sexta-feira, 8 de novembro de 2013

No Silêncio

Internet
No silêncio quente do meio-dia
No excêntrico de meu sentir
Quando minha alma se espraia
E meu amor toca levemente
Com seu dizer subtil e lento

E pelas minhas mãos esbeltas
Desenho linhas geométricas
De um amor ainda por nascer

Escolho o caminho
Apenas escolho o caminho
No entardecer subtil e manso
Quando o silêncio entra

E o amo
Despida e leve
Serena e simples
Sem perguntas!

Não te vejo
Apenas te sinto em mim
E tudo é lasso
Na apatia de um abraço
De caminhos percorridos
Na distância de uma vida
E nas flores nascidas
Dessa vida

Te amei ao longe
Sem reconhecer quem és

Te sonhei
Te defendi
Te beijei
E nunca falei
E jamais entendi o silêncio
E sempre amei o que não entendi

Foi assim que vivi
Escolhi o que senti e não perdi

E envolvida no silêncio
Sem harpa nem acorde
Cantei!...


Maria Luísa Adães

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Sorriso

Internet
Não vou pintar teu sorriso
Não sei que vou fazer
Desconheço as palavras
Para o chamar e trazer

Talvez vá lembrar
E dessa lembrança
Sou a Deusa
Das dissonâncias harmónicas
Que dançam no ar

E teu sorriso me vai acompanhar
E dançar no espaço
Como pássaros a voar.

Que se passa
Pergunta a lua
A quem passa?

Te trago um sorriso
Pintado de todas as cores
Que pede o sol como girassol

Mas um sorriso que existe
E nos vai trazer ao cimo
A árvore do amor
Em todo o seu esplendor

E no espaço longínquo das almas
Ele vai pairar
Como à noite o luar

E depois vai voltar
Se junta ao meu
No delírio de amar

E vou conhecer o amor
Eu não conheço o amor

E tantos falam de amor
E desconhecem o amor

Dai-me a conhecer o amor
Não podemos trair o amor

E tão esquecido se tornou o amor!


Maria Luísa Adães

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Desesperados

Desesperados tentamos reconstruir            

As distâncias

Desesperados contornamos obstáculos
Simultâneos

Desesperados procuramos solidão
Em todos os lados

Desesperados olhamos a noite
Com olhar vago

Desesperados morremos aos poucos
E nada descobrimos na superfície densa

Desesperados aguardamos a razão fantasista
Da nossa existência

Desesperados olhamos os contrastes do mundo
E a única natureza que nos visita 

E as mães ao longe
Chamam por entre névoas espessas
A ausência de seus filhos amados.


Maria Luísa Adães

sábado, 12 de outubro de 2013

Segredo

Tenho um segredo             
Para te contar

E uma noite
Para te dedicar

Pressinto que caminhas
Junto a mim

Sabíamos                                             
Que tudo isto acontecia

Mas não sabíamos
Viver o sonho em agonia

Eu mudei
Aceitei a vida e o meu destino

Eu fui poeta no silêncio de Deuses
E gravei versos nas pedras que encontrei

E tu foste o amor único
Que sonhei

Quanto te amei
No calor tropical
Absorta quente e sensual

Converti-me em ti
No jardim abandonado
Por mim

E nada contei 
E o poeta não tem tempo
E não há tempo no tempo!


Maria Luísa Adães

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Tílias

As sombras se escondem
E eu as sigo
Quero conhecer seu destino

Quero percorrer seus caminhos
E descobrir
Porque vivem escondidas

E aparecem tantas vezes
Sem serem escolhidas...

Deus paira no cimo das águas
E o jogo do poeta
É esperança, espuma e enigma

Não há vestígios de meus limites
E mesmo que os procure
Não me são dados ver,

Mas sei
Não mais passearemos
Na Avenida das Tílias
Não mais recordaremos

E há muito que somos loucos
Com estes pensamentos.

Resta-nos o amor
E os beijos sem palavras
Que cheiram a flores
De bosques escondidos e escolhidos

E depois de tanto dizer
Descubro que tenho Tudo!

Peço perdão
A quem chorou por mim...


