quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ENCONTRO COM BOCAGE




"Já Bocage não sou" ...


Na hora da solidão
No momento do encontro
No Final só dele
Tocam ao longe os sinos
Saudam o Poeta,
O Vate,
O Génio,
No fim da Peregrinação! ...

Sem pompas nem cerimónias
Esquecido de todos,
Sai o teu corpo mortal
Daquela pobre casa
Acompanhado por tão poucos ...

E diluiu-se no estar
Da existência enganadora,
Deixou a herança,
A riqueza adquirida,
A dádiva da sua presença,
A forma plena de Amar.

Elmano
Contestado
Incompreendido
Polémico
Vencido.

O Vate
Brilhante
Esplendoroso
Da Nova Arcádia ...

Cantou o mundo
Daquele tempo,
A maldade daquela gente,
A insensatez de amores
Perdidos e encontrados
SEMPRE! ...

Do seu passo ondeante,
Ficou a figura
Estreita e franzina
E a Alma de Poeta
Imortal!

E Bocage És!

Absolvido na Santidade
No lugar perfeito
Contemplas com deleite
Este Amor incontestado! ...

Tu que não encontraste
O Amor ...
E procuraste ... sempre! ...

Mas o correr do tempo
Mostra o engano,
Repele a maldade
E oferece-te em Taça

A Eternidade!

Majestosa é a hora ...
Calo as vozes
Escuto os pensamentos
O Sagrado Impera.

Penso nos teus versos
Difíceis de dizer
Impossíveis de esquecer ...

Subo ao teu encontro,
Abre-se de improviso a porta
Recebes-me de forma
Que me conforta.

Fixas o teu olhar
Da cor do Infinito,
No meu olhar
E elegante no falar
Afirmas ...

Eu sou Bocage!

Exalto o instante,
Rodeada das tuas ninfas
Canto e danço,
À Luz do Luar! ...

Tu olhas
Nostálgico e brando
E sobes ...
Àquele Lugar,

Onde vais descansar! ...

Maria Luísa Adães


Em 1765, cerca de dez anos depois do trágico terramoto de Lisboa,
que tão profundamente comoveu toda a europa, nascia na então pacata vila
de Setúbal, a 15 de Setembro, uma crianca do sexo masculino que baptisaram
com o nome e sobrenome de Manuel Maria.

Mário Domingues - Historiador

Na aproximação desse dia, (15 de Setembro) deixo como Homenagem a Bocage, meu conterrâneo,
o pouco que escrevi ... nestes versos só meus ... e a prova, de que o Poeta não morre!...
Passaram 243 Anos! ...
Maria Luísa

10 comentários:

Anónimo disse...

a dissertação sobre Bocage está magnifica.

Parabéns


a.

Anónimo disse...

Agradeço a sensibilidade em relação ao poema

M. Luísa

Oriona disse...

Boa noite Maria Luisa! Onde está o Prosa Poética? Não consigo visitar sua página.

Oriona disse...

Realmente, o poeta nunca morre e tu consegue exaltá-lo nessas palavras poéticas e cheias de amor. Muito lindo o que escreveu homenageando a Bocage. Parabéns!

Oriona

Anónimo disse...

Oriona

Obrigada por gostar da homenagem a Bocage; agradeço a sua vinda!

prosa-poetica.blogs.sapo.pt

desapareceu! Não sei que se passa, mas parece-me que não é nada de bom! Eu não consigo lá chegar e dizem que a página desapareceu e que crie novo blogs.Estou preocupada!Preciso de ajuda! Comunique a jpcfilho e sonhosolitario.

O sapo manda criar um blogs!Porquê? Maria Luisa

Escreva para este! Publiquei no sapo "Arabescos", recebi um comentário de pessoa idónea, tenho outro no outlookexpress, mas a esse já nada posso fazer.

Beijos,

M. Luísa

Anónimo disse...

Lindo o Poema *.*

Anónimo disse...

Muito bom!

A forma como descreve o encontro
com o vate da Nova arcádia é incomum, no vulgar deste mundo.

Parabéns.


a.

Anónimo disse...

O homem, esse partiu de entre os vivos sem terminar a sua missão. Há homens,há pessoas,cuja missão nunca se completa.
O poeta, esse sim, continuará presente e cumprindo o papel que lhe foi atribuído enquanto tivermos a capacidade de o manter vivo dentro de cada um de nós.

João Chamiço

Anónimo disse...

Obrigada por trazer Elmano "O Sadino"


a.

Anónimo disse...

Boa análise!

Não sabia que se passaram 243 anos;
muito tempo ... Talvez ? O poeta não morra!

Anº.