Estou tão perto do silêncio
Que me confundo com ele
Esbocei o arquétipo
distorcido
perdido
alterado
Pelos espelhos prateados
partidos, gravados
num tempo simulado
Olhei e me perdi
Nesse olhar
Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar
Mas me cansei
do rumor do amor
da voz que sonhei
Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar
Com aquele olhar insensato
do amor que te dei
Espera por mim um dia
mas devagar sem devaneios constantes
De amores impossíveis
Desmedidos
Absurdos
Irreais
Meus olhos fixam o universo
meu coração pára no deserto
de antigos esplendores
E as nuvens
Falam de saudades!
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 24 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
IMAGINAÇÃO
É tudo imaginação
Ou é tudo memória?
Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória
Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...
É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas
Perdidas
E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender
Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir
E mais tarde...
O traduzir
Nos meus versos
As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega
Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer
E depois...
Apenas tu existes!
E pergunto
Quem és tu?
Não há resposta!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Maria Lais Fett/ Rio Grande do Sul/Brasil |
Ou é tudo memória?
Não, não é,
Nem imaginação
Nem memória
Não aceitas o cantar
Não aceitas o amor
De quem os canta
Não aceitas!...
É o viver
De coisas esquecidas
Adoradas
Amadas
Perdidas
E tu não aceitas
Eu nada dizer
E fazer do silêncio
Um escudo de entender
Eu apenas quero
Chegar ao teu lugar
Te abraçar, te amar
E calar o meu sentir
E mais tarde...
O traduzir
Nos meus versos
As palavras tímidas
De quem gosta do amor
Da entrega a esse amor
E do silêncio protetor
Dessa mesma entrega
Esse amor
Veio para servir
Morrer e esquecer
E depois...
Apenas tu existes!
E pergunto
Quem és tu?
Não há resposta!...
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
TENHO de PARTIR!
Quero ficar
E não o quero deixar
Mas tenho de partir!
Estava tão certa de mim
No amor por ti
Mas sou deceção
Não deixo de ser ilusão
Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco
Pensando em ti
E vou calar minha voz
Quando devia gritar
Implorar
Tende pena de mim
Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços
E não me deixem voar
Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade
Te vou deixar
Para outro lugar
Longe de ti
Tenho de partir!
Não sei quando volto
Não sei se volto
Não torno a prometer
Um futuro para mim
Ou para ti
E não quero
Que dizer Adeus
Seja o meu destino...
Não quero!
Paradoxal, eu sei,
Mas ainda me resta
A ansiosa busca
Pelo que é perfeito
De que estou tão longe!...
Maria Luísa Adães
Dedico aos que amo!
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E não o quero deixar
Mas tenho de partir!
No amor por ti
Mas sou deceção
Não deixo de ser ilusão
Não sei como o vou fazer
Sem morrer um pouco
E vou calar minha voz
Quando devia gritar
Implorar
Tende pena de mim
Venham ao meu lugar
Agarrem meus braços
E não me deixem voar
Metade de mim - é partida
Metade de mim - é saudade
Te vou deixar
Para outro lugar
Longe de ti
Tenho de partir!
Não sei quando volto
Não sei se volto
Não torno a prometer
Um futuro para mim
Ou para ti
E não quero
Que dizer Adeus
Seja o meu destino...
Não quero!
Paradoxal, eu sei,
Mas ainda me resta
A ansiosa busca
Pelo que é perfeito
De que estou tão longe!...
Maria Luísa Adães
Dedico aos que amo!
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
VEM!...
Vem
E mostra-me um jardim
Que esteja a florescer
Como se sentisse
Que acabava de nascer
Mostra-me a partitura
Incompleta por mim
No ensaio constante
De indecisões
Quando toco.
Pedaços de luz
Se espalham
E fogem de mim...
Chego a corações sedentos de luz
E a outros que não vêm a luz
Transformados em migalhas
Suspensos e inertes
Como lágrimas
Que não querem cair...
A morte e a música
São inexplicáveis
Mostra-me o mar cálido e dormente
Como eu o conheci...
E eu sinta o esplendor
De voltar a viver!
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Internet |
E mostra-me um jardim
Que esteja a florescer
Como se sentisse
Que acabava de nascer
Mostra-me a partitura
Incompleta por mim
No ensaio constante
De indecisões
Quando toco.