Maria Luísa

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15/7/2014

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Uma Noite de Agosto

                                                       
Numa noite de Agosto adormeci
Acordei com uma luz que vibrava
E um céu que cantava
E um mar que murmurava

E um barco se aproximava e ficava
Balançando no ritmo do mar

Olhei e ninguém estava
E adorei o olhar
Com que olhei

A Lua se mostrava
Estrelas corriam apressadas
E o céu se enchia de murmúrios
De poetas que cantavam.

Entrei no barco e remei
E olhei com aquele olhar que amei
E vibrei sem te reconhecer

Uma escada descia do Cimo
Com pétalas de rosas espalhadas
Alguém esperava...

Subi e não entrei
E não representei
A vida
No palco que se apresentava.

Me amedrontei
E desci
E de novo olhei
A luz que deslumbrava,

Mas não fiquei
Na quietude que me rodeava!

Queria libertar-me da Poesia
E das Palavras que ficam por dizer
E romper o tempo e vencer!

Falei contigo sem te ver
Entrei no barco que me esperava
E balançava...
Nas pequenas ondas que se formavam

E voltei
Sem saber onde estava!

Maria Luísa adães

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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CLARÕES

Afastei-me do mundo sem temor         

Mas com mágoa

Contemplo as rosas de várias cores
Encontro nelas a beleza dos sonhos
Sem sombras de tempos passados

Acendo os clarões das rosas 
No meu jardim isolado, perfumado

E vejo deslumbrada a luz
E a transformação dessa luz
Em figuras geométricas, desconexas,
A dançarem ao som de uma guitarra

Os clarões tomaram conta da noite
Dos seus Fados cantados e chorados
E brilharam nos recantos
Onde o amor impera

Ao longe uma guitarra
Tocava em som gemido...

O meu mundo estremecia
Nessa noite de encantar
A terminar, com o aparecer do dia

Clarões não havia
E o som da guitarra se perdia...

Mais uma noite cantada e tocada
Mais um dia
Onde não encontro Nada!


Maria Luísa

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de Setembro de 2013

Não posso acreditar!                     

As sombras continuam a subir
A escurecer o horizonte
A toldar a razão!

Entra no ar o fanatismo
A força, a vingança
Na mistura do ódio  e do rancor!

E o mundo continua a combater
A  sofrer, a morrer!

As pessoas humilhadas caem
Como folhas de papel
Arrancadas a um livro
Sem préstimo e sem moral!

E se brinda a Vitórias
Num suicídio imposto
A tanta Gente!

A minha alma voou
Desenhou sentimentos
Misturados de cor e de lamentos

Me amordaçou
E me transformou
Em pedaços partidos...

Onde está o Amor
Ou a ausência desse amor?

Talvez isto que digo
Não seja verdade!...

Maria Luísa


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domingo, 8 de setembro de 2013

Amor

Tu já tinhas um nome
Não sei
Se eras fonte ou brisa
Ou mar, ou flor        
Gala/ Salvador Dalí


Mas nos meus versos
Vou chamar-te Amor!

E vibrarei contigo
Na cadência ritmíca
De meu coração

Fala-me das madrugadas
Da relva do jardim machucada
Pelos amantes que se amaram
Ao som das cítaras caladas

Fala-me do teu poder eterno
Fala-me das cortinas corridas
E deixa a porta de meu quarto fechada
E só tu entres, meu amor

E vem sempre, uma vez mais,
Saboreia a ternura subtil e quente
E usa as Palavras que dançam  
No meu canto!

E nada mais quero
E nada mais peço,

Apenas isso eu Espero!


Maria Luísa

sábado, 31 de agosto de 2013

E Espero


 O avião pousa no chão
Fatal como um relógio
Que conta o nosso tempo.

Eu olho o firmamento
Onde te vais encontrar
E não me podes levar

Tu vais lentamente
Não olhas quem fica
E não quero ficar...

Que interessam as palavras
Não importam, não contam,
Só tu contas!

O nosso amor conta
E se Ele conta
Parto contigo!

É pouco o tempo
Que nos resta!...

A tarde quente desce
A hora aproxima
E eu indecisa, fico olhando

As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir,
Mas tens de partir

E eu vou ficar
Uma vez mais fico
E aceito o meu destino!

O mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo

E não o podem fazer!...


Maria luísa

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

METAMORFOSE

Não existe a morte                   

Não existe a destruição
Não existe a intolerância
Não existe a maldade
Não existe o ódio
Não existe a perda
Não existe o sofrimento
Não existe a dor
Não existe a opressão
Não existe o desamor
Não existe um Mundo de Terror

Não existe!

