sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
MANHÂ
Aqui estou eu
Minha voz e minha vida!
A natureza palpita
Chove lá fora
A distância
Somos nós que a fazemos
E não vou sentir a falta de amor
Por não saber esperar
Aquieta teu sentir por mim
Talvez eu possa voltar
E tornar a cantar
Nos espelhos de tua casa
Olhando um outro mundo
Distante do meu
Talvez o silêncio
Seja a única verdade
Que posso dizer
Sem escrever!...
Mas posso deixar as palavras
Que tantos me deixaram!...
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
AMOR!
![]() |
| Maria Laís Fett / Rio Grande do Sul/ BRASIL |
A cortina se abre
Voluptuosa, misteriosa
O Universo escuta meus versos
A Lua olha com intensidade
O brilho de mil tons de estrelas
E o amor perfuma o ar
Lança tapetes floridos
Como arco-Íris dançando
À nossa volta
Os deuses dormem
Tudo se cobriu
De nuvens vermelhas
Olhamos e pedimos
A ilusão maior
Com jardins aéreos
Reluzentes e felizes
De um lado o amor
E do outro lado
O esquecimento desse amor
O tempo contradiz
As súplicas de quem ama
Mas o tempo não comanda o amor
Mas comanda o esquecimento desse amor...
E eu digo,
Amemos,
Amemos cedo ou tarde
Mesmo que Eu esteja longe
É esta a minha Herança!
Maria Luísa Adães
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V
sábado, 2 de janeiro de 2016
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
ANO FELIZ
![]() |
| Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul/ Brasil |
Num Final de Ano
Eu não tenho nada para dizer
Que sinta ser verdade
Talvez o silêncio
Seja a única verdade
Que posso dizer sem escrever
Mas posso deixar as palavras
Que tantos me deixaram
E sei que simboliza
A minha verdade
ANO NOVO FELIZ
E PAZ!
Maria Luísa Adães
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Natal Feliz
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
SOLIDÃO
O poema transmite a solidão
Através de uma cadeira
Onde ninguém se senta
O mundo muda
As pessoas mudam com o mundo
As palavras escritas mudam
O contexto por detrás das palavras
Muda também
E os dias iluminados
Tão breves, tão breves
Nos façam andar de novo
Mesmo de forma incompleta
Mas isenta e livre!
Com amor eu escrevo
Com amor eu mudo
Com amor eu caminho
Maria Luísa Adães
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Através de uma cadeira
Onde ninguém se senta
O mundo muda
As pessoas mudam com o mundo
As palavras escritas mudam
O contexto por detrás das palavras
Muda também
E os dias iluminados
Tão breves, tão breves
Nos façam andar de novo
Mesmo de forma incompleta
Mas isenta e livre!
Com amor eu escrevo
Com amor eu mudo
Com amor eu caminho
Maria Luísa Adães
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
ELA CHORA!...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
MIL ROSTOS
Há mil rostos olhando para mim
E eu neste instante
Não reconheço nenhum
Há mil sentimentos à minha volta
E neste momento, não tenho nenhum
Há mil infelicidades pedindo guarida
E eu neste tempo, não ouço nada
Há mil pessoas perdidas, esquecidas
E eu não digo nada
E sinto e penso
Que estou voltada
Para as coisas da vida
Quero andar contigo lentamente
Dizer aqueles segredos
Que nunca digo
Quero amar-te eternamente
Na memória, na essência
Dos meus versos
Caminhar pelo deserto
Caminhar nas grandes cidades
E acreditar que não há mil rostos
Olhando para mim
E mil infelicidades
Só quero amar
Numa insónia feliz
No deserto do amor
Sem mais nada...
Hoje há estrelas a brilhar
E levo o beijo
Que acabaste de me dar!