Pedaços de luz
Se espalham
E fogem de mim...
Chego a corações sedentos de luz
E a outros que não vêm a luz
Transformados em migalhas
Suspensos e inertes
Como lágrimas
Que não querem cair...
A morte e a música
São inexplicáveis
Mostra-me o mar cálido e dormente
Como eu o conheci...
E eu sinta o esplendor
De voltar a viver!
Maria Luísa Adães
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domingo, 25 de janeiro de 2015
TERRA VERMELHA
Admirada me voltei
![]() |
| Internet |
Vi terra vermelha
Olhos verdes me olhavam
Escondidos de mim
E as máscaras cantavam
Num mundo que chorava
Só elas dominavam
Sem medos de nada
As máscaras alegres do Carnaval
Batiam à porta e entravam
Olhei este mundo
Onde tudo me fascinava
E vislumbrei e amei
As cores e a fantasia
A pirâmide invertida
Mostrava os mistérios da vida
E eu esperava alguém
Que me enfeitiçava
Sem saber que o fazia
Cansada adormeci
As máscaras vibravam de alegria
Encantavam
E eu parti com a lembrança de ti...
O meu mundo
Me esperava!...
Maria Luísa Adães
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AUSCHWITZ
70 Anos/ Libertação
Permanece como advertência
E responsabilidade
A não esquecer!...
Maria Luísa
27/1/2015
Visualizações : 175
AUSCHWITZ
70 Anos/ Libertação
Permanece como advertência
E responsabilidade
A não esquecer!...
Maria Luísa
27/1/2015
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Amo!...
Amo o cântico dos bosques
No raiar das manhãs
![]() |
| InteNo raiar das manhãs |
Plenas do silêncio
Da ardência da noite
Gosto do amor
De seu simbolismo
E da realidade humana
De se dar
Nem sempre sou igual
Ao que me pedem
Para eu ser
Tu sabes quem sou...
E esperas
Numa espera antecipada
O sentir de esperança
Mas se nem sei quem sou
Como podes tu saber?
Tu sabes que não podes
E nada tens a dizer
Que triste meu amor
Tu não me conheceres
Vamos ser infelizes
Até final de nossos dias...
Mas que fazer
Se o mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo
E não o podem fazer?
Tanta indiferença a meu lado
Tanto dizer por dizer
Vem uma vez
E outra vez
E mais outra
E ama-me
Como da primeira vez!
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta
Numa saudade
Fora do meu tempo
Fora do teu tempo
Fora do teu estar
Fora do nosso amor
Fora do nosso medo de cantar
E espero
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança
Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta,
Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida
Tu vais,
Eu não posso ir contigo
Falta-me tudo...
O tempo
A hora certa
Que interessam as palavras
Neste instante
Não importa
Não conta
Nada conta
Só tu contas
É pouco o tempo
Que nos resta
O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando...
As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir
Mas tens de partir...
E eu vou ficar
Só me resta aceitar!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Internet |
E eu sinto a tua falta
Tão pouco tempo falta
Talvez não dê para contar
E eu sinto a tua falta
Numa saudade
Fora do meu tempo
Fora do teu tempo
Fora do teu estar
Fora do nosso amor
Fora do nosso medo de cantar
E espero
Numa espera antecipada
Sentir a tua volta
À minha volta
Num abraço que não cansa
E desnuda
O sentir de esperança
Ainda não partiste
E eu sinto a tua falta
Ainda estás comigo
E eu sinto a tua falta
E comigo continuas
E eu sinto a tua falta,
Mas de repente partes
E eu não faço parte
Dessa partida
Tu vais,
Eu não posso ir contigo
Falta-me tudo...
O tempo
A hora certa
Que interessam as palavras
Neste instante
Não importa
Não conta
Nada conta
Só tu contas
É pouco o tempo
Que nos resta
O avião desce brando
E vai subir num instante
E eu fico olhando...
As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir
Mas tens de partir...
E eu vou ficar
Só me resta aceitar!...
Maria Luísa Adães
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
PARIS
Tento falar de Amor
Maria Luísa
![]() |
| Internet! Homenagem! |
tento deixar alegria
e coisas lindas escrevo...