Mas existe o criar
De um Mundo Melhor
E mais Justo!

E eternamente
Embora ausente
Eu estou Presente!


Maria Luísa

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Partida

Quem és tu                           
Que tanto impressionas?

Uma flor
Uma abelha
Uma cigarra 
Uma rosa escondida?

Não o creio,
Mas fascinas
As pessoas que vi!

Diz-me de ti
Não para ouvir
Apenas sentir,

Mas esquece de mim
Eu parti...

Há muito eu parti
Sem saber de ti...

Coloquei meus sonhos
Num barco de nuvens brancas

E sabendo a razão em mim

Parti!...


Maria Luísa

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Girassol II

Que nada possa alterar
A quietude das palavras      

E a beleza de viver

E escolho o caminho
Nada foi escrito
Apenas eu escolho meu final.

Sou a Deusa ou a Culpa
Do que aconteceu em mim.

Quando a poesia morrer
A natureza se revolta
E os campos e jardins
Deixam de ter flor
Tudo fica deserto à nossa volta

Crepúsculo
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importam
No valor real do poeta?

Apenas Girassol sorri
E fica comigo
Preso ao Espaço
Permanente e constante

E eu pago em palavras
Em magia
Em verdade
Em loucura
E fico contigo
E giro contigo
Procurando o Sol.

E sou como tu
À Luz da Partida.

Maria Luísa

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15/7/2014



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Girassol

Girassóis de Van-Gogh/ Internet
Flor do sol amarela
Tons laranja nas pétalas

Símbolo do calor
Da lealdade e do amor

Adoração da vida
Glória
Paixão
Altivez
Integridade.

Teu caule gira
Gira sempre voltado ao sol

Pedaços de nuvens
Se passeiam no ar

E girassol continua a rodar
E a convidar quem vem a passar.

E eu paro livre de te escolher
E talvez faças parte de minha vida.

Escrevo coisas que sinto
E depois digo - não sinto

E a água corre
E nua estou esperando seu afago

A música do entardecer
E sua beleza já nascida...

A luz do esquecimento
Deixa de ter vida...

E tu girassol que admiras o sol
E iluminas rostos amados
Fica, por mim, à Luz da Partida

Flores molhadas, pétalas acordadas
Suspiros brandos de quem ama

E vivo sem destino fixo
Não preciso de nada!


Maria Luísa

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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Beijos...

Há beijos sem palavras                             
Internet/ Salvador Dalí

Beijos que cheiram à maresia do mar

Beijos que cheiram a flores
De bosques escondidos e escolhidos

Beijos que trazem o Paraíso
Quando a floresta delira no seu cântico

E que nada possa alterar a quietude
A fragilidade Divina e exata de viver

E eu não me possa perder 
Nas Palavras e Caminhos!...

Maria Luísa



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domingo, 23 de junho de 2013

SERÁ?

Será que amei e deixei de amar                 
http://miscariciasdelalma.blogspot.com

Será que te encontrei e tenho de deixar

Será que sou um poeta que cantou
E deixou de cantar
          
Será que é assim
Será o meu fim ao último amor

Será que não cantei
E pensei ter cantado

Será que não escrevi
E pensei ter escrito

Será que não sei
Que cheguei ao final

E vou esquecer
E vou deixar de escrever
E vou deixar de amar
E vou deixar de cantar
E vou deixar de pensar

Será este o último caminho
Ou ainda a continuação
Dos muitos caminhos

Ou aquele caminho
Que me vai tirar este caminho

E entrar num outro caminho
Assim de forma vertiginosa
E tenho de te dizer Adeus

E as últimas palavras
E meu último olhar
Onde vai ficar
Se não tenho a projeção do amor?

Me perdi
E quero voltar!


Maria Luísa


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sábado, 15 de junho de 2013

Canção

Há uma canção tão especial      
Facebook/ Coleção de Imagens

Amor...

Quem me vai ajudar
Deve haver alguém que saiba cantar

E ilumine meu olhar
E me possa acompanhar.

Diz que me amas
Tão pouco o dizes...

E se  não dizes,
Deixo de te amar

Como se não fosses
Aquele amor que sonhei e vivi

Se não o fazes,
Faço malas e parto para outro lugar!

