quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ele é Amor


A minha Alma de Poeta
Predomina,
Apesar de todas as dores.

Mas agradeço o auxílio
Àquele a quem amo,
Acima do Nada e do Tudo
Num único Poema de Amor.

Ele é o Amor,
Não apenas o símbolo,
Mas o Amor Real
Difícil de definir
Impossível de julgar.

E quem julga?

Apenas a ignorância
Julga e difama!

M. Luísa O. M. Adães

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

VERDADE


Fechas os olhos
E sentes

E é como se fosse verdade

E mais:

Saudade de momentos sonhados
Ainda não concretizados.

Esses são aqueles momentos
Que não passam, não esquecem,
Pertencem à Eternidade.

Maria Luísa O. M. Adães

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

QUANTAS VEZES


Quantas vezes me dizes
Quantas vezes me falas
E eu escuto, meu amor?

Ao longe a colina
O lago em baixo
Flores exóticas
Como eu, meu amor.

Como podes saber
Se te amo,
Como podes acreditar
Neste amor?

Não por mim o vais saber
Mas por ti.

Estou indiferente,
A indiferença mata o amor,
Mas te posso dar
O que desejas de mim
E depois caminhar
Sem me lembrar de ti.

Isso pode acontecer!

Se ficas feliz
Eu dou,
Mas nada ficou
Do que se passou...

Terminou!

Maria Luísa O. M. Adães
Dezº. 09

sábado, 5 de dezembro de 2009

SONHOS


No teu sonho
Vagueaste no mundo
E não encontraste a luz,
Te perdeste!

A luz plasmada
No plano etéreo
É um plano de Paz
E amor verdadeiro.

Traçado, pintado por mim
Nada é real, definido.

A luta travada
Num mundo de nada
Continuou plantada,
Dominou!

Eu estava lá, aguardando por ti,
Não procuraste
Fugiste de mim.

Mas as luzes não retrocederam,
Continuaram a marcar
Sua presença
E me acompanharam,
Só a mim.

Tu fugiste,
Não deves fugir
Aceita com amor
A tua luta
E vais sobreviver!

Doutro modo, és destroçado!

Maria Luísa Adães

sábado, 28 de novembro de 2009

PACTO


Fazemos um pacto:

Tu caminhas comigo
Neste campo minado,
Eu caminho contigo
E nos amparamos
Na escolha de lugares
Por onde passamos.

E talvez juntos,
Possamos limpar
Os campos minados
E criar os Prados.

Caminhar nesses prados,
Escrever nossos sonhos
De mudança
Nas mentes
De quem pensa.

E tornarmos estes campos
menos densos,
Mais palpitantes
De luz
E estrelas cadentes,
Descendo, descendo...
E amor constante.


Fazemos um pacto,
Trazemos o Bem alvitado
Pela demência de alguns.


E assim,
Reconstruímos
Este Mundo,
Em que escrevemos.

Maria luísa O. M. Adães

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

JOGO


Tudo é evasivo neste mundo
Nesta vida.

Do topo da montanha piramidal,
Só se contempla as multidões
Sem rumo, fugindo às guerras,
Fugindo à fome e à sede.

A vida tornou-se num jogo
indecifrável,
Os meninos carregam às costas
Todo o mal do mundo.

Apenas no pano verde
E nas luzes cintilantes,
Se nota uma pretensa alegria
A transformar-se em lágrimas
E desenganos...

Tudo por magia de incertezas
Constantes,
Apenas o homem sonâmbulo
Diz de quando, em quando,

- Façam o jogo, meus Senhores!

domingo, 1 de novembro de 2009

Tu o Dizes...


Tu o dizes,
Eu assim faço como dizes.

Ontem adormeci,
Havia alegria
Ao pé de fogueiras acesas.

No meio da noite despertei,
Apenas ouvi o murmúrio
Do silêncio,
A multidão adormecia longe...
As fogueiras continuavam acesas,
Eu aproximei e tatuei dois nomes
No fogo e na solidão que as cercava.

Assim cumpri teu pedido,
De forma lenta, abstracta,
Intimista.

Hoje não ouço mais as vozes,
O ritual se finalizou
E ficou,
O teu nome e o meu.

Maria Luísa O. M. Adães

sábado, 17 de outubro de 2009

Nada Podemos Dizer!


Eles na primeira noite,
Se aproximam
E colhem uma flor
Do nosso jardim
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
Já não se escondem
Pisam as flores, matam o cão
E não dizemos nada.

Até que um dia,
O mais frágil deles, entra
Em nossa casa, rouba-nos a alma
E conhecendo nosso medo
Arrancanos a voz da garganta

E porque não dissemos nada
Já não podemos dizer nada!

Bertold Brecht

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AMOR


O amor não seria amor
Sem algumas angústias.

A vida é isso que tu dizes,
como num filme passa por nós
pequenas cenas passadas,
grandes cenas vividas.

Tudo deixa de ser real
e até o presente do instante
esquecemos.