Mas o mundo neste momento,
está nas mãos diabólicas
de quem mata e mente
Paris
um Jornal Satírico
Símbolo da Liberdade
sofreu ataque
de quem desconhecemos
E matou doze pessoas
e feriu, não sei quantas...
para vingar "o profeta"
Qual profeta?
Paris está em alerta máximo
o mundo, como eu, está triste
Profundamente triste...
Tudo quanto escrevo
é ilusão perfeita, mas minha
...mas não dou felicidade nem amor
E o mundo vai morrendo
Por aqui e por ali
e as pessoas mortas, feridas
São tratadas como seres inúteis
Como folhas de papel ao vento...
Não há quem nos liberte
E o Mal comanda o mundo!
E eu que escrevo?
Poemas, prosas que cheiram a rosas
tão minhas...
mas inexistentes!
Quem são eles
E quem sou eu?
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Maria Luísa
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
OUTRO LUGAR
Aromas, sons e cores
Mar, serra, árvores
E eu...
A música do entardecer
Na beleza já nascida
A solidão a esquecer
A luz do esquecimento
Próximo da partida
As mensagens ocultas, perdidas
Os meus sonhos lembrados
Ocupando uma vida
E a procura de ti...
Ninguém me ouve
E eu sinto a falta desse ouvir
Não sei
Apenas o mistério predomina
Nos últimos instantes
Ousadamente me dispo
Me olho ao espelho
E te vejo dentro do espelho...
Tu existes para meu deleite
Ou és apenas parte do sonho?
Assim somos nós
E por vezes não somos
Somos todos os outros!...
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Internet! |
Mar, serra, árvores
E eu...
A música do entardecer
Na beleza já nascida
A solidão a esquecer
A luz do esquecimento
Próximo da partida
As mensagens ocultas, perdidas
Os meus sonhos lembrados
Ocupando uma vida
E a procura de ti...
Ninguém me ouve
E eu sinto a falta desse ouvir
Não sei
Apenas o mistério predomina
Nos últimos instantes
Ousadamente me dispo
Me olho ao espelho
E te vejo dentro do espelho...
Tu existes para meu deleite
Ou és apenas parte do sonho?
Assim somos nós
E por vezes não somos
Somos todos os outros!...
Maria Luísa Adães
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Nada a dizer..Talvez seja Poeta!...
Talvez seja poeta...
E aguarde a realização de um sonho
complexo para contar
e impossível de dizer
para entender
A natureza mudou
o planeta se desviou
de seu rumo
e se perdeu...
E não se encontrou
Ainda se não encontrou...
E eu vou continuar a aguardar
na Esperança
de O Reencontrar
Que tempo me resta
e onde vou procurar
o relógio a contar...
Me ajudem
A esperar!
Maria Luísa
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E aguarde a realização de um sonho
complexo para contar
e impossível de dizer
para entender
A natureza mudou
o planeta se desviou
de seu rumo
e se perdeu...
E não se encontrou
Ainda se não encontrou...
E eu vou continuar a aguardar
na Esperança
de O Reencontrar
Que tempo me resta
e onde vou procurar
o relógio a contar...
Me ajudem
A esperar!
Maria Luísa
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Ó GENTE..
Ó gente das marés
Ó gente do mar
Ó gente da terra
Ó gente a quem amei
E a quem deixei de amar
Olho e os vejo
Quietos e pálidos
Assombrados
Mistificados e perdidos
Sem terra
Sem estrelas
Olhos fechados
Sem abrigo!
É NATAL!
Dizem ser Natal
Num mundo perdido
Onde predomina o mal
Possa a eterna juventude deste Planeta
Voltar a florescer
E das cinzas das crueldades praticadas
Possa reviver aquela Terra que nos deste
E Te pertence e nos pertence
Por Tua Vontade
E eu possa dizer com Alegria e Amor
É Natal
Voltou a ser NATAL!
Maria Luísa Adães
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![]() |
| Internet |
Ó gente do mar
Ó gente da terra
Ó gente a quem amei
E a quem deixei de amar
Olho e os vejo
Quietos e pálidos
Assombrados
Mistificados e perdidos
Sem terra
Sem estrelas
Olhos fechados
Sem abrigo!
É NATAL!
Dizem ser Natal
Num mundo perdido
Onde predomina o mal
Possa a eterna juventude deste Planeta
Voltar a florescer
E das cinzas das crueldades praticadas
Possa reviver aquela Terra que nos deste
E Te pertence e nos pertence
Por Tua Vontade
E eu possa dizer com Alegria e Amor
É Natal
Maria Luísa Adães
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terça-feira, 25 de novembro de 2014
REFLEXO
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
ALGUÈM
O dia terminava...
