quinta-feira, 12 de junho de 2008

JOGO DE PALAVRAS E FIGURAS


Embalei as Palavras na minha mão
E joguei
Um último jogo,
Feito de tudo quanto sei
E tudo quanto sou!

Alinhei as Palavras na mesa,
Vestida de Cerimónia
E Elas correram céleres
Para a Grande Vitória.
Fiz o jogo que sei jogar!

Juntei às Palavras
As Figuras do meu jogo
E elas responderam com ansiedade,
Ao meu desejo,
Juntaram-se … Dominaram!

Deixei esta ânsia de dizer,
Neste sentir de Outono a fenecer.

Tudo vai ser esquecido,
Como se da Noite
Se apagassem as últimas Luzes,
Feitas das lantejoulas
Do Firmamento a escutar!

Jogo, sem ter o desencanto
De quem perde…
É uma benesse a recordar,
É uma mistura de palavras e figuras
E acompanha o Espaço Sideral,
Num conjunto de doação Total!

Jogo com as palavras e as figuras
Num jogo Ancestral…

Por Ti e por mim
Meu Amor,
Este Jogo Fatal
Irreal,
De quem procura e não encontra,
A parte FINAL!

Maria Luísa Adães

6 comentários:

abjeccionista disse...

Maria Luísa
Bonito o poema. Com ritmo em cresecendo das palavras que se soltam do jogo. Perdemos e ganhamos e feita a soma ganhamos sempre um pouco mais, porque nos temos e sabemos nas palavras.
Beijos de amigo

Anónimo disse...

Neo

Meu bom amigo

Que bem, encontrá-lo neste recanto a dar-lhe vida, sensibilidade, generosidade e ternura.

Vai mandar-me um poema seu para o publicar, neste recanto? Fico aguardando! beijo de amiga

Maria Luísa

Anónimo disse...

Belo jogo de palavras e de doação ao próximo.

Diga mais!!!

Anonimo

Anónimo disse...

anonimo

jogas com as palavras com maestria;

mas os sem abrigo existem,,, quem repara neles e em ti que escreves sobre eles.
Vês a indiferença? Não parece verdade, mas é verdade!
Mas não desistas, eu venho visitar-te!

Anónimo disse...

muito bom

esse jogo fatal


anonimo

Anónimo disse...

Jogo fatal ireal,
até que ponto és verdadeiro?

Excelente!

anonimo