Para te contar
E uma noite
Para te dedicar
Pressinto que caminhas
Junto a mim
Sabíamos
Sabíamos
Que tudo isto acontecia
Mas não sabíamos
Viver o sonho em agonia
Eu mudei
Aceitei a vida e o meu destino
Eu fui poeta no silêncio de Deuses
E gravei versos nas pedras que encontrei
E tu foste o amor único
Que sonhei
Quanto te amei
No calor tropical
Absorta quente e sensual
Converti-me em ti
No jardim abandonado
Por mim
E nada contei
E o poeta não tem tempo
E não há tempo no tempo!
E o poeta não tem tempo
E não há tempo no tempo!
Maria Luísa Adães




