Alguém bateu à minha porta
Alguém se lembrou de mim
Alguém me chamou
Alguém a quem conheci
Alguém a quem amei
Alguém a quem perdi
Veio até mim
Daquele tempo
Do qual eu não escrevi
E o dia acabava
Tão perto e longe
De mim
Converto-me em ti
No jardim abandonado
Por mim!...
Maria luísa Adães
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19 de Novembro de 2014
![]() |
| Internet |
Alguém bateu à minha porta
Alguém se lembrou de mim
Alguém me chamou
Alguém a quem conheci
Alguém a quem amei
Alguém a quem perdi
Veio até mim
Daquele tempo
Do qual eu não escrevi
E o dia acabava
Tão perto e longe
De mim
Converto-me em ti
No jardim abandonado
Por mim!...
Maria luísa Adães
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19 de Novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
SUPLICANTE
Vem até mim
Despido de preconceitos
Fala comigo
Entende-me e suplica
O amor pode ser dado
De várias formas
E pode ser sentido
De várias maneiras
Te conheci e te amei
E nada sabia de ti
Ignorei a frieza
Depois de eu partir
E venho suplicante
Pedir para que voltes
Neste instante
Apenas neste instante!...
Maria Luísa Adães
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8 de Novembro de 2014
Despido de preconceitos
Fala comigo
![]() |
| Internet/ Salvador Dalí |
Entende-me e suplica
O amor pode ser dado
De várias formas
E pode ser sentido
De várias maneiras
Te conheci e te amei
E nada sabia de ti
Ignorei a frieza
Depois de eu partir
E venho suplicante
Pedir para que voltes
Neste instante
Apenas neste instante!...
Maria Luísa Adães
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8 de Novembro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
E DISSE ADEUS...
Afastei-me dos lugares que amei
![]() |
| internet/ Salvador Dalí |
E disse adeus...
Aromas, sons, cores
Mares, caminhos, família
E amigos
Que nunca encontrei
E acabei por amar outras terras
E outros lugares
Troquei minha vida por ti
E disse adeus ao outro adeus
E meu viver
Se tornou num adeus
Não há dúvidas que morri
Há tantas formas de morrer...
E comecei a gostar da solidão
E comecei a gostar de minha sombra
E comecei a gostar de outras sombras
Mas em cada caminho me acorrentei
E ao teu amor me entreguei
E enquanto te amei
Tudo esqueci!
Sensual e mística
Caminhei voluptuosa
De forma sinuosa
Nas asas do teu vento
Gostei do teu abrigo
Da música ao entardecer
Da tua boca única
E tu sabes beijar...
E fico com o adeus
Sempre presente
A recordar o outro adeus!
Maria Luísa Adães
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20 Outubro de 2014
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20 Outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Desconhecido
Meu espírito sentiu a mudança
Meus ouvidos ouviram à distância
Meus olhos viram
E te seguiram no grito que subia
Até avistar a casa
Na praia longa e sombria
Entraste e esperaste por mim
Eu me despi antes de chegar a ti
Tu olhaste fundo
Num fundo atrás de mim
E à frente de ti
Quem vinha comigo
Eu não conhecia
Mas tu sabias...
Vinha do mar à nossa volta
Vagueando por entre ondas altas
E nos ia levar
Tu sabias
Eu não sabia
Tu sofrias
Eu não entendia...
Eu estava despida
Junto a ti
Desamparada na areia fria
Percebi
A amargura da partida
Chorei esquecida do que tinha vivido
Num tempo quente de amor
E entrei contigo, numa outra vida!
Maria Luísa Adães
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15-10-2014
![]() |
| Internet |
Meus ouvidos ouviram à distância
Meus olhos viram
E te seguiram no grito que subia
Até avistar a casa
Na praia longa e sombria
Entraste e esperaste por mim
Eu me despi antes de chegar a ti
Tu olhaste fundo
Num fundo atrás de mim
E à frente de ti
Quem vinha comigo
Eu não conhecia
Mas tu sabias...