Maria Luísa Adães
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E eu neste instante
Não reconheço nenhum
Há mil sentimentos à minha volta
E neste momento, não tenho nenhum
Há mil infelicidades pedindo guarida
E eu neste tempo, não ouço nada
Há mil pessoas perdidas, esquecidas
E eu não digo nada
E sinto e penso
Que estou voltada
Para as coisas da vida
![]() |
| Internet |
Quero andar contigo lentamente
Dizer aqueles segredos
Que nunca digo
Quero amar-te eternamente
Na memória, na essência
Dos meus versos
Caminhar pelo deserto
Caminhar nas grandes cidades
E acreditar que não há mil rostos
Olhando para mim
E mil infelicidades
Só quero amar
Numa insónia feliz
No deserto do amor
Sem mais nada...
Hoje há estrelas a brilhar
E levo o beijo
Que acabaste de me dar!
Maria Luísa Adães
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domingo, 1 de novembro de 2015
MISTÉRIO
Vesti-me de mistério
Com trajes de cerimónia
com trajes de outras eras
para prestígio e glória
Desse mistério
Eu não quero dar-lhe vida
fazer dele o Tudo,
Mas sim o Nada
Ajuda-me a despir estas vestes
Não minhas, mas dele
Como se fosse um ser etéreo
um ser de majestade
E dele recebesse
A existência
O destino
A verdade
Mas ele não é a verdade...
É um ser camuflado
destruído, esquecido
e vestiu-me de mistério
chamou-me de mistério
e abandonou-me
Num local perdido
E olhei à minha volta
estarrecida
esquecida por todos
E por ti meu amor
E senti-me mistério!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Imagem/ Maria Laís Fett/ Rio Grande do Sul |
Com trajes de cerimónia
com trajes de outras eras
para prestígio e glória
Desse mistério
Eu não quero dar-lhe vida
fazer dele o Tudo,
Mas sim o Nada
Ajuda-me a despir estas vestes
Não minhas, mas dele
Como se fosse um ser etéreo
um ser de majestade
E dele recebesse
A existência
O destino
A verdade
Mas ele não é a verdade...
É um ser camuflado
destruído, esquecido
e vestiu-me de mistério
chamou-me de mistério
e abandonou-me
Num local perdido
E olhei à minha volta
estarrecida
esquecida por todos
E por ti meu amor
E senti-me mistério!...
Maria Luísa Adães
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
APENAS...Olhei!
Olhei
E não te reconheci
E tanto te amei
num amor sensual
ocasional
Vazio no mundo real
Em mim, havia fogo e dor
Nesse amor
Que ressalta
que prende
que ressuscita
e torna a noite
em dia
E não deixa descansar
Em ti não existia amor
E em mim havia o acreditar
Nessa forma de amar
Passou
nada ficou
e no fundo de mim mesma
reconheci
que não te tinha amado
Apenas desejado!
Em ti não havia amor
Em mim
Não sei que se passou
Nada ficou
Nada deixou
E quando te vi
Não te reconheci
Esqueci!...
Maria Luísa Adães
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E não te reconheci
![]() |
| Salvador Dalí/ GALA |
E tanto te amei
num amor sensual
ocasional
Vazio no mundo real
Em mim, havia fogo e dor
Nesse amor
Que ressalta
que prende
que ressuscita
e torna a noite
em dia
E não deixa descansar
Em ti não existia amor
E em mim havia o acreditar
Nessa forma de amar
Passou
nada ficou
e no fundo de mim mesma
reconheci
que não te tinha amado
Apenas desejado!
Em ti não havia amor
Em mim
Não sei que se passou
Nada ficou
Nada deixou
E quando te vi
Não te reconheci
Esqueci!...
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
ADORAR
Adoro em ti
O ardor dos teu beijos
E a procura ávida dos meus
Adoro em ti
a tua vivacidade
de menino ausente
Adoro em ti
a tua sensualidade
unindo-se à minha
Adoro em ti
a liberdade que me dás
que me é tão cara
e tanta falta me faz
Adoro em ti
não olhares meus versos
e me amares
como se não fosse poeta
Adoro em ti
essa forma de dar
e nada dar
Adoro em ti
tudo quanto amo
tudo quanto chamo
De vida
Adoro em ti
me esquecer de mim
e dos outros
e do mundo
ao qual pertenço
Adoro em ti
Essa espécie de amor
por mim
Adoro!