Mas o flash é momentâneo,
muito breve, por vezes,
ou sempre.

O recordar não é benéfico,
mas ficou preso na memória
e a memória nos traz
nostalgia.

Ela simboliza a nossa pessoa,
A nossa vivência!

Maria Luísa

terça-feira, 15 de setembro de 2009

POETA


Um poeta é livre...
É livre dentro de seu coração,
Nesse lugar tem o seu mundo
...Ele sabe que nada lhe pertence.

Deveria ser aceite por todas as filosofias,
Todas as crenças, todas as raças.
O Poeta é livre, na sua forma de dizer.

Não o julguem pelo que diz no Mundo da Forma,
Mas pela verdade que pretende transmitir,
Ele pertence ao Universo puro e imenso
Nunca aos homens!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ACORDAR




Parece simples o acordar!
Abrir os olhos e reconhecer
O Lugar onde estou.

Acordar é, apenas, abrir os olhos,
Esfregá-los com prazer
E olhar à minha volta,
Levantar-me e andar
E encontrar,
Tudo quanto amo
Com muita força.

Tão simples quanto isso!
O acordar!

Para alguns, difícil
O acordar,
Pois não chegam
A acordar.

Por Esses eu rogo
Ao me levantar!

Maria Luísa O. M. Adães

sábado, 1 de agosto de 2009

FINAL




As ondas batem suaves na cadência das águas,
escondem as rochas,
um barco estremece e eleva-se ,
outro barco balança as velas ao longe...
um outro segue o seu destino.

Tudo se aquieta num tempo derradeiro,
numa despedida de encanto
e sente-se a Tua presença,
qual farol ensinando o caminhante.

A magia do silêncio,
o canto da natureza,
juntam-se ao musgo sedoso
desse instante luminoso.

As ondas murmuram leves e nuas,
tudo é uma aventura constante
e o Tempo pára...
E dá o esquecimento
de terras a ruir,
pontes a abater
e Gente a morrer.

Maria Luísa O. M. Adães

sábado, 25 de julho de 2009

VERDADE




A Verdade não tem tempo
No espaço Cósmico,
Não tem tempo no Planeta Terra...

Viveu sempre e continua a viver,
Nos Mundos Siderais
Longe da Terra...

Não tem espaço
No nosso mundo,

Não pertence à Terra!

Maria Luísa Adães

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tu Sabes...




Todos Te procuram...
Com consciência ou sem ela...

Quando Tu estás tão próximo,
Do amor que não damos,
Do sofrimento que ignoramos

E do auxílio que nos pedem
e nos esquecemos de ouvir...

Por razões só nossas
E não Tuas...

Maria luísa M. Adães

segunda-feira, 25 de maio de 2009

OUVIR


Ouvi falar da tua transformação,
ouvi dizer do teu afecto por mim!

Ouvi o teu pensamento,
apanhei-o nas asas do vento
e soube dos limites do meu tempo!

Ouvi de ouvidos fechados,
ouvi com todas as dificuldades
e não gostei dessa verdade!

Ouvi o canto de várias vozes,
ouvi os ecos do silêncio a dizer:
- eu estou aqui!...

Ouvi o rouxinol persa e das Índias,
ouvi com este ouvido
que se perdeu no burburinho do mundo!

Ouvi a mudança da voz do vento,
ouvi a mudança da minha voz
louca, envolvente, a lembrar o Oriente!

Interessa-me a Eternidade
à qual não posso fugir,
mas acredita...

"Gosto de viver"!

Não me tires esta ânsia,
esta alegria que eu sinto
quando te vejo ou te pressinto...

E te peço - :
Ama-me,
Como da primeira vez!

Maria Luísa Adães

quarta-feira, 8 de abril de 2009

DENUNCIEMOS:


A indiferença,
Os debates sem glória,
As análises dos factos,
Os projectos,
Esperando solucionar
Dificuldades.

A Guerra aceite
Como coisa natural,

O aniquilar de sentimentos
E de esperanças...

E tudo isto
Num mundo de Todos!

E não apenas,

De alguns...

Maria Luísa Adães

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ENCONTRO


Espera um pouco e diz-me:

Quem sou?
Para onde vou?
O que procuro?

Mas antes de tudo,
Tenho de sobreviver
Às minhas interrogações
E cumprir o meu propósito,

Não antes nem depois...
No tempo certo da separação,
Calcular bem esse tempo
E descobrir escrito,

Nas estrelas ou nos astros,
No Oceano,
Nas planícies deste Planeta
E nos espaços
Libertos dos flagelos,

A Tua escrita
A Tua palavra
O Teu mapa

E possa partir ... Sem me perder!

Maria Luísa Adães

sexta-feira, 6 de março de 2009

PRINCÍPIO e FIM


Num tempo de partida
possa levar missões
cumpridas,
caminhos percorridos,
pesares e penas esquecidos.

E a minha bagagem
os meus sacos de viagem,
sejam os que me propuz levar.

Nem mais isto ou aquilo
Apenas esses!...

