quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

TEATRO VI (Salvo meus gatos)


Mercê do feitiço                                                    

da bruxa de chapéu alto
meus gatos lindos
da cor do arco-íris
se encontram aprisionados
numa porta de sete chaves
Não sei quebrar o feitiço
não sei que fazer...

Pedir ao Deus
que está no azul do firmamento
uma luz vinda com o vento

E esta pequena prece me mostrou
Os Cinco Dedos da Mão de Deus

O infinito embranqueceu e sorrio
e cinco traços com cinco tons
de alabastro antigo apareceu
Cada tom mais suave do que o outro

E meus gatos disfarçados nessa cor
voltam aos meus braços
Os tenho em meus braços
e eles cansados deitados
sob a superfície lisa
Da cor do alabastro
passam despercebidos
Perdeu-se a força dos abraços

Mas os libertei
de uma morte de feitiço
já não há tempos
a cantar sua vida

E os salvei de coisas impossíveis
Feitas de correrias e de pânico!...


Maria Luísa Adães


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4 comentários:

Larissa Santos disse...

Muito, muito bom :))

Bjos
Votos de uma óptima noite.

Franziska disse...

Aquí estoy, querida amiga, en cuanto he visto que habías publicado y tengo que confesarte que estoy gratamente sorprendida por el poema que acabo de leer porque de su lectura emana un ambiente relajado, alegre, casi festivo. Nos cuentas que la vida, de forma milagrosa consiguió liberar a tus gatitos y devolverlos al calor de tus brazos. Supongo que es una metáfora pero lo es como el reflejo de una liberación, algo muy bueno ha sucedido en tu vida. Con el corazón te aseguroque no podría llevarme hoy una alegría mayor.

Ten en cuenta que mis conocimientos del portugués no existen y puedo equivocarme al interpretar palabras cuyo sentido sea muy diferente al que tienen en español. Sentiría haber interpretado mal. Si esto fuera así, por favor, ten paciencia y aclaramelo. Gracias. Un abrazo.

Cidália Ferreira disse...

Boa tarde Querida Amiga. Amei o seu poema, belo, intenso...

💕 Vinte e cinco anos após... a tua partida...
Beijos e uma excelente tarde!

Maria Luisa Adães disse...

Francisca

Foi escrito há uns anos para teatro a pedido de um amigo.
Retrata a minha vivência naquele tempo
e nada se sabia do que mais tarde podia acontecer.

Não pertence ao presente, mas a um passado de alguns anos,
daí o clima de alegria.

Mas tu entendes bem o que escrevo e não podias saber
que o passado teve coisas muito felizes
E o presente faz parte do tal destino que tem de ser cumprido por todos nós:

Nascer, Viver e Morrer!

Beijos e agradeço tua presença e assim vais conhecendo quem fui e quem sou!

Maria Luísa Adães