Maria Luísa Adães
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![]() |
| ADORAR |
O ardor dos teu beijos
E a procura ávida dos meus
Adoro em ti
a tua vivacidade
de menino ausente
Adoro em ti
a tua sensualidade
unindo-se à minha
Adoro em ti
a liberdade que me dás
que me é tão cara
e tanta falta me faz
Adoro em ti
não olhares meus versos
e me amares
como se não fosse poeta
Adoro em ti
essa forma de dar
e nada dar
Adoro em ti
tudo quanto amo
tudo quanto chamo
De vida
Adoro em ti
me esquecer de mim
e dos outros
e do mundo
ao qual pertenço
Adoro em ti
Essa espécie de amor
por mim
Adoro!
Maria Luísa Adães
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
BELEZA
terça-feira, 15 de setembro de 2015
DAVID/ Firenze
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
NÃO Há REGRESSO
Eu olho o submerso
onde tantos se debatem
E se prendem sem sonhar
E desço uma vez única
para escrever meus versos
E dar a saber
aos que se perdem
Sem Pátria nem lar
O caminho de regresso
Mas eles não sabem
Eu não sei
Não importa saber
Não há regresso
Só a morte os espera
Nada posso fazer...
Apenas deixo a Flor da Noite
Por mim encontrada!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Georgia O ´Keeffe |
onde tantos se debatem
E se prendem sem sonhar
E desço uma vez única
para escrever meus versos
E dar a saber
aos que se perdem
Sem Pátria nem lar
O caminho de regresso
Mas eles não sabem
Eu não sei
Não importa saber
Não há regresso
Só a morte os espera
Nada posso fazer...
Apenas deixo a Flor da Noite
![]() |
| A Rosa caiu e morreu... |
Por mim encontrada!...
Maria Luísa Adães
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quinta-feira, 13 de agosto de 2015
ADEUS!!!!!!!
Fiz uma peregrinação
aos lugares que conheci
E disse Adeus!
Voltei ao meu jardim
me sentei
e esperei
O firmamento me fixou
como se eu fosse alguém
Uma estrela brilhante
me olhou
Eu a reconheci
Aviões passavam lentamente
num caminho de regresso
Brilhavam no escuro da noite
luzes a acender e apagar
De quem vem para ficar.
As árvores se dobravam
atentas ao meu suspirar
A água corria a meus pés
deslumbrava e lembrava
o tempo que passava
Aquele lugar de encanto falava
Eu esperava
e tudo me encantava
E sonhava
em tempos sonhados
e nunca vividos
E a noite acabava
e eu abandonava
o lugar encontrado
E tinha de partir
isolada de teus afagos
esquecida do muito
Que desejava
E não te encontrava
E tinha de partir sem ti
E disse Adeus
Ao lugar encontrado
Ao qual
Não voltava!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Internet |
aos lugares que conheci
E disse Adeus!
Voltei ao meu jardim
me sentei
e esperei
O firmamento me fixou
como se eu fosse alguém
Uma estrela brilhante
me olhou
Eu a reconheci
Aviões passavam lentamente
num caminho de regresso
Brilhavam no escuro da noite
luzes a acender e apagar
De quem vem para ficar.
As árvores se dobravam
atentas ao meu suspirar
A água corria a meus pés
deslumbrava e lembrava
o tempo que passava
Aquele lugar de encanto falava
Eu esperava
e tudo me encantava
E sonhava
em tempos sonhados
e nunca vividos
E a noite acabava
e eu abandonava
o lugar encontrado
E tinha de partir
isolada de teus afagos
esquecida do muito
Que desejava
E não te encontrava
E tinha de partir sem ti
E disse Adeus
Ao lugar encontrado
Ao qual
Não voltava!...
Maria Luísa Adães
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sexta-feira, 24 de julho de 2015
EU SINTO
| Internet |
Tu estás no meu sentir
e te desejo ver
te olhar
te beijar
te abraçar
Não sei ser feliz
não sei como encontrar
A felicidade
O palácio de meus sonhos
perdi-o na espera
de um mundo desencantado
Como vou encontrar a minha estrada?
