segunda-feira, 5 de novembro de 2018

(Teatro II) FOGO ARDENTE

Meus olhos fixam o palco
os personagens olham
meu amor me beija
eu estremeço
tudo estremece
Todos se desejam.

Os deuses deslumbrados
com o amor dos gatos
O desejo dos humanos
o arrepio da noite
interrogam os astros

Que se passa?

E no palco os personagens 
formam arabescos com seus corpos
Dançam uma dança
De Amor e desejo

Que se passa?
Pergunta a lua a quem passa

Os personagens não falam
apenas se ouvem movimentos
como se a terra se deslocasse
e se juntasse ao êxtase
Do momento abstracto.

Vamos mandar o arco-íris
a iluminar o espaço
precisamos de olhar
reconhecer e ver
Como se sabe amar

E as quatro personagens
o gato-branco
a gata-preta
eu e meu amor
No vasto chão amamos.

Tudo esquecemos
no momento chamado de profano
No instante de Fogo Ardente
E a fuga, súbita
da Estrela Cadente.


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Quatro Personagens

(Teatro 1)                                                
Tanta coisa escrevi e depois perdi...


A peça em sete actos
no palco quatro personagens.

Um gato branco
uma gata-preta
eu e meu amor
criaturas humanas.

Sete notas musicais
se diluem no espaço...
Que conteúdo estranho
a ser representado...

Olho os vários mundos
os ventos sopram frios
reconheço o Infinito
as estrelas brilhando
uma Lua sorrindo
o luar descendo
Iluminando

Os personagens se movem
tomam seus lugares
os deuses se admiram
e escutam o canto
E todo o Universo se queda em silêncio

E cada personagem
elevada na noite imóvel
Ama
Nos símbolos e enigmas


Maria Luísa Adães

A continuar...


Maria Luísa Adães


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domingo, 21 de outubro de 2018

PARA TI...

Nas tardes quentes                                                  
PARA TI...

  Eu escrevo

No tempo florido
   Eu danço

Nas noites frias
  Eu esqueço

E sou feliz
Sim
Sou feliz
Por um momento

Apenas nesse instante eu vivo
E lembro a neblina subindo

  Do fundo ao cimo
  O amor flutuando
  Volátil como o fumo

E amo tudo
lembro e estremeço
no rodopio do abraço

Do teu abraço

  Meu amor
  Meu amor

Quanta fragilidade
Quantos sonhos
Não vividos...



Maria Luísa Adães


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terça-feira, 9 de outubro de 2018

DIVAGAR

Devagar sem estremecer                      

procuro o Passado
e a forma de entrar
e conversar contigo

Trabalho difícil
desprendimento da realidade
encanto só meu e não teu

E até final talvez seja
A minha única Verdade!



Maria Luísa Adães



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terça-feira, 2 de outubro de 2018

ELA dá e Ela tira

A vida é preciosa
não deve ser vivida
de forma desencantada...


A vida é sombra fugidia
de noite e de dia ela se esconde
como uma injustiça infinita

A vida é silêncio e alegria
a vida é amor e fantasia
a vida é dor inesperada

A vida é que nos dá o pranto
a vida é que nos dá prazer 
a vida é que nos dá desencanto
A vida é volúpia nas noites quentes de amor
a Vida dá vida à própria vida
a vida leva de repente a nossa vida
A VIDA É TUDO E É NADA

Mas quem não admira a vida?
Ela dá e ela tira
mas não deve ser vivida de forma desencantada
E perdida...não deve...

Dentro dos teus olhos eu vivi
E acreditei em ti e perguntei
Por  que se morre
Por que se vive?...


Maria Luísa Adães

Do livro "Palavras e Caminhos"

De Maria Luísa Maldonado Adães



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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

EU

Eu olho sem saber quem sou
sem saber quem procuro
sem saber onde vou

E subo, como poeta que sou
ao Altar do Sacríficio
olho numa despedida a Via-Sacra
como a subida de um justo
na hora da partida

Vejo o submerso
onde tantos se debatem
e se prendem sem salvar
e desço uma vez única
para escrever meus versos
e dar a saber aquele que se perdeu
O caminho de regresso

Volto ao meu mundo
por eles e por ti meu amor

Almas perdidas, partidas
Num deserto de dor!


