que nunca encontrei

E acabei por amar outras terras
E outros lugares

Troquei minha vida  por ti
E disse adeus ao outro adeus
E meu viver
Se tornou num adeus

Não há dúvidas que morri
Há tantas formas de morrer...

E comecei a gostar da solidão
E comecei a gostar de minha sombra
E comecei a gostar de outras sombras

Mas em cada caminho me acorrentei
E ao teu amor me entreguei

E enquanto te amei
Tudo esqueci!

Sensual e mística
Caminhei voluptuosa
De forma sinuosa
Nas asas do teu vento

Gostei do teu abrigo
Da música ao entardecer
Da  tua boca única
E tu sabes beijar...

E fico com o adeus
Sempre presente
A recordar o outro adeus!


Maria Luísa Adães


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20 Outubro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Desconhecido

Meu espírito sentiu a mudança               
Internet

Meus ouvidos ouviram à distância
Meus olhos viram

E te seguiram no grito que subia
Até avistar a casa
Na praia longa e sombria

Entraste e esperaste por mim
Eu me despi antes de chegar a ti

Tu olhaste fundo
Num fundo atrás de mim
E à frente de ti

Quem vinha comigo
Eu não conhecia
Mas tu sabias...

Vinha do mar à nossa volta
Vagueando por entre ondas altas
E nos ia levar

Tu sabias
Eu não sabia

Tu sofrias
Eu não entendia...

Eu estava despida
Junto a ti

Desamparada na areia fria
Percebi
A amargura da partida

Chorei esquecida do que tinha vivido
Num tempo quente de amor
E entrei contigo, numa outra vida!


Maria Luísa Adães


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15-10-2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Espelho III

Chegou o tempo                 
Maria Lais Fett/ Brasil

Tenho de acreditar

Dourados são os mares
Que vejo ao longe

E as flores
O crepúsculo no tom opala
De nuvens a passar

Chamei o espelho
Sentado sem temor
E lhe disse, vem!

E ele veio
E continuou a dizer
  
 "Tu não és nada"

Eu aceitei
O olhei
Refleti nesse dizer

Compreendi...
Ele diz a verdade

Ele se parte e morre
Eu morro
Temos o mesmo destino

Somos iguais!...



Maria Luísa Adães


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7 Outubro 2014

terça-feira, 30 de setembro de 2014

ESPELHOS II

Deixei de olhar espelhos                             
Internet

Deixei de ouvir suas palavras
Magoadas, altivas, especiais

Fugi dos espelhos
Tirei de paredes e outros lugares
Todos os espelhos

E não fiquei indiferente
Como gostaria de ficar!

Me isolei em local
Onde se espelhava o mar

Olhei e me vi refletida
Nesse mar...

Mais um espelho que encontrei
Porquê?

Será que o mundo 
É feito de espelhos
Disfarçados, profanados
Na procura de lugar
Onde ficar

E depois nos vai escorraçar?

E me lembrei
Do espelho que olhei
E com ele conversei
E me disse

  "Tu não és Nada"!

E ele é quem?... 


Maria Luísa Adães

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30 Setembro, 2014

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

ESPELHO

Abri a janela                              
Internet

E ela se coloriu
De vermelho e amarelo

Uma luz perturbada
Ruídos e nuvens acabadas

Nada mudou
Dos sonhos de antigamente

Dormia em floresta cansada
Isolada da luz do sol
Fechada à súplica de quem amava

Olhei o espelho do salão
Contei o que vi na janela

E ele me respondeu
Com sinceridade nunca usada

    "Tu não és nada"


Maria Luísa Adães


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24/ Setº. 2014

Como uma Saga (espelho de feitiço)
eu vou continuar a falar
por mim e por ele e talvez... 
me torne Amiga dele!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

E SONHO

Frente à passagem do tempo             
Internet

Eu não estou serena
E temo esse tempo

Sei que o canto é tudo
As lágrimas são nada
Eu sou sombra transformada

Sonho, tantas vezes sonho
E antecipo minha visão
Nesses sonhos

A palavra é sempre
Um elemento de jogo ancestral
Clara, louca e perfeita

Com a palavra o poeta
Joga, brinca, chora, ama
Se deslumbra ou se mata

A vida se tornou num jogo
Indecifrável
Os meninos carregam às costas
Todo o mal do mundo

O último amor perdido
Os homens tocam a terra
Como deusa de desengano

Apenas no pano verde
E nas luzes cintilantes
Há um vislumbre de alegria

E o homem sonâmbulo
Diz de quando em quando

Façam o jogo, meus Senhores!...


Maria Luísa Adães


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12/Setembro/2014


terça-feira, 2 de setembro de 2014

ILUSÃO

Te encontrei um dia                                             
Internet

Me encantei por ti
Por tudo o que não dizias

E no tempo a passar
Eu fui a ilusão
Que tu não pressentias

Talvez fosse um contraste
Mal entendido
Um tempo gravado
No próprio tempo

Espero pela alvorada
Espero que o longe fique azul
E troco minha existência

Atravesso o Oceano
Infrinjo todas as regras
Canto todos os cantos
Sem saber cantar

Entro no palco das nuvens
Represento a minha vida
E volto de novo sem voltar

Mas fui a Ilusão
Que nunca esperaste
Encontrar!

Aquela
Que nunca soubeste amar
A que canta sem saber cantar

E nos afastamos sem dizer
E não voltamos sem saber
Quanta ilusão se escreveu

Mas se eu voltei
Foi por nunca ter partido!...