Não tenho de perdoar
tenho de ser perdoada
Meus olhos fixam o silêncio
meus ouvidos não ouvem nada
Invisível abriga o meu desejo
não estou presente
Não respondo ao desejo do ausente
Quem está presente
se apresente e me diga
Eu sou o ausente!
Eu não estou perdida
nem de mim, nem de ti
Mas do mundo eu estou!
Sinto que os amores
não se repetem
Sinto, não ser alegre nem triste
mas insisto
Rompo os elos do tempo
Sou poeta...
Aqui deixo meu corpo!
Maria Luísa Adães
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quinta-feira, 9 de julho de 2015
AMOR II
sábado, 20 de junho de 2015
AMOR
Amo o cântico dos bosques
![]() |
| Internet |
no raiar das manhãs
plenas do silêncio
da ardência da noite.
Gosto do amor
do seu simbolismo
e da realidade humana
de se dar
Gosto de acordar
no lugar que conheço
e onde esqueço
O clamor de multidões profanas
Nem sempre sou igual
ao que me pedem para ser
E como posso ser
se esquecem quem sou.
Mas sei pedir e sei amar!
Vem meu amor
ama-me como tu sabes
E nesse amar me trazes
o esquecimento
de que nada sou...
E espero sempre
numa espera antecipada
sentir a tua volta
à minha volta
Num abraço que não cansa
e desnuda
o sentir de esperança
E se partes
eu não faço parte da partida...
E aí tudo me falta
o tempo
a hora certa
o comum
das pessoas comuns
E resolvo partir contigo
esquecer o tempo
esquecer a gente
esquecer o relógio a contar
E te amar
no primeiro lugar
que se me deparar
E para além do que digo
num tempo esquecido
Continuo a sentir a tua falta!...
Maria Luísa Adães
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Gosto de acordar
no lugar que conheço
e onde esqueço
O clamor de multidões profanas
Nem sempre sou igual
ao que me pedem para ser
E como posso ser
se esquecem quem sou.
Mas sei pedir e sei amar!
Vem meu amor
ama-me como tu sabes
E nesse amar me trazes
o esquecimento
de que nada sou...
E espero sempre
numa espera antecipada
sentir a tua volta
à minha volta
Num abraço que não cansa
e desnuda
o sentir de esperança
E se partes
eu não faço parte da partida...
E aí tudo me falta
o tempo
a hora certa
o comum
das pessoas comuns
E resolvo partir contigo
esquecer o tempo
esquecer a gente
esquecer o relógio a contar
E te amar
no primeiro lugar
que se me deparar
E para além do que digo
num tempo esquecido
Continuo a sentir a tua falta!...
Maria Luísa Adães
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
APENAS ... SENTIR
Ajuda-me
Deixa-me viver assim
E ser como sou
Deixa a ilusão
Sair de ti e de mim
Deixa regressar
E descobrir o caminho
De regresso
Deixa-me sonhar
E continuar a sentir
O teu corpo junto ao meu
Dá-me o muito que te dou
E não entendo como dou
Estás atento?
Sentir sempre
O teu corpo junto ao meu...
É o que mais anseia
Este desejo imenso
De sentir num abraço forte
O teu corpo envolvido
No meu
E te peço mais
Muito mais...
Quero não voltar
A ser poeta como sou
E descansar do mundo
Que me rodeou
E sobreviver
Num canto breve
Nas asas de teu amor
Imponderável
Para sempre!
Maria Luísa Adães
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Deixa-me viver assim
E ser como sou
![]() |
| Internet |
Deixa a ilusão
Sair de ti e de mim
Deixa regressar
E descobrir o caminho
De regresso
Deixa-me sonhar
E continuar a sentir
O teu corpo junto ao meu
Dá-me o muito que te dou
E não entendo como dou
Estás atento?
Sentir sempre
É o que mais anseia
Este desejo imenso
De sentir num abraço forte
O teu corpo envolvido
No meu
E te peço mais
Muito mais...
Quero não voltar
A ser poeta como sou
E descansar do mundo
Que me rodeou
E sobreviver
Num canto breve
Nas asas de teu amor
Imponderável
Para sempre!