Será o que aprendi a Ser
E nada mais!

quinta-feira, 5 de março de 2009

POETA




Um poeta é livre...
É livre dentro do seu coração,
Nesse lugar tem o seu mundo.

Procura dar aos outros, esse mundo,
ele sabe que nada lhe pertence!...

Pede para ser lido com simplicidade
E diz...como só ele sabe dizer
E sente...como só ele sabe sentir!

Deve ser aceite por todas as filosofias,
todas as crenças,
todas as raças.

O poeta é livre, na sua forma de dizer!

Não o julguem, pelo que diz no mundo da forma,
mas pela Verdade que procura transmitir!

A beleza, tal como a poesia
Ou a prosa,
Pertencem ao Universo
Puro e imenso...

- Nunca aos Homens!


Maria Luísa Adães

quarta-feira, 4 de março de 2009

AMOR


Nem tudo se pode dizer,
nem tudo se pode fazer,
nem tudo é o Todo,
nem tudo é o Uno!

Procuro dizer ou escrever
com cuidado e com Verdade:

O Planeta está coberto de cinzas,
feridas abertas,
ainda não fechadas.

Desbravando caminhos,
abolindo o injusto
e sabendo que a dor da Terra,
é também a minha dor...

Não posso deixar de ouvir
lamentos e súplicas
dos Necessitados!

É isto o Amor!

Maria Luísa Adães

terça-feira, 3 de março de 2009

ESTRELAS


Inspirei-me nas Estrelas,
nos oceanos dos sentimentos
e voltei à natureza,
aos campos floridos do Amor.

E se dermos as mãos e cantarmos?
Envolvemos os espaços siderais,
ficamos numa aceitação Maior
e damos o nosso contributo à Terra

que nos foi legada, um dia...
e não tem sido amada!

Maria Luísa Adães

segunda-feira, 2 de março de 2009

PROCURAR


Procura sempre,
Procura o fim de uma
História,
Seja ela qual for.

Procura os teus
Caminhos.

Mas não magoes ninguém
Nessa procura...

Arrepende-te,
Volta atrás,
Pede perdão!

Do poeta Fernando Pessoa

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

FELICIDADE


Feliz é aquele
que sabe atrair
simpatias e afeições e cujo coração
é um imã que atrai,
a bondade dos outros
e a benção Divina!

Maria Luísa Adães

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

SILÊNCIO




Mas o silêncio não serve
para tolerar os abusos
e ignominias colocadas
no teu caminho.

Acaricia as pétalas de uma rosa
sem a ferir
e beija as faces de uma criança,
Sem a acordar

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Eu Sou!....

Não vais chegar
onde estou!

Nunca vais passar
onde eu passo!


Não vais olhar e ver
o que vejo!

Pois o teu olhar
não abrange
o meu espaço,
a minha alma,
o meu amor!

Isola-te do mundo,
Não pertences ao Mundo!...

Eu abri os olhos,
reconheci o caminho
aceitei a verdade ,
descobri o bem
aboli o mal!

E voltei ...

Para escrever,
o pouco que sei!...

Mas eu sou o mundo
O meu e o teu!

Maria Luísa Adães

domingo, 22 de fevereiro de 2009

LIBERDADE!...


E vais confrontar-te com exércitos
E vais vencer esses exércitos,
Essas brumas que te ofuscam ...

E ascender à luz mais forte
Onde se encontra a liberdade,
Onde se pode viver
Esse Dom natural
E fazer da liberdade, a plenitude
Maior!

E aprender,
A evoluir com ela!

Maria Luísa Adães

sábado, 14 de fevereiro de 2009

CLARÕES




Nas horas do entardecer perfumado,
Nas tardes procuradas e sentidas,
No silêncio de íntimo Fogo
Ardente ...
Eu abro as janelas fluorescentes
Pintadas,
Pelo acender dos clarões das rosas
No meu jardim, isolado ...

E vejo deslumbrada a Luz
Dos clarões,
A transformarem-se
Em figuras geométricas,
Desconexas
E dançarem ...

Ao longe toca uma guitarra!

Os clarões tomaram o Tempo
Iluminaram,
Num gesto leve
As rosas de mil cores
E cantaram ...

Ao longe toca uma guitarra!

Fizeram amor de quimera
Com alegria,
Plantaram flores de nostalgia
Rolaram uns sobre os outros,
Transformaram ...

Ao longe toca uma guitarra!

E ninguém os via ...

Mas eles - são clarões de luz e fogo
Transformados em humanos
Perdidos,
Distorcidos,
Esquecidos

E ninguém os via
E a guitarra gemia!

Tomaram conta da Noite,
Dos seus Fados
Cantados
Ao som dessa guitarra
Que tocava ao longe,
Não se sabia onde ...

E ninguém os via!

E como clarões que eram
Brilharam
Nos recantos,
Onde o Amor impera!

Cansados retornaram
Ao jardim solitário
E esquecido,
Ficaram a esmorecer
Com o aparecer do Dia

Ao longe, uma guitarra tocava
Em som gemido ...