Maria Luísa Adães




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2 /Setembro de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

NINGUÉM

Como um golfinho                                                       
Internet

Que pertence ao mar e à terra
Eu escuto teu canto de amor.

Sei,
Não te vou encontrar
Mas se alguém passa
Pergunto por ti.

Perdi amigos e família
E os encontrei
Na elegia do mar

Os saudei,
Mas eles se afastaram
Em passo apressado

O silêncio invadiu o ar
Olhei o mar
E fiquei em sua companhia

Olhei e tentei
Reconhecer meu rumo
E alguém a quem saudar

Mando-te um som de vida
Solitário, arrependido, exilado
E descubro fui eu que mudei!

Eu não pertenço a ninguém
De ninguém eu fujo,
Mas mudei
Fui eu que mudei!

Aqui fica a minha voz de amor
Quem me escutou
Quem se encantou
Quem me procurou

Ninguém!...


Maria Luísa Adães

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Agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

EU

Uma flor que nasce livre                                             
Internet

E o amor que deixei

A cidade corrida que não dorme
E nunca está cansada

Qual o meu nome
E disso não me lembrei
Apenas olhei
Distante e vaga

Parei a uma porta aberta
Entrei e tudo quanto vi
Não era meu

Saí submersa no meu outro Eu
E aí, deixei de ser Eu!

Será que senti
Será que ouvi
Será que vi
Será que amei?

Me voltei e te abracei
Te beijei e amei
Mas não te reconheci

E serias alguém
Nesse instante breve
Tão cheio de tudo?

Quem era Eu
E a outra que fui Eu
E a que escreveu
E a que te amou

Alguma vez existiu?

Não sei!

Maria luísa Adães

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

DE LONGE

Venho de longe              
Internet

De países distantes
Acompanho o mundo
E longe de tudo
De olhar atento
Eu vejo um deserto de dor!

O mundo à superfície
Se espreguiçou indiferente
E matou...

A loucura se acendeu
Em mil fogueiras
Se transformou

A natureza é bela
A beleza é cruel

Apenas o pranto
E a bruma
Enluta os ares

Não há lugares
Apenas quimeras
Vidas ceifadas
Almas perdidas
E destroços de miséria.

E meus braços se abrem
Minhas pálpebras
Se cobrem de cinzas

Apenas tenho
Minha voz 
E minhas palavras

E mais nada!...

Maria Luísa Adães

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4 de Agosto, 2014 

domingo, 27 de julho de 2014

ENCONTRO

Encontrei um jardim
E o tempo deixou
De estar olhando para mim

Se voltou
Olhou a beleza da flor

Se encantou e parou
E eu fugi...

Mas está esperando    
Por mim

De momento parou
A flor o encantou

E eu não vou...

Ponham os relógios a contar
Eu vou ficar!


Maria Luísa Adães

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30/7/2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mistério

O mistério é transparente     
Internet
                

Quando vem de ti

As palavras são imóveis
Quando vêm de ti

As vigílias das angústias
Dos espantos exilados
Me falam de ti

Tudo é espaço e tempo      
Desprendido de mim para ti

Olha as rosas do meu jardim
E escuta como elas falam de mim

E o mistério entra desdobrado
Maior do que o silêncio
De coração vencido

Talvez haja coisas sem futuro
Talvez eu não tenha futuro

E os abraços se tenham perdido
Em prelúdio desconhecido

Recorda, nada é urgente
E o adeus caiu no mar

Deixa-o ficar
Não há adeus!...

Mas importa o Presente
Mesmo sem Futuro!

Maria Luísa Adães


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30/7/2014


terça-feira, 8 de julho de 2014

Quimera

Parei                                          
Internet / Salvador Dalí

A uma porta aberta

Entrei na descoberta
Dessa porta

E me parecia
Feita de alegria e magia

Pensei, de imediato pensei

Eu vou viver para sempre
E ninguém vai morrer na minha vida

Nem eu 
Nem os outros...

Eu tinha encontrado
O Palácio da Quimera!

 Razões muito fortes
 Me levaram

 Esqueci essas razões
 E entrei na porta encantada

Quem era eu
Qual o meu nome

Alguém de uma história
Mal contada?

E o amor que deixei
E o avião que me levou
Para o outro lado do Oceano

Onde estava
Todo o teu canto de amor?

E fiquei olhando a quimera de meu sentir
De minha mente absorta
E louca

E dancei a mesma dança
Como se fossa criança!...

Maria Luísa Adães

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30/7/2014

sábado, 28 de junho de 2014

Conflitos

Internet/Salvador Dalí/ Meditação
Os poetas testemunham as suas épocas     



O amor, a alegria, a tristeza, a vida, a morte!

Afirmo :

Não há ideologia de liberdade
Onde há morte!

Não há credos religiosos 
Filosóficos, políticos
Onde há morte!

Não há campos de lazer e de desporto
Onde há morte!

Não há festa no mundo
Se o desconhecer perdura
Aos campos de morte!

Apenas existe uma vida
E um só tempo

Uma chegada 
E uma partida!

E o poeta vê e sente
E não sabe, não pode

Escrever de forma simples
Convencional eloquente

Se deixou de ser gente
Se deixou de amar
Se não tem a quem amar!

Libertem-no das algemas
E da cumplicidade

E  deixem-no cantar


Maria Luísa Adães

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30/7/2014