Maria Luísa Adães
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
ESQUECER
Tu podes esquecer
Não escrever meu nome
Não olhares meu perfil
Eu não posso esquecer
Dizer o que penso
Mas nenhum mortal
Me pode prender
Não me afundo
No mar revolto a meus pés
Não me deixo afundar
E se o fizer...não sou eu
Eu amo tudo
Este, aquele e o outro
O bom e o belo
E tento esquecer o mal
Olha o espelho!
E agora me vês
Lembras meus beijos
O som de minha vida
Sem um suspiro de dúvida
Ao dar este amor
Pleno e eterno
Lembras ou esqueces?
Se esqueces...
Não temos mais despedidas!
Maria Luísa Adães
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Não escrever meu nome
Não olhares meu perfil
Eu não posso esquecer
Dizer o que penso
Mas nenhum mortal
Me pode prender
Não me afundo
No mar revolto a meus pés
Não me deixo afundar
E se o fizer...não sou eu
Eu amo tudo
Este, aquele e o outro
O bom e o belo
E tento esquecer o mal
Olha o espelho!
E agora me vês
Lembras meus beijos
O som de minha vida
Sem um suspiro de dúvida
Ao dar este amor
Pleno e eterno
Lembras ou esqueces?
Se esqueces...
Não temos mais despedidas!
Maria Luísa Adães
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
Perdoa...Se Possível
![]() |
| Maria Lais Fett/ Rio grande do Sul/Brasil |
Perto de ti
Está o sol do Oriente
Aquele sol diferente...
E o fumo
Subindo das montanhas
Tapando o horizonte
Esconde a beleza
Amedronta o amor
Espesso e cruel
Tapa o horizonte!
Não te vejo
Meu irmão
Não sei de ti...
Das brumas e das cinzas
De corpos queimados
Profanados
De tua família desfeita
De teus filhos perdidos
Pouco resta...
Não posso aceitar
A indiferença
Não quero terminar este poema
Não quero!...
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 24 de março de 2015
SILÊNCIO
Estou tão perto do silêncio
Que me confundo com ele
Esbocei o arquétipo
distorcido
perdido
alterado
Pelos espelhos prateados
partidos, gravados
num tempo simulado
Olhei e me perdi
Nesse olhar
Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar
Mas me cansei
do rumor do amor
da voz que sonhei
Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar
Com aquele olhar insensato
do amor que te dei
Espera por mim um dia
mas devagar sem devaneios constantes
De amores impossíveis
Desmedidos
Absurdos
Irreais
Meus olhos fixam o universo
meu coração pára no deserto
de antigos esplendores
E as nuvens
Falam de saudades!
Maria Luísa Adães
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Que me confundo com ele
Esbocei o arquétipo
distorcido
perdido
alterado
Pelos espelhos prateados
partidos, gravados
num tempo simulado
Olhei e me perdi
Nesse olhar
Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar
Mas me cansei
do rumor do amor
da voz que sonhei
Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar
Com aquele olhar insensato
do amor que te dei
Espera por mim um dia
mas devagar sem devaneios constantes
De amores impossíveis
Desmedidos
Absurdos
Irreais
Meus olhos fixam o universo
meu coração pára no deserto
de antigos esplendores
E as nuvens
Falam de saudades!
Maria Luísa Adães
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segunda-feira, 9 de março de 2015
IMAGINAÇÃO
É tudo imaginação
Ou é tudo memória?
Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória
Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...
É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas
Perdidas
E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender
Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir
E mais tarde...
O traduzir
Nos meus versos
As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega
Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer
E depois...
Apenas tu existes!
E pergunto
Quem és tu?
Não há resposta!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil |
Ou é tudo memória?
Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória
Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...
É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas
Perdidas
E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender
Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir
E mais tarde...
O traduzir
Nos meus versos
As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega
Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer
E depois...
Apenas tu existes!
E pergunto
Quem és tu?
Não há resposta!...
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
TENHO de PARTIR!
Quero ficar
E não o quero deixar
Mas tenho de partir!