Maria Luísa Adães



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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Mil Rostos

Há mil rostos olhando para mim
e neste instante não reconheço nenhum

Há mil sentimentos à minha volta
e no momento não tenho nenhum

Há mil infelicidades pedindo guarida
e neste tempo não vejo nada

Há mil pessoas perdidas, esquecidas
e não digo nada
e sinto e penso estar voltada para a vida
e nada do que penso ou do que sinto é verdade
Quero andar contigo lentamente
na memória na essência de meus versos
e acreditar que não há mil rostos
pedindo guarida e mil infelicidades

E tenho de abandonar meus versos!


Maria Luísa Adães



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interior

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Suplicante

Sussurra-me um segredo
espanta as palavras tórridas
submerge-me nas ondas do mar
enterra os meus medos
nas areias transparentes
Do teu mar...

Me faz uma emboscada
e me prende se eu gritar
Olha-me se eu merecer esse olhar
e me esconde da noite sem luar

E volta ao nosso lar
volta sempre

Te Espero!

Maria Luísa Adães



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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

TE PERDI...

Quanta tristeza eu sinto
Quando pressinto a solidão

Quanta tristeza me causa
a confusão de gentes como eu

E tudo pereceu num dia de assombro
quando entendi que nada sabia
depois dormi e acordei
tu estavas junto a mim
e tudo me pareceu igual

Acreditei que tinha tido um sonho mau e rude 
onde te vi morrer olhando sem ver
e a poesia foi sentindo a falta de minha presença
Eu não estava presente na vida dela

Um dia me falou e perguntou qual a razão de meu esquecimento
Ela não sabia que tinhas morrido e eu tinha ficado sem ti
e eu lhe respondi, não é a ti que procuro
nunca foste tu que me alimentaste a vida, mas sim ele

Ela chorou por mim e disse 
estás morrendo sem mim
vai e procura o que me ensinaste
nunca foste minha amiga
e sempre acreditei em ti
e agora que faço?

Esquece quem fui
e me traz aquele que perdi
e volto para ti

A lua subia iluminando o espaço
ninguém passava
a noite parava
o lebréu dormia
e tudo era luz espaço e fantasia 
e o homem pescava
lentamente pescava
a água ligeiramente ondulava
e a placidez do instante dominava

E eu escrevi para ti, meu amor perdido por mim
e te acolhi e escrevi!...


Maria Luísa Adães


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domingo, 15 de julho de 2018

VIVER

Assim, enquanto viver
tu estás presente como ser ausente
mas estás presente em mim
continua a viver de uma forma ou outra forma
e eu estou cumprindo o tempo que me resta

Fiquei sem saber a razão de ficar
e se fiquei 
foi por ti
para te acompanhar de uma maneira ou outra 

Quem me entende  continua presente
quem não entende
também não pode entender o mundo
Mas se vivemos e se ficamos nesse viver
Temos de entender e aceitar
e não há 
a voz do amor que sonhamos...

Meus olhos olham as flores
não olham o mar
onde estivemos juntos toda uma vida
para todos escrevo
em todos me vejo e te vejo
mas o mundo está ausente 
de mim e de ti

Um dia voltarei aqui ou noutro lugar
tal como a todos acontece
sabendo que cumpri o meu destino
difícil de julgar
de entender 
sem morrer por culpa minha

E procurarei cumprir e nunca me perder
Na imensidade de um mundo a morrer!


Maria Luísa Adães


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domingo, 24 de junho de 2018

Procuro

Te prendo em meus braços
mas não te encontro
e tudo se tornou numa ilusão
que se perdeu e não mais se encontrou

A casa e os espelhos desta casa
chamam por ti 
eu espero a resposta longe de ti

e alguma vez te torno a encontrar
num mundo em que sempre vivi
estou só meu amigo
como estive no princípio da vida
não evoluí, nada aprendi e te perdi
e agora que faço de mim
flores e nuvens e tão perto o mar
e tão longe de ti num final de vida
voltei ao princípio e não queria voltar
mas voltei e ninguém vai entender este falar
Onde estão estas cores pintadas por mim
e estes sonhos que tanta vez escrevi
e a tua voz o teu coração junto a mim
Onde estão?
Te perdi e não vou mais encontrar!


