
É uma tarde melancólica – chove lá fora – e os sem abrigo, os doloridos, tapam-se com cartões e talvez chorem…Quem se lembra deles? Não é NATAL!
Em casa a música toca; enche os recantos, os lugares vazios, os espaços escondidos, as gavetas fechadas, com os meus segredos.
Apazigua a melancolia do entardecer e eu, não necessito de trapos velhos e cartões de embalagens, para me aquecer!
Não sou “um sem abrigo”… Não sou um deserdado … Não sou! Mas podia ser … Isso eu sei! Aconteceu assim…Para meu deleite! Mas sinto-me culpada!
Escrevo, mas as Palavras fogem amedrontadas, escondem-se, Senhoras “delas próprias”; não pertencem a este mundo, nem a mim mesma.
Tempo de Espera! Tempo de Amor e de Loucura no percorrer de lugares sem ruas e vielas sórdidas, retorcidas.
Possas tu que me lês, ou passas indiferentes e Eu, entender a Alegria da nossa forma de viver!
A Vida é estranha e a minha existência paira – dividida – entre o Esplendor e a Miséria.
O Outono aproxima-se ou já entrou? Talvez seja meu – o meu Outono!
Caminha, como se fosse Gente! Entra despercebido e não deixa espaço para ser preenchido por estranhos que pretendam entrar na minha Porta.
Espero o teu regresso, na Hora certa de toda a tarde quente e aveludada deste País.
Escrevo, na esperança de ser entendida; a escrita tem um lugar especial, no meu sentir!
Precisa de guarida, de entrar em muitas casas e ainda, nos lugares sem ruas, sem abrigos e sem brilho …
Aceito! Espero o Meu Amigo “Da cor do Mel e do Leite” que também se chama
“Terra Prometida” – não foi lida – neste mundo Virtual, onde me encontro e escrevo em Liberdade e comento, como” Poeta esquecido” o viver daqueles…
“Sem Vida”!
Maria Luísa
Em casa a música toca; enche os recantos, os lugares vazios, os espaços escondidos, as gavetas fechadas, com os meus segredos.
Apazigua a melancolia do entardecer e eu, não necessito de trapos velhos e cartões de embalagens, para me aquecer!
Não sou “um sem abrigo”… Não sou um deserdado … Não sou! Mas podia ser … Isso eu sei! Aconteceu assim…Para meu deleite! Mas sinto-me culpada!
Escrevo, mas as Palavras fogem amedrontadas, escondem-se, Senhoras “delas próprias”; não pertencem a este mundo, nem a mim mesma.
Tempo de Espera! Tempo de Amor e de Loucura no percorrer de lugares sem ruas e vielas sórdidas, retorcidas.
Possas tu que me lês, ou passas indiferentes e Eu, entender a Alegria da nossa forma de viver!
A Vida é estranha e a minha existência paira – dividida – entre o Esplendor e a Miséria.
O Outono aproxima-se ou já entrou? Talvez seja meu – o meu Outono!
Caminha, como se fosse Gente! Entra despercebido e não deixa espaço para ser preenchido por estranhos que pretendam entrar na minha Porta.
Espero o teu regresso, na Hora certa de toda a tarde quente e aveludada deste País.
Escrevo, na esperança de ser entendida; a escrita tem um lugar especial, no meu sentir!
Precisa de guarida, de entrar em muitas casas e ainda, nos lugares sem ruas, sem abrigos e sem brilho …
Aceito! Espero o Meu Amigo “Da cor do Mel e do Leite” que também se chama
“Terra Prometida” – não foi lida – neste mundo Virtual, onde me encontro e escrevo em Liberdade e comento, como” Poeta esquecido” o viver daqueles…
“Sem Vida”!
Maria Luísa
4 comentários:
Maria Luísa
Como podem ignorar tão belo poema, onde se exalta a humanidade das palavras, ante a rudeza da vida sem abrigo e a humilde solidão de quem do abrigo, em deleite de si, colhe sementes de ilusão, que persiste em lançar ao vento na esperança dos frutos que glorifiquem a sua realidade.
As minhas saudações
Beijos amigos
Neo
O comentário está transformado em poema; maravilhosas as palavras!
É verdade, quando diz "Como podem ignorar tão belo poema" e eu digo:
e a humanidade que ele transmite?
Eu tenho razão quando digo "Sou um Poeta Esquecido - não compreendido"
Sou um poeta esquecido e vivo com essa humilhação.
Quero publicar um poema seu e partilhar o recanto com Amigos.
Beijos da amiga
maria Luísa
Humanista em toda a sua extensão;
lindo no dizer,
incontestável, a forma de escrever.
anonimo
anonimo
só hoje dei por esse poema, dedicado aos sem abrigo, aos que não têm mundo, nem Pátria; aos pobres.
ainda bem que te lembraste, mas passou ao lado dos indiferentes!
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