O meu mundo estremecia,
Dessa Noite de encantar
A terminar
E o aparecer do Dia ...
Clarão não havia
E o som da guitarra
Se perdia ...

Mais um dia!

Maria Luísa Adães

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

VIDA




A minha vida
Com todas as provas
Pelas quais passei,
A posso doar ...

Pois é minha
Me pertence,
A posso dar...

Quem se importa?
Ninguém!

E posso pairar
Além do Sol
E do luar
E aguardar,
O que submerge das águas
Para me levar!...

Maria luísa Adães

SER!...


Quando nasci
já os poetas cantavam
e eu não sabia ler
não sabia falar...

Tinha acabado de nascer!

Nada sabia da vida,
como deves calcular.

E depois, aprendi a ser poeta!
Gostei de mim
e de ti
e amei de forma louca
e intensa,
como amam os poetas ...

O que era o amor, para mim?
Nada!
Mas cresci e descobri
que o amor é tudo,
toda a espécie de amor!

E sem algemas
contigo e sempre,
eu continuo a amar
com veemência
neste desejo
de nada perder

E tudo encontrar!...

Maria Luísa Adães

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

SONHO




Aqui, moras há muito,
mas és um sonho
e temo que mesmo sonho,
partas um dia
e eu não te encontre

Retenho-te,
tanto quanto posso,
mas tu foges ...
Como pássaro
que corre os Oceanos,
os Continentes
e se fixa
por pouco tempo ...

Mas a culpa ...

não há culpa!

Há, apenas, um destino
amargo, a cumprir!

E não podes fugir!

Maria luísa Adães

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

DEIXA DE SER UM SONHO!

No silêncio procuto-Te
Nos outros encontro-Te

E levo-Te com cuidado nas minhas mãos,
Com cuidado para que não Te perca,
para que sobrevivas a tudo ...
E venhas ao encontro da Tua Terra ...
E que sejas aceite com ternura
E deixes de ser um Sonho.

Torno a suplicar-Te ... Deixa de ser um Sonho
E ajuda a transformar o que Te pertence.

Maria Luísa

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

CAMINHANTE ...




Ao caminhante que passa
benevolente e terno,
ao caminhante que passa

atraiçoa e apaga as luzes fortes,
pintadas de todas as cores
num jogo de amor.

Toco as palavras
Atiro as palavras,

ao Vento
à solidão.
à maldade
e à mansidão ...

E o que é "Manso de coração",
fica com Elas
e o seu bordão ...

Esquecido, perdido,
num local sem fim
E Eu,
Fico com ele...
pertenço,
ao Mundo dele!

Maria Luísa Adães

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MAGGIE






Para a minha cadelinha Maggie _ Cocker Spaniel da Quinta do Bosque _

Azeitão - Portugal.


Meus Amigos, vos apresento a Maggie, da qual vou falar e vos vou dizer, quanto a amo.



A Maggie é branda e suave, mas algumas vezes sai da sua vida anónima e torna-se brusca - mas sempre, por qualquer razão forte - e volta à Paz da sua vida - não há raivas, maldades, desejos de vingança. É diferente dos humanos!
É ainda, uma cadelinha carinhosa, gulosa, vestida de branco, malhada de preto.


- Maggie estás apresentada aos meus leitores!

Vou escrever aquela carta que te prometi; chegou a hora de o fazer!

Pedi um novo Estatuto - uma espécie de Lei - pedi e aguardo a resposta.
Em segredo - num sussurar macio como o veludo - roguei - esta é a palavra certa! Roguei a Deus, uma Alma para ti - para que possas preencher, sempre, os vazios dos recantos escondidos da nossa casa.


Exulto com a idéia, mergulho no mar e venho à superfície como um golfinho -
que pertence à terra e ao mar e espero, assim, a resposta à minha carta, vinda do "Senhor de todas as coisas".


Chega a manhã, das muitas manhãs e um Mensageiro, toca à nossa janela e Ele
fala:

- Maggie - foi-te dada uma Alma! Deixaste de ser uma cadelinha qualquer... Inquieta-me a falta de amor no mundo - mas tu, tens dentro de ti, todo o amor e em troca, nada pedes ... pediu a Maria Luísa por ti e eu ouvi ... E levei a mensagem, ao "Senhor de todas as coisas". Talvez por teres tanto Amor e seres natural e pura - tenhas tirado ao mundo, algum pedaço forte, desse amor ...Daí
a falta de amor, no vosso mundo.


O mensageiro partiu e eu agradeço e te digo:

- Mereces o meu pedido ... concedido por alguém, muito acima de nós!
Te concedi, com deleite, a herança mais rica, deixada por mim.

Venceste a Solidão Espiritual e uma "nova casa" com jardim e flores, bichinhos
de vários tamanhos e todas as cores. Nunca vais estar "Só"! Foi-te dada a Eternidade, num local melhor! E dás ao mundo, uma lição de Amor e de Perdão.