Maria Luísa Adães

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domingo, 10 de junho de 2018

TEMPO


Aproveitei o tempo em que me apetecia cantar
e deveria repudiar o tempo em que me apetecia chorar.

Mas o tempo existe e traz variantes constantes
Então aproveita o tempo em que te sentes feliz!


Eu te digo:

Tu que me respondes sabes
que esse  tempo 
em que tudo brilhava à minha volta
Morreu

E agora não sei que vou fazer
descobri que sem minha razão de viver
nada tenho para fazer
E fiquei sem saber porque fiquei! 


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 30 de março de 2018

Voltar ou não Voltar



Estás presente!
Que bom tu voltares
aqui e ali
neste ou noutro lugar

Eu estou presente
como ser ausente
de mim e de ti

Eu volto sempre
desconheço o meu lugar
Sou a última a lembrar

Nada soube encontrar
nada soube preservar
nada soube amar

Quem me perder
no meu caminhar
não vai voltar
pode chamar o vento
gritar ao mar
Onde estás?

O vento continua a rodopiar
o mar continua a cantar
não me vai encontrar
um barco ao longe no mar
um lenço vermelho a acenar
e uma figura ausente

Por magia me transformei
num fantasma solitário
da passada alegria
E não vou voltar
fico no mar
No barco e no luar

Serena e desnuda
Sigo o meu destino
Escrito em qualquer lugar


Maria Luísa Adães


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domingo, 31 de dezembro de 2017

Peregrinação

Fiz uma peregrinação                               
Que possas chegar ao teu destino!

aos lugares que percorri
e disse adeus

Olhei o escuro do firmamento
e a neve dominava no momento

Uma estrela brilhante
olhou para mim
Eu a reconheci

Aviões passavam lentamente
no caminho de regresso

As árvores se dobravam
atentas ao meu suspirar
e lembravam o tempo a passar
Aquele lugar de encanto
Falava...

Quanto tempo se passou
e quanta beleza teceu
e o mundo morreu e ela continuou
e não se cansou e não se apercebeu
Da grandeza que criou...

Beleza deslumbrante
voar elegante
e liberdade real e constante
E perguntei
quem pode deixar de te amar?

Alguém respondeu
Ninguém!...

A Esperança predomina em mim
a espera continua dominante
e peço sempre num  falar constante 
Um Tempo Mais
Um tempo mais
Um tempo mais...

Para todos
Quantos possam ler ou deixar de ler
Eu peço, 

ANO NOVO FELIZ

E a lembrança do que digo
no desejo que escrevo
de que a vida se compadeça
e se lembre de Nós Todos!

Com amor,

Maria Luísa Adães
                                             Visualizações :  397

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

NATAL TEMPO de AMOR

NATAL/ Tempo de Amor
Ó gente das marés                                                                                   
Ó gente do mar
Ó gente da terra
Perdida diluída neste cantar

Jogo um jogo de palavras
nem sempre usadas
nem sempre entendidas
nem sempre benévolas
nem sempre amadas
Ó gente a quem amei
em quem acreditei
e não deixei de acreditar.
Os vultos passam por mim
assombrados
mistificados
perdidos
Sem terra
Sem estrelas a brilhar

É Natal
dizem ser Natal
num mundo perdido
Olhos fechados
Sem abrigo

SENHOR, volta
e transforma este mundo de indiferença
No Mundo de Amor que Tu nos deste!


Maria Luísa Adães


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Voltei por Por ser NATAL 
E por meu Amor a todos vós!


Maria Luísa Adães

terça-feira, 7 de novembro de 2017

BRISA do MAR

A brisa do mar entrou
repentinamente ela entrou
escutou
olhou
afagou
brilhou
Me procurou
em todos os lugares por onde passou
e não me encontrou...
Rasgou cortinas
partiu espelhos
E não me encontrou

Parte de mim estava presente
a outra parte estava ausente
ela olhou, fortemente olhou
e viu duas partes partidas
lentamente recuou
e se amedrontou
Não ficou!

A deixei partir
na procura de alguém 
PRESENTE!


Maria Luísa Adães


Por razões de saúde muito graves
Não tornei a escrever por aqui.