Há uma canção especial, amor
Protegida por mim

E anunciada
Nas palavras que escrevi no ar

Não há culpas nem desculpas
O mundo é para nós o Sacramento
De um Altar.

Só não sei quem vai cantar
A canção especial

Por ela ser tão especial!...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

OUVIR

Ouvi o teu pensamento              
Internet

Apanhei-o nas asas do vento
E soube dos limites do meu tempo

Ouvi com as minhas dificuldades
E não gostei dessa verdade

Ouvi o rouxinol Persa e das Índias
Ouvi com este ouvir
Que se perdeu nas asas desse vento

Ouvi a mudança da minha voz
Louca, envolvente, a lembrar o Oriente

Ouvi falar da tua transformação
Ouvi dizer do teu afeto por mim

Ouvi e calei
Chorei e senti
A mágoa de quem parte

Eu sou poeta
Digo que sou
E sou!...

Não me tires esta ânsia
Esta alegria que eu sinto
Quando te vejo ou te pressinto

E te peço :

Ama-me
Como da primeira vez!

Maria luísa

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Simbolizante

Em quem vou acreditar                      
Oferta/ http://miscariciasdelalma.blogspot.com

E quem vai reconhecer quem sou?

Quero caminhar de novo
Estar longe e perto de tudo.

Há quem possa ouvir-me
Se não há, deixem-me
Nas cinzas desertas.

O mar é só mar
Uma solidão de ausência humana.

Eu sou queda de água
A caír em traços longos
Trajada de infinito

Formo um lago, só meu
Tão próximo dos salpicos do mar...

Se me procuram
Olhem meus olhos
E leiam que diz esse olhar.

Já não tenho mais dias
Para falar de mim e te amar.

Desci ao escuro do mundo
Perdi minha cor imutável
As trevas cantaram, dominaram

Eu não soube entender
Sedenta do esplendor do inútil

Tenho um destino fixo na terra
Solitária, igual a árvore intocável.

Chorem a ausência
E esqueçam quem ela foi
E não amem quanto disse.

Assim se afastam e se perdem
No que já está perdido.

Ela não volta,
Seu jogo é eterno e perfeito
Não há resposta!

Apenas um suave exemplo
De alguém que passou!...


Maria luísa

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quietude

Que nada possa mudar           
Internet


A quietude das palavras
E os sons de cada acorde.

E o jogo do poeta
É esperança, espuma e enigma.

Aromas, sons e flores
O mar, a serra e eu.

A música do entardecer
Espreita a distância do Oceano.

Os momentos não se repetem
E as Sombras se escondem

E vem a noite
Com pedaços de nuvens negras

E eu sou a nuvem
Que vê e sente e escreve
E se perdeu por um tempo breve!

Amo os teus sonhos esquecidos pela manhã
E os meus sonhos lembrados, ocupando uma vida!

Mas porque vivem escondidas as Sombras
Minhas conhecidas?


Maria luísa

terça-feira, 14 de maio de 2013

ROSAS

Te pedi rosas                 
Facebook/ el hombre de las mil rosas

Ausências e cegueiras
E pedi amor.

Nascentes que eu pressenti
Rios que correm por mim
E um céu de princípio e fim.

Espanta as silabas tórridas
Submerge-me nas tuas ondas
Enterra os meus temores.

Faz-me descer aos teus ocasos
Leva meu olhar
Se outros me olharem.


Dilui-me no vinho dos Deuses
Segura meu cálice de vate
E bebe-me sem pressas.

Eu já perdi muitas coisas
Que me foram tiradas
Por gente sem graça.

Que a nossa história a dois
Continue a viver
A encher nossas noites de prazer.

Mas te peço rosas
De todos os tamanhos
E de todas as cores.

Isso eu peço e continuo a pedir!...

Maria Luísa

domingo, 5 de maio de 2013

Simbolismos

Gosto de viver             
Facebook/ Coleção de Imagens

De estar com amigos
De escrever para eles
Coisas de mim e dos outros
Partilhar alegrias e saudades
E ternura também!

Gosto
E nada pode mudar
A quietude das palavras
E a beleza do que digo

E escolho o caminho
Apenas eu escolho o meu destino

Sou a Deusa ou a culpa
Do que aconteceu em mim
Ou do que vai acontecer

Vem meu amor
Te prende em meus braços
E fica comigo eternamente
Num mundo ainda por nascer!