Maggie tens 16 anos de idade, o meu amor e o meu legado - vamos continuar a nossa vida, mais fortes, para um dia Aceitar o que se nos deparar!...


Com ternura

Maria Luísa Adães

domingo, 5 de outubro de 2008

PAZ














Encontro uma gaveta vazia e à pressa aferrolho o passado e fecho a gaveta com as Sete chaves de Magia - fica lá dentro tudo, quanto quero esquecer. Fecho com as sete chaves - mais uma gaveta fechada...

Os pirilampos saltam e batem nos vidros da janela, como se pretendessem alumiar o que está na escuridão, mas não deixo que se aproximem - quero aquele recanto escuro, sem luz - para esquecer!

E flutuo como ser escolhido no presente e vejo as abelhas preparando o néctar para as próximas refeições.

Sinto situações faladas nos grandes auditórios a tornarem-se verdadeiras no mundo conturbado das convulsões - e procuro a Paz - palavra quase mitológica,
paraíso de felicidade quase eterna.

Procuro com fervor retê-la - mas a palavra foge da mente e do coração e deambula por corredores sombrios, sem encontrar um peito forte onde se possa apoiar - e dar um mundo adulto, não profanado e aquecer a indiferença e a deixar o perfume das flores da Primavera, a vicejar.

Também eu fecho a gaveta, numa procura de Paz ... Um sonho de todos os povos, em todas as eras!...

Maria Luísa

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

SOLIDÃO








Ama a solidão,
As colinas,
Os lagos,
Os rios,
Os Oceanos,
O teu amor,
Os teus filhos e netos,
O teu clamor de justiça
O teu esplendor.

Não esqueças – nunca –
Os teus versos …

Ama a solidão
O silêncio da força
Que se renova
Que brota
De uma fonte profunda

- As águas da Vida –

Ama a solidão
Que só tem olhos
Para o seu brilhante ideal…
Dos Sonhadores
Que vivem fora do real.

Renova a tua força
No silêncio do teu coração
Cansado e dolorido
Dos tempos passados
E nunca esquecidos!

Ama a solidão,
Modela o teu modelo
E vive o teu silêncio,
Como se fosse teu!

E sabes que não é,
…apenas teu!

Mas ama tudo à tua volta
E faz do amor
A tua arma mais pura
O amuleto que te salva.

Da solidão que procuras
Sem saber …
Da solidão que sentes,

Como um imã
À tua volta …

E procura descansar
Na solidão do amor …
Que se escondeu de ti!



Com carinho, te dedico estes versos.

Maria Luísa Adães

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ENCONTRO COM BOCAGE




"Já Bocage não sou" ...


Na hora da solidão
No momento do encontro
No Final só dele
Tocam ao longe os sinos
Saudam o Poeta,
O Vate,
O Génio,
No fim da Peregrinação! ...

Sem pompas nem cerimónias
Esquecido de todos,
Sai o teu corpo mortal
Daquela pobre casa
Acompanhado por tão poucos ...

E diluiu-se no estar
Da existência enganadora,
Deixou a herança,
A riqueza adquirida,
A dádiva da sua presença,
A forma plena de Amar.

Elmano
Contestado
Incompreendido
Polémico
Vencido.

O Vate
Brilhante
Esplendoroso
Da Nova Arcádia ...

Cantou o mundo
Daquele tempo,
A maldade daquela gente,
A insensatez de amores
Perdidos e encontrados
SEMPRE! ...

Do seu passo ondeante,
Ficou a figura
Estreita e franzina
E a Alma de Poeta
Imortal!

E Bocage És!

Absolvido na Santidade
No lugar perfeito
Contemplas com deleite
Este Amor incontestado! ...

Tu que não encontraste
O Amor ...
E procuraste ... sempre! ...

Mas o correr do tempo
Mostra o engano,
Repele a maldade
E oferece-te em Taça

A Eternidade!

Majestosa é a hora ...
Calo as vozes
Escuto os pensamentos
O Sagrado Impera.

Penso nos teus versos
Difíceis de dizer
Impossíveis de esquecer ...

Subo ao teu encontro,
Abre-se de improviso a porta
Recebes-me de forma
Que me conforta.

Fixas o teu olhar
Da cor do Infinito,
No meu olhar
E elegante no falar
Afirmas ...

Eu sou Bocage!

Exalto o instante,
Rodeada das tuas ninfas
Canto e danço,
À Luz do Luar! ...

Tu olhas
Nostálgico e brando
E sobes ...
Àquele Lugar,

Onde vais descansar! ...

Maria Luísa Adães


Em 1765, cerca de dez anos depois do trágico terramoto de Lisboa,
que tão profundamente comoveu toda a europa, nascia na então pacata vila
de Setúbal, a 15 de Setembro, uma crianca do sexo masculino que baptisaram
com o nome e sobrenome de Manuel Maria.

