domingo, 5 de outubro de 2008

PAZ














Encontro uma gaveta vazia e à pressa aferrolho o passado e fecho a gaveta com as Sete chaves de Magia - fica lá dentro tudo, quanto quero esquecer. Fecho com as sete chaves - mais uma gaveta fechada...

Os pirilampos saltam e batem nos vidros da janela, como se pretendessem alumiar o que está na escuridão, mas não deixo que se aproximem - quero aquele recanto escuro, sem luz - para esquecer!

E flutuo como ser escolhido no presente e vejo as abelhas preparando o néctar para as próximas refeições.

Sinto situações faladas nos grandes auditórios a tornarem-se verdadeiras no mundo conturbado das convulsões - e procuro a Paz - palavra quase mitológica,
paraíso de felicidade quase eterna.

Procuro com fervor retê-la - mas a palavra foge da mente e do coração e deambula por corredores sombrios, sem encontrar um peito forte onde se possa apoiar - e dar um mundo adulto, não profanado e aquecer a indiferença e a deixar o perfume das flores da Primavera, a vicejar.

Também eu fecho a gaveta, numa procura de Paz ... Um sonho de todos os povos, em todas as eras!...

Maria Luísa

13 comentários:

Anónimo disse...

Também eu procuro a Paz .

quem não procura?

Muito bom!


a.

rp disse...

Todos de uma forma ou de outra sabemos a onde encontrar a paz!
no nosso coração !

"quem olha para para fora sonha, quem olha para dentro desperta"

Carl Jung.

sempre com um enorme prazer.
Ricardo

Anónimo disse...

rp

Obrigada pelo comentário à PAZ;

é certo todos a procuramos, mas é complexo encontrá-la.
Beijos,

Maria Luísa

espelhodesombras disse...

Olá Maria Luísa, "precisamos todos de uma gaveta, e alguns de uma caverna, para ali depositar os segredos, os incômodos, aquilo que nos remete às tristezas, mas, eu que tenho muitos, necessitaria de muitas cômodas com mil gavetas, ou cavernas.Porém como nos nossos sonhos de poetas, temos que enfrentar esses dragões um a um, e dizer-lhes de frente e olhando-os nos olhos, que não são nada, apenas criaturas, e nós Criadores, e que podemos, quando quisermos, montar o rocinante, e partir contra nossos moinhos e destruí-los todos...
E "Dulcinéia", se precisares de ajuda, grita bem alto, que logo estarei devidmente paramentado e preparado para esse embate sem fim...
Muito bom
beijos
João Costa Filho

Agulheta disse...

Olá Maria Luísa.que coisa mais bela que é a paz!De tudo até do silêncio eu tenho paz.
Beijinho

Anónimo disse...

Agulheta

Recebi o teu comentário - simples e lindo!

"De tudo, até do silêncio eu tenho Paz".

Muito obrigada e sê feliz , tal como te sentes!

Beijos,

Maria Luísa

Sonho disse...

Olá Maria!

Confesso que não conhecia este seu blog,e claro não fica atrás em nada do outro que já conhecia.
Quanto ao post amiga,eu pergunto quem não gosta de paz????
Eu sempre a procurei,embora como a minha amiga sabe nem sempre a consigo,porque a minha forma de estar na vida assim não permite.
Continue a deliciar quem a visita,pois estes blogs são uma mais valia para este mundo que é tão cuel.
Deixo um enorme beijinho,com carinho,e amizade.
Sonho

Anónimo disse...

sonho

agradeço a sua vinda aos 7degraus e
à prosa-poetica PAZ,

a amizade aparece e se é verdadeira
não morre!

Obrigada,

Maria Luísa

Agulheta disse...

Querida amiga. A paz é fundamental a uma alma plena e tranquila,de sabedoria de tranquilidade,amizade e amor sempre,é uma paz que tento transmitir a quem me rodeia,como se diz" do-te a paz e das-me a tua pz" assim a sabedoria do mestre.
Beijinho bom fim semana.da Lisa

Anónimo disse...

Agulheta (lisa)

Recebi o teu comentário ao texto "PAZ" ; agradeço a tua presenca e as tuas palavras.

Com carinho,

Maria luísa

fisga disse...

Olá Maria Luísa. Pois é! Todos nós temos uma gaveta. Eu tenho um baú e já se vai tornando pequeno. Já vai estando cheio de coisas que de nada serviram, de nada servem, e de nada vão servir nunca. Mas nós não podemos viver sem essa gaveta ou baú Uma muito boa noite em pás com Deus e com o mundo. Eduardo.

Anónimo disse...

fisga

obrigada pela tua presença.

quem não tem gavetas, ou baus, como tu, aferrolhados.

Bº.

M. Luísa

White disse...

Ojalá todos fueran como tú. El mundo entonces sería un lugar parecido al edén.
Gracias amiga por hacernos reflexionar.
Un beso
W.