Estava tão certa de mim
No amor por ti
Mas sou deceção
Não deixo de ser ilusão
Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco
Pensando em ti
E vou calar minha voz
Quando devia gritar
Implorar
Tende pena de mim
Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços
E não me deixem voar
Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade
Te vou deixar
Para outro lugar
Longe de ti
Tenho de partir!
Não sei quando volto
Não sei se volto
Não torno a prometer
Um futuro para mim
Ou para ti
E não quero
Que dizer Adeus
Seja o meu destino...
Não quero!
Paradoxal, eu sei,
Mas ainda me resta
A ansiosa busca
Pelo que é perfeito
De que estou tão longe!...
Maria Luísa Adães
Dedico aos que amo!
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E não o quero deixar
Mas tenho de partir!
No amor por ti
Mas sou deceção
Não deixo de ser ilusão
Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco
E vou calar minha voz
Quando devia gritar
Implorar
Tende pena de mim
Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços
E não me deixem voar
Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade
Te vou deixar
Para outro lugar
Longe de ti
Tenho de partir!
Não sei quando volto
Não sei se volto
Não torno a prometer
Um futuro para mim
Ou para ti
E não quero
Que dizer Adeus
Seja o meu destino...
Não quero!
Paradoxal, eu sei,
Mas ainda me resta
A ansiosa busca
Pelo que é perfeito
De que estou tão longe!...
Maria Luísa Adães
Dedico aos que amo!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
VEM!...
Vem
E mostra-me um jardim
Que esteja a florescer
Como se sentisse
Que acabava de nascer
Mostra-me a partitura
Incompleta por mim
No ensaio constante
De indecisões
Quando toco.
Pedaços de luz
Se espalham
E fogem de mim...
Chego a corações sedentos de luz
E a outros que não vêm a luz
Transformados em migalhas
Suspensos e inertes
Como lágrimas
Que não querem cair...
A morte e a música
São inexplicáveis
Mostra-me o mar cálido e dormente
Como eu o conheci...
E eu sinta o esplendor
De voltar a viver!
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Internet |
E mostra-me um jardim
Que esteja a florescer
Como se sentisse
Que acabava de nascer
Mostra-me a partitura
Incompleta por mim
No ensaio constante
De indecisões
Quando toco.
Pedaços de luz
Se espalham
E fogem de mim...
Chego a corações sedentos de luz
E a outros que não vêm a luz
Transformados em migalhas
Suspensos e inertes
Como lágrimas
Que não querem cair...
A morte e a música
São inexplicáveis
Mostra-me o mar cálido e dormente
Como eu o conheci...
E eu sinta o esplendor
De voltar a viver!
Maria Luísa Adães
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domingo, 25 de janeiro de 2015
TERRA VERMELHA
Admirada me voltei
![]() |
| Internet |
Vi terra vermelha
Olhos verdes me olhavam
Escondidos de mim
E as máscaras cantavam
Num mundo que chorava
Só elas dominavam
Sem medos de nada
As máscaras alegres do Carnaval
Batiam à porta e entravam
Olhei este mundo
Onde tudo me fascinava
E vislumbrei e amei
As cores e a fantasia
A pirâmide invertida
Mostrava os mistérios da vida
E eu esperava alguém
Que me enfeitiçava
Sem saber que o fazia
Cansada adormeci
As máscaras vibravam de alegria
Encantavam
E eu parti com a lembrança de ti...
O meu mundo
Me esperava!...
Maria Luísa Adães
Visualizações : 175
AUSCHWITZ
70 Anos/ Libertação
Permanece como advertência
E responsabilidade
A não esquecer!...
Maria Luísa
27/1/2015
Visualizações : 175
AUSCHWITZ
70 Anos/ Libertação
Permanece como advertência
E responsabilidade
A não esquecer!...
Maria Luísa
27/1/2015
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Amo!...
Amo o cântico dos bosques
No raiar das manhãs
![]() |
| InteNo raiar das manhãs |
Plenas do silêncio
Da ardência da noite
Gosto do amor
De seu simbolismo
E da realidade humana
De se dar
Nem sempre sou igual
Ao que me pedem
Para eu ser
Tu sabes quem sou...
E esperas
Numa espera antecipada
O sentir de esperança
Mas se nem sei quem sou
Como podes tu saber?