Mário Domingues - Historiador

Na aproximação desse dia, (15 de Setembro) deixo como Homenagem a Bocage, meu conterrâneo,
o pouco que escrevi ... nestes versos só meus ... e a prova, de que o Poeta não morre!...
Passaram 243 Anos! ...
Maria Luísa

domingo, 24 de agosto de 2008

INTERIORES


de jpcfilho - Espelho de Sombras (Sapo)
Homenagem de Maria Luísa Adães - prosa-poetica.blogs.sapo.pt

Interiores

Sou uma procissão
de peregrino do nada
sem meta, sem Meca
sem fé.

Caminhamos silenciosos
tão silenciosos
que dá para ouvir os astros
nossos ( meus ) olhos
fitos no abstracto
vazios e alheios
sem importar o caminho.

Penso:
tudo será o mesmo?
E ainda assim continuamos
sem saber a força que empurra
todos os meus
átomos e células, zilhões ...
E para conter os impasses internos
às vezes intransponíveis ...
Tento meditar, rezar
me alhear mais,
mas algo tribal me contém
por momentos ...

E logo estou sem líder
temo a revolta geral
amotinamentos mais constantes ...

Como controlar este Estranho
que em mim habita?

E quando perder a razão
terei encontrado o Caminho?

jpcfilho - Espelho de Sombras


Espero que sim!...
Mesmo que perca a Razão
Encontrou o Caminho ...

Mas não pode saber!...

Maria Luísa Adães





quinta-feira, 14 de agosto de 2008

São Paulo - "Terra da Garoa"






Noutros tempos, mais antigos, Tu eras a chamada "Terra da Garoa".
Tinhas uma chuva miúda e minúscula, quase todos os dias e molhava tudo - e quem passava.
Mas isso mudou ...
Tudo muda e Tu não foste indiferente, nem diferente, do resto do mundo...

Construíram-se os teus prédios esbeltos, apontados para o Infinito;
acabaram-se as várzeas,
acabaram-se as vegetações,
acabaram-se os ribeiros
e o teu clima - mudou...

Tudo passa e se transforma neste correr de quem não dorme!
Mas os que te conhecem e eu não sou! ... Eu escrevo, mas não nasci do teu seio ... mas admiro a forma como vives e recebes os visitantes que por vezes, se tornam teus amigos.

Agora, tens os teus helicopteros de pessoas que não pisam as tuas pedras desconfortantes, mas aprazíveis e falam de encanto - do teu encanto!

Quem pisa essas pedras?

Os que te amam, como tu és,
os que morrem em ti,
os que morrem por ti,
os que se alegram e vivem, da tua vivacidade?

De menina, tornada mulher
sempre acordada,
sempre cantante,
sempre colorida,
sempre Amada ?...

São esses que pisam as tuas pedras, como milhões de peregrinos e as desgastam e nos dão
o desconforto de uma calçada diferente? Eu sinto - que Sim!

Mas tu és diferente!...

Reconheço e louvo essa diferença!

Para sempre,

Maria Luísa e Helena gasser

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Praias do Nordeste Brasileiro


Há praias de vários tamanhos
E de inúmeras cores,
verdes,
amarelas,
azuis,
rosa,
douradas,
Espraiam-se preguiçosas
Ao encontro do Mar...

Cantam louvores
Num canto de encantar
Acendem o Ar
Como fortalezas do Amor.

Seduzem e acolhem
...Perto e longe
Chamam...
Como sabem chamar.

Tudo se pode encontrar
E nada esquecer,
Apenas lembrar!...

O segredo é AMAR!...

Maria Luísa

terça-feira, 15 de julho de 2008

SÃO PAULO - Metróple







...Municipal
da Cidade de São Paulo







Que Cidade?
Violenta e sensível,
Honesta e esquiva …

Quem és tu?
A quem pertences?

Aos pobres,
Aos ricos,
Aos sem abrigo,
Aos habitantes de favela,
Aos Poetas,
Ou à tua Força?
À tua própria Força …

Feita de todos
Que te pertencem …

Tento descobrir o teu sentir
E transmitir à chuva,
Ao vento,
Aos relâmpagos,
Aos trovões,
Às tuas ilusões,
O teu tormento,
Quando à noite
Tentas dormir …
Mas não dormes!...

A tua favela
Fervilha misteriosa
E dentro dela,
Tem luzes amarelas
Cambiante de pobre
E violência torpe,
Envolvida de Morte…

Mas vives e brilhas
Envolvida em milhões
De Almas vibrantes

Que vivem por Ti!

E morrem por Ti …

Mulher feia …”Mas interessante”
Na tua nudez de Amante!

Poema de Maria Luísa

Dissertação de Helena Gasser

sábado, 12 de julho de 2008

AMANTE


Meu Amor! Meu Amante! Meu Amigo!
Florbela Espanca

Um poeta é livre… É livre dentro do seu coração!...
Maria Luísa

Amante

Palavra usada e abusada,
Incompreendida, machucada,
Noutros tempos
De botequim,
De vielas,
De esquinas,
De Severas e Marialvas.

Substituída por outra
Sem encanto,
Sem paixão,
Sem força,
Símbolo do Nada!