Lamento não poder dizer se vou voltar!

A todos, ausentes ou presentes
ao tempo que passou em nossas vidas
eu deixo a minha saudade
E os meus agradecimentos!


Maria Luísa Adães


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sábado, 13 de maio de 2017

Nós os Dois e o Mar

O mar mar envolve tudo            
Eis o nosso Mar!
e nossa vida foi passada no mar
depois veio a terra
e com ela a amargura dos instantes

Anos passaram
e tornaram a passar
e depois vieram os sonhos
fáceis de manipular
e a noite se apresentou
nebulosa e se calou

E estamos perplexos a esperar
O Final da noite
E a Esperança do dia!


Maria luísa Adães



Por um tempo vou estar ausente 
daquele tempo
Em que estive, vagamente presente!

Com toda a minha ternura
vos digo Adeus
e vos deixo a minha Esperança de voltar!


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 26 de abril de 2017

ILUSÂO

Tão perto                                                                        
Mª. Laís Fett/ Rio Grande do Sul, Brasil

tão longe de ti 
e de mim.

A lágrima caiu
eu a escondi
longe de ti

E se alguém vê
a lágrima que escondi
longe de ti

Caminho isolada
desnudada, desamparada
a noite é silente
para quem ama
a ilusão se repete e toma ares de gente
espíritos velozes passam por mim
Me desconhecem

Eu subo ao palco
represento minha peça
saio na ilusão do viver
e do esperar
o canto de meus versos
repetidos por essa ilusão

E de novo te encontro
depois de te ter perdido!


Maria Luísa Adães



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sábado, 8 de abril de 2017

POETA Eu sou

A alma do poeta me sensibilizou
me tocou bem fundo
no mar encapelado
De tudo que passou                
Maria Luísa


Estamos no meio da tarde
se aproxima lentamente a noite
e eu sinto em ti
um medo forte
De não seres assim tão forte

Procura a hora do entardecer perfumado
e o silêncio de intimo fogo ardente
Abre as janelas fluorescentes
pintadas
pelo acender dos clarões
Da noite fechada

É um final de dia
onde a cor predomina
Num amor ausente

Que o futuro
Não nos seja indiferente!


Maria Luísa Adães


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quinta-feira, 23 de março de 2017

APENAS EU

Internet/ Salvador Dalí
Despida de cansaços
de dores e amarguras
eu flutuo no espaço nua

Numa outra dimensão
Eu vivo
enquanto escrevo

Sinto no ar a diferença
o mar tomou a cor do infinito
as águas mais azuis e frias

As nuvens correm
minúsculas e brancas
e eu canto louvores ao tempo

Que procuro mais
se nada encontro igual
a este instante de ritmo diferente

Me enliei em ti 
dei voltas e voltas
para me libertar de ti

E o momento se tornou suspenso
quando caminho na terra
e atenta fico ao caminhar do tempo

O triste é verdadeiro
misterioso e sublime
quando entra nos redemoinhos do passado
e caminha nas estradas do presente!


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 14 de março de 2017

HOJE

Hoje havia estrelas no infinito                  
Selke Leon/ Facebook

naquele tempo abstracto
misturado com o instante presente

Hoje um poeta dizia
que escrever é uma vontade
e também um caminho solitário

Hoje deixei de estar triste
esqueci a indiferença
e fiquei livre

Hoje idealizei amor
no caminho do mundo
e gostei

Hoje contigo acreditei
no final da saudade

Hoje deixei o errante
e procurei amantes e poetas
e dancei, cantei
Num mundo diferente

E amanhã...

Não sei!


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 3 de março de 2017

E Voltei

Olhei e rolei no Universo
Pintado de vermelho e negro

Olhei astros, estrelas desconhecidas
e a solidão do contraste
encontrei vozes que reconheci
falei mas elas se calaram
talvez me conhecessem
e sentissem saudades desta voz
Junto a uma estrela brilhante        
Muito belo e desconheço o autor! De qualquer forma, agradeço!