Vinha do mar à nossa volta
Vagueando por entre ondas altas
E nos ia levar
Tu sabias
Eu não sabia
Tu sofrias
Eu não entendia...
Eu estava despida
Junto a ti
Desamparada na areia fria
Percebi
A amargura da partida
Chorei esquecida do que tinha vivido
Num tempo quente de amor
E entrei contigo, numa outra vida!
Maria Luísa Adães
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15-10-2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Espelho III
Chegou o tempo
Tenho de acreditar
Dourados são os mares
Que vejo ao longe
E as flores
O crepúsculo no tom opala
De nuvens a passar
Chamei o espelho
Sentado sem temor
E lhe disse, vem!
E ele veio
E continuou a dizer
"Tu não és nada"
Eu aceitei
O olhei
Refleti nesse dizer
Compreendi...
Ele diz a verdade
Ele se parte e morre
Eu morro
Temos o mesmo destino
Somos iguais!...
Maria Luísa Adães
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7 Outubro 2014
![]() |
| Maria Lais Fett/ Brasil |
Tenho de acreditar
Dourados são os mares
Que vejo ao longe
E as flores
O crepúsculo no tom opala
De nuvens a passar
Chamei o espelho
Sentado sem temor
E lhe disse, vem!
E ele veio
E continuou a dizer
"Tu não és nada"
Eu aceitei
O olhei
Refleti nesse dizer
Compreendi...
Ele diz a verdade
Ele se parte e morre
Eu morro
Temos o mesmo destino
Somos iguais!...
Maria Luísa Adães
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7 Outubro 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
ESPELHOS II
Deixei de olhar espelhos
![]() |
| Internet |
Deixei de ouvir suas palavras
Magoadas, altivas, especiais
Fugi dos espelhos
Tirei de paredes e outros lugares
Todos os espelhos
E não fiquei indiferente
Como gostaria de ficar!
Me isolei em local
Onde se espelhava o mar
Olhei e me vi refletida
Nesse mar...
Mais um espelho que encontrei
Porquê?
Será que o mundo
É feito de espelhos
Disfarçados, profanados
Na procura de lugar
Onde ficar
E depois nos vai escorraçar?
E me lembrei
Do espelho que olhei
E com ele conversei
E me disse
"Tu não és Nada"!
E ele é quem?...
Maria Luísa Adães
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30 Setembro, 2014
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30 Setembro, 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
ESPELHO
Abri a janela
E ela se coloriu
De vermelho e amarelo
Uma luz perturbada
Ruídos e nuvens acabadas
Nada mudou
Dos sonhos de antigamente
Dormia em floresta cansada
Isolada da luz do sol
Fechada à súplica de quem amava
Olhei o espelho do salão
Contei o que vi na janela
E ele me respondeu
Com sinceridade nunca usada
"Tu não és nada"
Maria Luísa Adães
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24/ Setº. 2014
Como uma Saga (espelho de feitiço)
eu vou continuar a falar
por mim e por ele e talvez...
me torne Amiga dele!
![]() |
| Internet |
E ela se coloriu
De vermelho e amarelo
Uma luz perturbada
Ruídos e nuvens acabadas
Nada mudou
Dos sonhos de antigamente
Dormia em floresta cansada
Isolada da luz do sol
Fechada à súplica de quem amava
Olhei o espelho do salão
Contei o que vi na janela
E ele me respondeu
Com sinceridade nunca usada
"Tu não és nada"
Maria Luísa Adães
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24/ Setº. 2014
Como uma Saga (espelho de feitiço)
eu vou continuar a falar
por mim e por ele e talvez...
me torne Amiga dele!
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
E SONHO
Frente à passagem do tempo
Eu não estou serena
E temo esse tempo
Sei que o canto é tudo
As lágrimas são nada
Eu sou sombra transformada
Sonho, tantas vezes sonho
E antecipo minha visão
Nesses sonhos
A palavra é sempre
Um elemento de jogo ancestral
Clara, louca e perfeita
Com a palavra o poeta
Joga, brinca, chora, ama
Se deslumbra ou se mata
A vida se tornou num jogo
Indecifrável
Os meninos carregam às costas
Todo o mal do mundo
O último amor perdido
Os homens tocam a terra
Como deusa de desengano
Apenas no pano verde
E nas luzes cintilantes
Há um vislumbre de alegria
E o homem sonâmbulo
Diz de quando em quando
Façam o jogo, meus Senhores!...
