sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MIL ROSTOS

Há mil rostos olhando para mim
E eu neste instante 
Não reconheço nenhum

Há mil sentimentos à minha volta
E neste momento, não tenho nenhum

Há mil infelicidades pedindo guarida
E eu neste tempo, não ouço nada

Há mil pessoas perdidas, esquecidas
E eu não digo nada

E sinto e penso
Que estou voltada
Para as coisas da vida
                                                           
Internet

Quero andar contigo lentamente
Dizer aqueles segredos
Que nunca digo

Quero amar-te eternamente
Na memória, na essência
Dos meus versos

Caminhar pelo deserto
Caminhar nas grandes cidades

E acreditar que não há mil rostos
Olhando para mim
E mil infelicidades

Só quero amar 
Numa insónia feliz

No deserto do amor
Sem mais nada...

Hoje há estrelas a brilhar
E levo o beijo
Que acabaste de me dar!


Maria Luísa Adães


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8 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Boa noite
Parabéns, Lindo demais!

Bom fim de semana
Beijinhos

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Elvira Carvalho disse...

Muito bonito.
Um abraço e bom fim de semana

Ingrid disse...

são momentos únicos, só nossos...
e valem uma vida!
mesmo que, por instantes, todo o resto fique no escuro.
Beijos de saudades.
Te amo!

emanuel moura disse...

Simplesmente belo querida amiga ,muitos beijinhos felicidades

Mar Arável disse...

Há dias assim

heretico disse...

é no deserto (de amor?) que vivem as flores mais belas...

beijo

Maria Luisa Adães disse...

Graças pelo encanto de seu comments,

Mª. Luísa

Jaime Portela disse...

Estar voltado para as coisas da vida é a melhor postura que poderemos ter.
O poema é excelente, não apenas pela forma, mas também pelo conteúdo.
Maria Luísa, continuação de boa semana.
Um abraço.