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Eu não estou serena
E temo esse tempo
Sei que o canto é tudo
As lágrimas são nada
Eu sou sombra transformada
Sonho, tantas vezes sonho
E antecipo minha visão
Nesses sonhos
A palavra é sempre
Um elemento de jogo ancestral
Clara, louca e perfeita
Com a palavra o poeta
Joga, brinca, chora, ama
Se deslumbra ou se mata
A vida se tornou num jogo
Indecifrável
Os meninos carregam às costas
Todo o mal do mundo
O último amor perdido
Os homens tocam a terra
Como deusa de desengano
Apenas no pano verde
E nas luzes cintilantes
Há um vislumbre de alegria
E o homem sonâmbulo
Diz de quando em quando
Façam o jogo, meus Senhores!...
Maria Luísa Adães
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12/Setembro/2014

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