Maria Luísa Adães

quieta, pálida
dorida fiquei

Minha Ilha cintilava
eu estava longe
meu amor chorava o abandono
eu o chamava
tudo inútil e distante
olhei o cimo 
e à transparência
Vi um trono onde alguém se sentava
e chorei lágrimas que caíam
e desfaziam o vermelho e o negro

Só eu sofria
Só eu escurecia no frio da noite

E Voltei!,,,


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

NÃO OUÇO AS VOZES

Hoje não ouço as vozes                
Margaridas Orientais/ Internet

vou sem rumo
tão grande o mundo
e países tão distantes

Hoje não ouço as vozes
As vozes daquele tempo

Que te vou dizer
se me interrogas
acerca de tudo?

Conheço as sombras
conheço as luas
conheço assombro
conheço o amor
e cubro minha nudez
com esse amor
te beijo
te abraço 
te amo
te desejo
te quero
Me perco em teus braços 

A fogueira acendeu
e ardo em teus braços
no teu desejo de meus abraços
e quando a apagar
apago o amor
e perco uma vida
e torno a ouvir as vozes
Daquele tempo

Mas hoje não
Hoje és tu e eu!...


Maria Luísa Adães


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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

TE AMO

Internet/ Botticelli





















E finalmente eu venho
Tenho permissão de ser quem sou
Na minha última solidão!


Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

LIVRO DE CANTOS

SELKE LEON/ MURCIA


LIVRO de CANTOS
Século XII

Hildesheim/ ALEMANIA



A ALMA DO SONHO CHEGAVA
AS PORTAS DE OURO SE ABRIAM
E OS ANJOS CANTAVAM!...



MARIA LUÌSA ADÂES




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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

BELEZA

SELK LEON/ MURCÍA!Espanha
Junto a ti me lembro
o que devia dizer
E não digo
o que devia fazer
E não faço

Mas feliz me senti
Ao encontrar-te
tão perto de mim!...


Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ano Novo Feliz/São Paulo/BRASIL/ 2017


Maria Luísa/Gabriela/ Brasil



E assim
 reconstruimos o mundo

Em que vivemos
Em que escrevemos


Maria Luísa Adães
Gabriela


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NATAL FELIZ

Maria Luísa/ São Paulo/ Brasil



Há tantos vultos brancos

Há tantos vultos negros

Pés descalços
Mãos levantadas em ORAÇÃO

Será que tudo mudou
e não entendi a mudança
ou minha alma se desdobrou
sem pétalas de flores
Separada de mim

Vou esquecer contigo
tudo o que nunca disse
e se entrelaçou em mim

O mal matou o Bem
Deus é culpado
Eu não digo
Dizem os outros

E se perdermos DEUS
Onde está a Glória?

E neste momento me lembrei
Deus Vai Nascer
Uma Vez Mais, ELE Vai Nascer
E eu espero o SEU REGRESSO

NATAL FELIZ!


Maria Luísa Adães


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terça-feira, 29 de novembro de 2016

NUVENS

As Nuvens correm                      
Coleção de Imagens/ São Paulo/ Brasil

sem pressa elas correm
Os Pássaros voam
levemente eles voam
A Brisa se apresenta rendilhada
com tons de músicas caladas

E eu sinto e te digo
o paraíso na terra  pode ser isto 
que pressinto 

Neste único momento!


Maria Luísa Adães







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domingo, 30 de outubro de 2016

ESPELHOS

Tu foste minha paixão                                   
Maria Luísa Adães/ Portugal

embalaste meus sonhos perdidos
eu me lembro de ti
entre o sol e a terra
como te conheci
Me lembro, sim!

Nossos espelhos se fundiram
e caíram de mãos descuidadas
se partiram
rolaram pelo chão
como coisas mortas de ilusão
Neles me via
neles me reconhecia
com eles falava
eles me respondiam
Se partiram
me deixaram sem respostas
desinteressados, frios, calados
No ar da noite escura

Sem eles e sem tempo
sem estrelas e mar
me busco dentro deles
mas eles se partiram
Me lembro, sim

Sem Deus
Sem espelhos e sem ti
Que será de mim?...