Repara no sol
Na neblina a subir do mar
A dar aquele tom velado
Num sentir de saudade

Pára o avançar do tempo
E ama como sabes amar
E continua a ser
O meu único amor

Não quero outro
Apenas tu!...

Crepúsculos
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importa,
No valor real do poeta?

Apenas isto eu sei...

Não basta viver,
É preciso sonhar
E acreditar
Em mim
Em ti
Em todos
A favor da liberdade
E do amor aos deserdados!

Sem culpas nem desculpas
O mundo morreu
Os Outros o mataram
E não eu, nem tu,
Mas os Outros!...


É esta a Realidade
E grito a minha súplica
E estendo a minha mão
E peço,

Ajuda-Nos!



Maria Luísa Adães

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Peregrino

Solitário é meu sentir       
Internet

E eu quero essa solidão
E esse sentir

E aos poucos vou perdendo
E deixando de ver
O caminho a percorrer.

Será que cheguei
À meta Final?

Me humilhei milhentas vezes
Nas cordilheiras de muitas mentes

E assim fui peregrina
Dos prantos que não foram meus.

E as nuvens sobem
Aparecem e desaparecem
São livres de olhares nebulosos

E meu amor se vai perdendo de mim
Como a vida se vai afastando e caindo

Como as pétalas das rosas
Vão morrendo

Como o silêncio vai descendo
E as folhas envelhecendo

E a noite se instala
Sem desejos de partir...

Sabes que te amo
E por vezes te esqueço
E torno a lembrar
E corro para ti
E te prendo em meus braços
Na minha sensualidade, só minha

Mas...
Dar sentido às palavras
É essa a minha última Oração!

Perfeita eu tentei ser,
Mas vou partir ou já parti
E me esqueci de ti!


Maria Luísa Adães

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eu Quero Voar

Eu sinto             
Internet


A alegria do amanhecer

Eu ouço

Os pequenos insetos
Fecundando a vida

Eu canto

Canções dolentes
Nas tardes quentes

Eu amo

O vento
O mar
O verde de mil tons
A voz de alguém
Distante...
                                                                                   
                                                                                        



Eu quero

Sonhar
Acompanhar
Viver
Sentir
O teu adormecer...


Eu espero

Ser alegre
Viva e forte
Como tu és...

E saber sempre
Nunca esquecer
O meu lugar...

E voar

Nas asas do Teu vento!...


E nada mais quero
E nada mais peço
Apenas isso eu peço!
          Maria Luísa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Memórias

E uma ânsia constante       
Facebook/ Foto de Ars Europa
Firenze/ Italy

Sempre existiu em mim.

Algures pelo caminho
Largaste minha mão.

Depois de tanto tempo
Depois de tanta dor
Tu voltaste e te reconheci

E gostei!

Eu me lembrei de tua partida
Eu me lembrei da tua luta pela vida
E dizeres, quero falar-te!

A porta se abriu e tu entraste
Olhaste os retratos que deixaste
E choraste.

Sensual e ardente
Este desejo de ti
Onde o pranto se espraia
Onde teu corpo descansa
E tua alma se prende.

Mas talvez não sejas como eu
E não sintas como eu sinto
E nada tenhas a dizer do que vive em ti

Se tu não és o passado
Nem o presente em mim
Eu busquei o caminho e sonhei o encontro...

Procuro no céu a cor do girassol
E sinto a chuva nas figuras distorcidas
Nas árvores que continuam vivas.

Eu entrei sem entrar
Te vi sem olhar
E representei sem pensar!

Senhor que fiz na vida
Representei ou sonhei?...

Que me tornei num poeta
Que tinha nascido
E nunca nasceu!


Maria Luísa Adães

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Beijos

Há beijos sem palavras                               
Facebook/A World of Flowers for you

Beijos que cheiram à maresia do mar
Beijos que cheiram às flores
De bosques escondidos e escolhidos

Beijos que trazem o Paraíso
Inundados de ternura e amor

Beijos de duas bocas que se entendem
E se amam e gostam de beijar!

