segunda-feira, 5 de novembro de 2018

(Teatro II) FOGO ARDENTE

Meus olhos fixam o palco
os personagens olham
meu amor me beija
eu estremeço
tudo estremece
Todos se desejam.

Os deuses deslumbrados
com o amor dos gatos
O desejo dos humanos
o arrepio da noite
interrogam os astros

Que se passa?

E no palco os personagens 
formam arabescos com seus corpos
Dançam uma dança
De Amor e desejo

Que se passa?
Pergunta a lua a quem passa

Os personagens não falam
apenas se ouvem movimentos
como se a terra se deslocasse
e se juntasse ao êxtase
Do momento abstracto.

Vamos mandar o arco-íris
a iluminar o espaço
precisamos de olhar
reconhecer e ver
Como se sabe amar

E as quatro personagens
o gato-branco
a gata-preta
eu e meu amor
No vasto chão amamos.

Tudo esquecemos
no momento chamado de profano
No instante de Fogo Ardente
E a fuga, súbita
da Estrela Cadente.


Maria Luísa Adães


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4 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Poema profundo, muito bonito!! Amei! Parabéns Amiga!
:)

Silêncio desmedido
Beijos e uma excelente semana!

Maria Luisa Adães disse...

Graças amiga!

Maria Luísa

Larissa Santos disse...

Boa noite.
Não tenho palavras que cheguem para elogiar este poema como o merece... Adorei
:))
Hoje:- Se soubesses, como brilha o sol em mim.

Bjos
Votos de uma noite feliz.

Toninho disse...

Que beleza de inspiração amiga.
As criaturas da noite em danças desconexas e corpos que se amam.
A noite carrega seus mistérios, mas também tem seus encantos.
Bom lhe ver com sua poesia.
Beijo amiga e uma semana de paz e luz.
Esteja bem.