Maria Luísa Adães


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domingo, 25 de setembro de 2016

CASA VAZIA

                                        
Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil
Uma casa vazia   

meia porta aberta
uma pequena janela
deixa entrar um raio de sol

O chão quase desenha uma figura
das ameias de um castelo encantado
apenas meu sentir e minha mente
podem predominar
e ouvir palavras
de pessoas conversando
sem estar falando
de pessoas escrevendo
e não vão ser lidas
Nem cantadas

Ou já é tarde para mim
que fui gente
ao lado de gente
que me ensinou
A ser gente

E sou sombra
Silêncio e Nada!...



Maria Luísa Adães


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terça-feira, 30 de agosto de 2016

A ILHA

                                                       
Ilhas Shetland/ Maria Luísa

Um dia deixei a Ilha onde nasci
tive de a deixar e calcorrear o mar
e encontrar meu amor desfeito
Pela saudade de meu peito


Ele me esperava
me abraçava e beijava
e eu de olhos fixos
em sonhos ou acordada
via a Ilha, as rochas rolando
Fora da águas.

Eu tinha sido poeta
no silêncio dos deuses
e tinha gravado meus versos
Nas pedras que encontrava

Quanto te quis
quanto te quero
no calor tropical
sem fraquezas humanas
na solidez da terra
E no caminho brilhante do mar

Converto-me em ti
No jardim abandonado 
Por mim...

Deixa ouvir o cântico dos búzios
E nua, suave, perfeita
Te deixo entrar
Na minha própria casa

Fica...eternamente meu!



Maria Luísa Adães



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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

DESESPERO







De Maria luísa




Desesperados
Procuramos a solidão
Em todos os lados


E as mães ao longe
Chamam por entre névoas espessas
A ausência de seus filhos...


Maria Luísa Adães


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HOMEM DE BRONZE

                                                                         


Maria laís Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil



O homem de bronze pesca
A noite é silente
Eu sou silepse
Regida pelas ideias
e não pelas regras
De uma filosofia minha

Ele me encanta
e canto como sereia de encanto
atraindo o pescador

A Lua se aproxima
e o peixe não morre!...


Maria Luísa Adães



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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PARA TI

Maria Laís Fet/ Rio Grande do Sul/ Brasil





Dentro de teus olhos eu vivi
E acreditei em ti
E perguntei
Mil vezes perguntei

Por que se vive
Por que se morre?

Maria Luísa Adães


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segunda-feira, 20 de junho de 2016

BELEZA e CORES

Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul/ Brasil



Beleza e cores
Espalhadas pelo mundo
Nos dão  um outro mundo

Há palavras para dizer
E sentir esse dizer
Há músicas para tocar
Coração para sentir

Gosto da placidez do mar
E da luz que se transforma no ar
E nos dá
Outra forma
De viver
Neste Apocalipse de Sonhos



Maria Luísa Adães


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sexta-feira, 20 de maio de 2016

MELODIA

Havia um homem                                    
Pierre August Cot/ Internet

que entoava uma estranha melodia
falava de coisas que desconhecia
e de mundos que não via

Nunca percebi aquele homem...

E as árvores cantavam
e se mexiam
e animais paravam
e escutavam a melodia
que aquele homem cantava

E parecia que ele vinha 
de um outro mundo
e trazia um sentir de amor
que há muito esquecia

O amei e à sua melodia
e nunca o entendi
e nunca o esqueci

Ficou apenas meu
E de ninguém mais!...


Maria Luísa Adães





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quinta-feira, 28 de abril de 2016

PRIMAVERA


Pierre August Cot / M. Museum of Art, New York






Deixo a beleza
Iluminando a Poesia
Que não escrevi!


Maria Luísa Adães




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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A VIDA III

A vida é preciosa                           
 http://algarve-saibamais.blogspot.pt
 

http://os7degraus.blogspot.pt

não pode ser vivida
de forma desencantada

A vida é sombra fugidia
a vida é silêncio e fantasia
a vida é dor inesperada

A vida nos dá o pranto
a vida nos dá prazer
a vida nos dá desencanto

A vida é volúpia 
nas noites quentes de amor
dá vida à própria vida
leva de repente a nossa vida
a vida é tudo e nada

Mas quem não admira a vida?
ela dá e ela tira
mas não deve ser vivida
de forma desencantada e perdida
não deve...

Dentro de teus olhos eu vivi
E acreditei em ti e perguntei

Por que se morre
Por que se vive ?...



Maria Luísa Adães




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