Maria Luísa Adães
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12/Setembro/2014
![]() |
| Internet |
Eu não estou serena
E temo esse tempo
Sei que o canto é tudo
As lágrimas são nada
Eu sou sombra transformada
Sonho, tantas vezes sonho
E antecipo minha visão
Nesses sonhos
A palavra é sempre
Um elemento de jogo ancestral
Clara, louca e perfeita
Com a palavra o poeta
Joga, brinca, chora, ama
Se deslumbra ou se mata
A vida se tornou num jogo
Indecifrável
Os meninos carregam às costas
Todo o mal do mundo
O último amor perdido
Os homens tocam a terra
Como deusa de desengano
Apenas no pano verde
E nas luzes cintilantes
Há um vislumbre de alegria
E o homem sonâmbulo
Diz de quando em quando
Façam o jogo, meus Senhores!...
Maria Luísa Adães
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12/Setembro/2014
terça-feira, 2 de setembro de 2014
ILUSÃO
Te encontrei um dia
Me encantei por ti
Por tudo o que não dizias
E no tempo a passar
Eu fui a ilusão
Que tu não pressentias
Talvez fosse um contraste
Mal entendido
Um tempo gravado
No próprio tempo
Espero pela alvorada
Espero que o longe fique azul
E troco minha existência
Atravesso o Oceano
Infrinjo todas as regras
Canto todos os cantos
Sem saber cantar
Entro no palco das nuvens
Represento a minha vida
E volto de novo sem voltar
Mas fui a Ilusão
Que nunca esperaste
Encontrar!
Aquela
Que nunca soubeste amar
A que canta sem saber cantar
E nos afastamos sem dizer
E não voltamos sem saber
Quanta ilusão se escreveu
Mas se eu voltei
Foi por nunca ter partido!...
Maria Luísa Adães
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2 /Setembro de 2014
![]() |
| Internet |
Me encantei por ti
Por tudo o que não dizias
E no tempo a passar
Eu fui a ilusão
Que tu não pressentias
Talvez fosse um contraste
Mal entendido
Um tempo gravado
No próprio tempo
Espero pela alvorada
Espero que o longe fique azul
E troco minha existência
Atravesso o Oceano
Infrinjo todas as regras
Canto todos os cantos
Sem saber cantar
Entro no palco das nuvens
Represento a minha vida
E volto de novo sem voltar
Mas fui a Ilusão
Que nunca esperaste
Encontrar!
Aquela
Que nunca soubeste amar
A que canta sem saber cantar
E nos afastamos sem dizer
E não voltamos sem saber
Quanta ilusão se escreveu
Mas se eu voltei
Foi por nunca ter partido!...
Maria Luísa Adães
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2 /Setembro de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
NINGUÉM
Como um golfinho
Que pertence ao mar e à terra
Eu escuto teu canto de amor.
Sei,
Não te vou encontrar
Mas se alguém passa
Pergunto por ti.
Perdi amigos e família
E os encontrei
Na elegia do mar
Os saudei,
Mas eles se afastaram
Em passo apressado
O silêncio invadiu o ar
Olhei o mar
E fiquei em sua companhia
Olhei e tentei
Reconhecer meu rumo
E alguém a quem saudar
Mando-te um som de vida
Solitário, arrependido, exilado
E descubro fui eu que mudei!
Eu não pertenço a ninguém
De ninguém eu fujo,
Mas mudei
Fui eu que mudei!
Aqui fica a minha voz de amor
Quem me escutou
Quem se encantou
Quem me procurou
Ninguém!...
Maria Luísa Adães
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Agosto de 2014
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| Internet |
Que pertence ao mar e à terra
Eu escuto teu canto de amor.
Sei,
Não te vou encontrar
Mas se alguém passa
Pergunto por ti.
Perdi amigos e família
E os encontrei
Na elegia do mar
Os saudei,
Mas eles se afastaram
Em passo apressado
O silêncio invadiu o ar
Olhei o mar
E fiquei em sua companhia
Olhei e tentei
Reconhecer meu rumo
E alguém a quem saudar
Mando-te um som de vida
Solitário, arrependido, exilado
E descubro fui eu que mudei!
Eu não pertenço a ninguém
De ninguém eu fujo,
Mas mudei
Fui eu que mudei!