Tu sabes que não podes
E nada tens a dizer
Que triste meu amor
Tu não me conheceres
Vamos ser infelizes
Até final de nossos dias...
Mas que fazer
Se o mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo
E não o podem fazer?
Tanta indiferença a meu lado
Tanto dizer por dizer
Vem uma vez
E outra vez
E mais outra
E ama-me
Como da primeira vez!
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta
Numa saudade
Fora do meu tempo
Fora do teu tempo
Fora do teu estar
Fora do nosso amor
Fora do nosso medo de cantar
E espero
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança
Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta,
Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida
Tu vais,
Eu não posso ir contigo
Falta-me tudo...
O tempo
A hora certa
Que interessam as palavras
Neste instante
Não importa
Não conta
Nada conta
Só tu contas
É pouco o tempo
Que nos resta
O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando...
As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir
Mas tens de partir...
E eu vou ficar
Só me resta aceitar!...
Maria Luísa Adães
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| Internet |
E eu sinto a tua falta
Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta
Numa saudade
Fora do meu tempo
Fora do teu tempo
Fora do teu estar
Fora do nosso amor
Fora do nosso medo de cantar
E espero
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança
Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta,
Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida
Tu vais,
Eu não posso ir contigo
Falta-me tudo...
O tempo
A hora certa
Que interessam as palavras
Neste instante
Não importa
Não conta
Nada conta
Só tu contas
É pouco o tempo
Que nos resta
O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando...
As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir
Mas tens de partir...
E eu vou ficar
Só me resta aceitar!...
Maria Luísa Adães
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
PARIS
Tento falar de Amor
Maria Luísa
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| Internet! Homenagem! |
tento deixar alegria
e coisas lindas escrevo...
Mas o mundo neste momento,
está nas mãos diabólicas
de quem mata e mente
Paris
um Jornal Satírico
Símbolo da Liberdade
sofreu ataque
de quem desconhecemos
E matou doze pessoas
e feriu, não sei quantas...
para vingar "o profeta"
Qual profeta?
Paris está em alerta máximo
o mundo, como eu, está triste
Profundamente triste...
Tudo quanto escrevo
é ilusão perfeita, mas minha
...mas não dou felicidade nem amor
E o mundo vai morrendo
Por aqui e por ali
e as pessoas mortas, feridas
São tratadas como seres inúteis
Como folhas de papel ao vento...
Não há quem nos liberte
E o Mal comanda o mundo!
E eu que escrevo?
Poemas, prosas que cheiram a rosas
tão minhas...
mas inexistentes!
Quem são eles
E quem sou eu?
Visualizações: 100
Maria Luísa
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
OUTRO LUGAR
Aromas, sons e cores
Mar, serra, árvores
E eu...
A música do entardecer
Na beleza já nascida
A solidão a esquecer
A luz do esquecimento
Próximo da partida
As mensagens ocultas, perdidas
Os meus sonhos lembrados
Ocupando uma vida
E a procura de ti...
Ninguém me ouve
E eu sinto a falta desse ouvir
Não sei
Apenas o mistério predomina
Nos últimos instantes
Ousadamente me dispo
Me olho ao espelho
E te vejo dentro do espelho...
Tu existes para meu deleite
Ou és apenas parte do sonho?
Assim somos nós
E por vezes não somos
Somos todos os outros!...
Maria Luísa Adães
Visualizações : 76
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| Internet! |
Mar, serra, árvores
E eu...
A música do entardecer
Na beleza já nascida
A solidão a esquecer
A luz do esquecimento
Próximo da partida
As mensagens ocultas, perdidas
Os meus sonhos lembrados
Ocupando uma vida
E a procura de ti...
Ninguém me ouve
E eu sinto a falta desse ouvir
Não sei
Apenas o mistério predomina
Nos últimos instantes
Ousadamente me dispo
Me olho ao espelho
E te vejo dentro do espelho...
Tu existes para meu deleite
Ou és apenas parte do sonho?
Assim somos nós
E por vezes não somos
Somos todos os outros!...
Maria Luísa Adães
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