Há beijos que não simbolizam nada
Amargos como Fel-da-terra
E não são pedidos nem desejados
E beijam com crueldade

Beijos que traduzem perfídia
E não pertencem ao mar
Às flores dos bosques
Ao firmamento das estrelas

E trazem os medos
Que impedem de sonhar
E esmagam as rosas devagar.

E não conversaremos mais
Dessa origem selvagem
De sombras maldosas
E de montros tenebrosos.

Voltemos aos beijos de amor
De duas bocas que se entendem
E se Amam e gostam de beijar

Desprendidos da terra e do mar
Beijam com fervor
Num hino de amor.

Benditos sejam esses beijos
Quando a floresta delira
E o fogo alastra

E eu me perco no caminho!

Maria Luísa

terça-feira, 26 de março de 2013

Te Amo!

Eu sou aquela que procura          
Facebook/ Foto de MaCa Turkiye

Ilusões perdidas
Acorrentada à vida

Eu sou aquela que fala
De uma outra vida

Eu sou aquela que escreve
E se perdeu
Por um tempo breve

Eu sou aquela que vê e sente
As coisas que ninguém vê...

Eu sou aquela que não tem Presente
Nem Futuro nem Passado!

Há uma angústia nos vidros
Partidos e esquecidos.

Há uma mudança no entardecer
Mudança de cor e humor

E eu te vejo
E chego aos vidros e te beijo
Nesses vidros.

Te amo
Te perco
Te encontro
Te beijo
Te abraço
Te prendo em meus braços
E a música volteia comigo
No sonho de amor
Ocupando uma vida.

Assim somos nós
E por vezes não somos...

Somos todos os outros!

Maria Luísa Adães


segunda-feira, 18 de março de 2013

Sou?...

Facebook/ el hombre de las mil rosas
                                                          

 Me aproximo do mundo                      
 Me aproximo do sofrimento
 E das multidões dispersas
 E das almas errantes
 E dos gritos constantes

Quando digo e sinto
Sou poeta!

O vento se enfurece
Não gosta de poetas ao vento
Que rimam com seus gritos
E trazem sofrimento, majestosamente.

Não gosta!

Abro a janela da casa
Me lanço no espaço
E me perco nesse espaço

E junto meus gritos
Aos gritos dos que sofrem perdidos
Sem amor, num viver dolorido.

E posso dizer poesia
E posso me chamar de poeta
Se os esqueço vazios e perdidos?

Posso?

E o vento me entende
Não há gente nestes versos,
Apenas eu e o vento gritante.

Mas não entendo como devo ser
Se é isto ou aquilo
No horizonte florido ou árido 
De um destino...

Que me dizes Francisco?


Maria luísa

segunda-feira, 11 de março de 2013

Festa

Internet
A nossa festa acabou                           
Como naturalmente
Tudo acaba.

Mas lembro sempre...
Os momentos bons são para ficar
E para voltar ou não voltar.

Trazias pedaços de luar nos teus cabelos
Teu corpo macio e brando
Se acolheu ao meu.

Senti em ti, o sabor do néctar das abelhas
Favos amarelos e vinhos dourados
E as flores perfumadas dos caminhos.

E disse adeus a esta e àquela terra
Despi meu corpo de fantasias                                            
E fiquei olhando o Infinito junto a ti.

Te amo por tudo e pela tua solidão
E me deixares partilhar o teu mundo
Junto à minha insensatez, tão minha.

Nos ensinaram a vencer o primeiro lugar
E nos deram o último lugar da terra
E tudo se tornou mais simples.

Tão bela a vida assim retratada
Me prendo a ela
E me entrego a ti.

O poeta chora, o poeta ri,
Mas sabe porque chora
E sabe porque ri!

Meu viajante do Espaço
Tão próximo de mim!...


Maria Luísa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Poesia!




Facebook/ Jardim de Flores y Poesias
 No Princípio e no Fim  
                                           
  Está a Poesia!


Meus olhos olham as flores
 Nos campos de sonho


Transparentes, nevoentos, lisos,
 Onde me movimento submetida ao tempo 

E tudo pode terminar antes ou nunca
 Fenómeno humano que incomoda

Beleza delicada e inflexível
 No silêncio de beijos infindáveis


De duas bocas que não se conhecem
E se prendem num encontro inesperado.


Que a Poesia seja
As Palavras que ficam por dizer...


Maria Luísa