Aqui fica a minha voz de amor
Quem me escutou
Quem se encantou
Quem me procurou
Ninguém!...
Maria Luísa Adães
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Agosto de 2014
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
EU
Uma flor que nasce livre
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| Internet |
E o amor que deixei
A cidade corrida que não dorme
E nunca está cansada
Qual o meu nome
E disso não me lembrei
Apenas olhei
Distante e vaga
E disso não me lembrei
Apenas olhei
Distante e vaga
Parei a uma porta aberta
Entrei e tudo quanto vi
Não era meu
Saí submersa no meu outro Eu
E aí, deixei de ser Eu!
Será que senti
Será que ouvi
Será que vi
Será que amei?
Me voltei e te abracei
Te beijei e amei
Mas não te reconheci
E serias alguém
E serias alguém
Nesse instante breve
Tão cheio de tudo?
Quem era Eu
E a outra que fui Eu
E a que escreveu
E a que te amou
Alguma vez existiu?
Não sei!
Maria luísa Adães
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sexta-feira, 1 de agosto de 2014
DE LONGE
Venho de longe
De países distantes
Acompanho o mundo
E longe de tudo
De olhar atento
Eu vejo um deserto de dor!
O mundo à superfície
Se espreguiçou indiferente
E matou...
A loucura se acendeu
Em mil fogueiras
Se transformou
A natureza é bela
A beleza é cruel
Apenas o pranto
E a bruma
Enluta os ares
Não há lugares
Apenas quimeras
Vidas ceifadas
Almas perdidas
E destroços de miséria.
E meus braços se abrem
Minhas pálpebras
Se cobrem de cinzas
Apenas tenho
Minha voz
E minhas palavras
E mais nada!...
Maria Luísa Adães
Visualizações : 171
4 de Agosto, 2014
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| Internet |
De países distantes
Acompanho o mundo
E longe de tudo
De olhar atento
Eu vejo um deserto de dor!
O mundo à superfície
Se espreguiçou indiferente
E matou...
A loucura se acendeu
Em mil fogueiras
Se transformou
A natureza é bela
A beleza é cruel
Apenas o pranto
E a bruma
Enluta os ares
Não há lugares
Apenas quimeras
Vidas ceifadas
Almas perdidas
E destroços de miséria.
E meus braços se abrem
Minhas pálpebras
Se cobrem de cinzas
Apenas tenho
Minha voz
E minhas palavras
E mais nada!...
Maria Luísa Adães
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4 de Agosto, 2014
domingo, 27 de julho de 2014
ENCONTRO
Encontrei um jardim
E o tempo deixou
De estar olhando para mim
Se voltou
Olhou a beleza da flor
Se encantou e parou
E eu fugi...
Mas está esperando
Por mim
De momento parou
A flor o encantou
E eu não vou...
Ponham os relógios a contar
Eu vou ficar!
Maria Luísa Adães
Visualizações : 103
30/7/2014
E o tempo deixou
De estar olhando para mim
Se voltou
Olhou a beleza da flor
Se encantou e parou
E eu fugi...
Mas está esperando
Por mim
De momento parou
A flor o encantou
E eu não vou...
Ponham os relógios a contar
Eu vou ficar!
Maria Luísa Adães
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30/7/2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Mistério
O mistério é transparente
Quando vem de ti
As palavras são imóveis
Quando vêm de ti
As vigílias das angústias
Dos espantos exilados
Me falam de ti
Tudo é espaço e tempo
Desprendido de mim para ti
Olha as rosas do meu jardim
E escuta como elas falam de mim
E o mistério entra desdobrado
Maior do que o silêncio
De coração vencido
Talvez haja coisas sem futuro
Talvez eu não tenha futuro
E os abraços se tenham perdido
Em prelúdio desconhecido
Recorda, nada é urgente
E o adeus caiu no mar
Deixa-o ficar
Não há adeus!...
Mas importa o Presente
Mesmo sem Futuro!
Maria Luísa Adães
Visualizações: 243
30/7/2014
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| Internet |
Quando vem de ti
As palavras são imóveis
Quando vêm de ti
As vigílias das angústias
Dos espantos exilados
Me falam de ti
Tudo é espaço e tempo
Desprendido de mim para ti
Olha as rosas do meu jardim
E escuta como elas falam de mim
E o mistério entra desdobrado
Maior do que o silêncio
De coração vencido
Talvez haja coisas sem futuro
Talvez eu não tenha futuro
E os abraços se tenham perdido
Em prelúdio desconhecido
Recorda, nada é urgente
E o adeus caiu no mar
Deixa-o ficar
Não há adeus!...