E esta?
Gritante de Amor,
De Simbolismo,
De Força,
De feitiço,
De encanto,
De Pecado.

Eu não dou vida
À outra!
Não quero! Não gosto dela!

E tu gostas?
Amas a outra,
Não lembras esta,
Porquê?

Por pudor
Ou desprimor?

Numa época,


Em que as duas palavras
Estão banidas,
Esquecidas,
Perdidas,

Por desamor?

Ou o significado
È o mesmo?

Não é!...

A outra é insosso
E não diz nada!

Maria Luísa

quarta-feira, 9 de julho de 2008

SÃO PAULO - BRASIL


Cidade agressiva, visualmente, onde o antigo se mistura com o moderno,
o feio com o belo...
Recantos interessantes,
como o Parque de Ibirapuera, algumas avenidas do Bairro de Morumbi, Teatro Municipal
e Avenida Paulista - onde se simboliza o Coração e Pulmão no Parque Trianom - da Grande Cidade.

Mas a maioria da Cidade tem prédios feios, grafitados, fios eléctricos pendurados em postes,
calçadas descoordenadas e por vezes, esburacadas.

"A Cidade que nunca pára" - é o lema desta Metrópole.

As pessoas andam com rapidez, muitas lojas e serviços abertos, por 24 horas. Não pára!
Não sabe parar...Não aprendeu a parar, a reflectir, a descansar...
...Não aprendeu, ou não lhe ensinaram!

Cidade cosmopolita, com habitantes oriundos de quase todos os Países do Mundo.
As culturas antagónicas, convivem em Paz! Parece irreal - mas não é!
Judeus, Árabes, Orientais, Índios, Europeus e Sul Americanos.

Todas as Religiões, são aceites e toleradas. Tão diferente, de outras partes do Mundo!Onde as diferenças de Religião - significam, morticínio e guerra!

Festividades diversas, ocorrem ao longo do Ano.
Centro Cultural e Financeiro do Brasil; exposições de Arte, Teatro, Musicais, Concertos.

Gastronomia variada, com restaurantes tailandeses, portugueses, mas em especial, italianos e japoneses.
Um "melting pot"; alguns bairros são como aldeias na "Metrópole"; casas baixas, vizinhos que se conhecem, lojas pequenas de bairro e pessoas que nunca saíram do bairro. Coisa estranha, para nós, mas eles não sentem - que não saír do bairro - é estranho! Eles não sentem! São diferentes!

Na periferia, bairros pobres, recriam a vida de outros Estados;
os migrantes nordestinos, vivendo como no sertão do Pernambuco.

Bairros sofisticados como "Vila Nova da Conceição" , com lojas de grifes e Prédios de Luxo.

Enfim, uma Cidade igual a uma "Mulher Feia", mas "Interessante"!

Ao primeiro olhar, causa surpresa, porém, num outro olhar,
"Conquista" - pela sua Diversidade...

Esta é, SÃO PAULO - " a Cidade que nunca pára " e conquista o coração, dos que passam e vivem,

com Ela e por Ela!...

Maria Luísa e Helena Gasser


!

sábado, 5 de julho de 2008

CUMPLICIDADE


Insisto nos Direitos de cada um,
Insisto nos Direitos das multidões
Que sofrem…
E suplicam uma terra,
Onde se possam acolher…

Insisto no abrir dos sentimentos
Mais puros
Dentro de nós…

E peço, no tempo que resta,
A ajuda que nos falta...

E possam as palavras traduzir,
O seu significado real…
…quando se dizem.

E deixemos de sentir,
A falta da alegria
Existente no mundo,

E a cumplicidade
Da nossa ignorância!



Maria Luísa

sexta-feira, 4 de julho de 2008

INGRID BETANCOURT


Recebi um e-mail formatado por : um_peregrino@hotmail.com, em 12 Abril de 2008

Reenviei, mas não posso deixar de dizer e de chamar a atenção, para o drama desta Mulher.
Todo o mundo clama, as orações repetem-se, as velas acendem-se, as pessoas recolhem-se
Ao silêncio e à meditação e pedem a Deus, a sua Libertação e a de todos, nas mesmas circunstâncias.

Tempo de” Inimigos sem Rosto” e da dificuldade de os combater, talvez seja a época em que a
Crueldade tem sido mostrada em todo o seu terror.

INGRID BETANCOURT sobrevive há seis anos numa prisão na selva, como refém da FARC.

Ajude-me a suportar
O que não posso compreender.
Ajude-me a mudar
O que não posso suportar.

São Francisco de Assis


O Princípio ético supremo é
A reverência pela Vida.

Ruben Alves


“Quem disser que a natureza
É indiferente às dores
E preocupações dos homens,
Não sabe de homens
Nem de Natureza.”

José Saramago

Obrigada a todos os Amigos que pararam para ler e pensar, no significado da “LIBERDADE” e na
Defesa da” DIGNIDADE HUMANA”.