Mas importa o Presente
Mesmo sem Futuro!
Maria Luísa Adães
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30/7/2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
Quimera
Parei
A uma porta aberta
Entrei na descoberta
Dessa porta
E me parecia
Feita de alegria e magia
Pensei, de imediato pensei
Eu vou viver para sempre
E ninguém vai morrer na minha vida
Nem eu
Nem os outros...
Eu tinha encontrado
O Palácio da Quimera!
Razões muito fortes
Me levaram
Esqueci essas razões
E entrei na porta encantada
Quem era eu
Qual o meu nome
Alguém de uma história
Mal contada?
E o amor que deixei
E o avião que me levou
Para o outro lado do Oceano
Onde estava
Todo o teu canto de amor?
E fiquei olhando a quimera de meu sentir
De minha mente absorta
E louca
E dancei a mesma dança
Como se fossa criança!...
Maria Luísa Adães
Visualizações : 280
30/7/2014
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| Internet / Salvador Dalí |
Entrei na descoberta
Dessa porta
E me parecia
Feita de alegria e magia
Pensei, de imediato pensei
Eu vou viver para sempre
E ninguém vai morrer na minha vida
Nem eu
Nem os outros...
Eu tinha encontrado
O Palácio da Quimera!
Razões muito fortes
Me levaram
Esqueci essas razões
E entrei na porta encantada
Quem era eu
Qual o meu nome
Alguém de uma história
Mal contada?
E o amor que deixei
E o avião que me levou
Para o outro lado do Oceano
Onde estava
Todo o teu canto de amor?
E fiquei olhando a quimera de meu sentir
De minha mente absorta
E louca
E dancei a mesma dança
Como se fossa criança!...
Maria Luísa Adães
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30/7/2014
sábado, 28 de junho de 2014
Conflitos
![]() |
| Internet/Salvador Dalí/ Meditação |
O amor, a alegria, a tristeza, a vida, a morte!
Afirmo :
Não há ideologia de liberdade
Onde há morte!
Não há credos religiosos
Filosóficos, políticos
Onde há morte!
Não há campos de lazer e de desporto
Onde há morte!
Não há festa no mundo
Se o desconhecer perdura
Aos campos de morte!
Apenas existe uma vida
E um só tempo
Uma chegada
E uma partida!
E o poeta vê e sente
E não sabe, não pode
Escrever de forma simples
Convencional eloquente
Se deixou de ser gente
Se deixou de amar
Se não tem a quem amar!
Libertem-no das algemas
E da cumplicidade
E deixem-no cantar
Maria Luísa Adães
Visualizações : 161
30/7/2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Acredito
Acredito em ti
Acredito na vida a passar
O tempo se lembrou de mim
E mandou aguardar
E as linhas geométricas
Não deixam caminhar
Olhares lânguidos e dolentes
Se fixam em mim
Criaturas sem lar
Olham para mim
A lua tem outras cores
As estrelas são outras
Os astros clamam por mim
E eu passo sem parar
Alguém a quem amei
Veio até mim
Alguém
De quem eu não escrevi...
Fico no campo do irreal
Esquecida de que dei meu calor
E perdi meus passos
Meus versos deixaram de cantar
Ficou meu pranto preso ao luar
E eu morri
Por te amar!
Maria Luísa Adães
Visualizações: 2008
em 30/7/014
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Acredito na vida a passar
O tempo se lembrou de mim
E mandou aguardar
E as linhas geométricas
Não deixam caminhar
Olhares lânguidos e dolentes
Se fixam em mim
Criaturas sem lar
Olham para mim
A lua tem outras cores
As estrelas são outras
Os astros clamam por mim
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| Internet/ Salvador Dalí |
E eu passo sem parar
Alguém a quem amei
Veio até mim
Alguém
De quem eu não escrevi...
Fico no campo do irreal
Esquecida de que dei meu calor
E perdi meus passos
Meus versos deixaram de cantar
Ficou meu pranto preso ao luar
E eu morri
Por te amar!
Maria Luísa Adães
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em 30/7/014
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