Ingrid Betancourt foi libertada a 2 Julho/o8 - juntamente com outros 14 reféns, entre eles o luso-descendente Marc Gonçalves. "Jornal METRO - Portugal".


Senhor,
Vos agradeço este Milagre
Em nome de todos os Humanistas, como eu!

Maria Luísa

quinta-feira, 19 de junho de 2008

CHOVE LÁ FORA - NÃO É NATAL!

abjeccionista disse a "CHOVE LÁ FORA - NÃO É NATAL!"


Homenagem ao Humanismo
do comentário.

Maria Luísa


Como podem ignorar tão belo poema,
onde se exalta a humanidade das palavras,
ante a rudeza da vida sem abrigo
e a humilde solidão de quem do abrigo,
em deleite de si,
colhe sementes de ilusão,
que persiste em lançar ao vento
na esperança dos frutos
que glorifiquem a sua realidade.

As minhas saudações.

abjeccionista

quinta-feira, 12 de junho de 2008

JOGO DE PALAVRAS E FIGURAS


Embalei as Palavras na minha mão
E joguei
Um último jogo,
Feito de tudo quanto sei
E tudo quanto sou!

Alinhei as Palavras na mesa,
Vestida de Cerimónia
E Elas correram céleres
Para a Grande Vitória.
Fiz o jogo que sei jogar!

Juntei às Palavras
As Figuras do meu jogo
E elas responderam com ansiedade,
Ao meu desejo,
Juntaram-se … Dominaram!

Deixei esta ânsia de dizer,
Neste sentir de Outono a fenecer.

Tudo vai ser esquecido,
Como se da Noite
Se apagassem as últimas Luzes,
Feitas das lantejoulas
Do Firmamento a escutar!

Jogo, sem ter o desencanto
De quem perde…
É uma benesse a recordar,
É uma mistura de palavras e figuras
E acompanha o Espaço Sideral,
Num conjunto de doação Total!

Jogo com as palavras e as figuras
Num jogo Ancestral…

Por Ti e por mim
Meu Amor,
Este Jogo Fatal
Irreal,
De quem procura e não encontra,
A parte FINAL!

Maria Luísa Adães

domingo, 8 de junho de 2008

CHOVE LÁ FORA - NÃO É NATAL!


É uma tarde melancólica – chove lá fora – e os sem abrigo, os doloridos, tapam-se com cartões e talvez chorem…Quem se lembra deles? Não é NATAL!

Em casa a música toca; enche os recantos, os lugares vazios, os espaços escondidos, as gavetas fechadas, com os meus segredos.
Apazigua a melancolia do entardecer e eu, não necessito de trapos velhos e cartões de embalagens, para me aquecer!
Não sou “um sem abrigo”… Não sou um deserdado … Não sou! Mas podia ser … Isso eu sei! Aconteceu assim…Para meu deleite! Mas sinto-me culpada!

Escrevo, mas as Palavras fogem amedrontadas, escondem-se, Senhoras “delas próprias”; não pertencem a este mundo, nem a mim mesma.

Tempo de Espera! Tempo de Amor e de Loucura no percorrer de lugares sem ruas e vielas sórdidas, retorcidas.
Possas tu que me lês, ou passas indiferentes e Eu, entender a Alegria da nossa forma de viver!

A Vida é estranha e a minha existência paira – dividida – entre o Esplendor e a Miséria.

O Outono aproxima-se ou já entrou? Talvez seja meu – o meu Outono!
Caminha, como se fosse Gente! Entra despercebido e não deixa espaço para ser preenchido por estranhos que pretendam entrar na minha Porta.

Espero o teu regresso, na Hora certa de toda a tarde quente e aveludada deste País.
Escrevo, na esperança de ser entendida; a escrita tem um lugar especial, no meu sentir!
Precisa de guarida, de entrar em muitas casas e ainda, nos lugares sem ruas, sem abrigos e sem brilho …

Aceito! Espero o Meu Amigo “Da cor do Mel e do Leite” que também se chama
“Terra Prometida” – não foi lida – neste mundo Virtual, onde me encontro e escrevo em Liberdade e comento, como” Poeta esquecido” o viver daqueles…
“Sem Vida”!

Maria Luísa

TÉRMINO DO AMOR?


O Amor não tem término
…Aparece não se sabe como
Não se sabe de onde vem,
Não se sabe se nos vai deixar,
Se vai ficar …

…Aparece como um ser instável
Altivo, de palavras subtis e amáveis,
Não se sabe se vai ficar
Ou se vai partir
Para outro Lugar…
Não se sabe! …

Não podes acreditar?
Ou não queres acreditar?

Tu que me lês e me procuras
Tu que escreves
Tu que falas de Amor
Tu que choras pelo Amor
Tu que te prendes ao Amor
Tu que não podes viver
… Sem Amor

Que dizes? Que dizes?...
A estas PALAVRAS?

Sabes responder a este dizer?
Ou amedronta-te dizer?

Eu apenas digo …
Ele causa estragos
E muda,

O TEU VIVER!