terça-feira, 24 de setembro de 2013
Uma Noite de Agosto
Numa noite de Agosto adormeci
Acordei com uma luz que vibrava
E um céu que cantava
E um mar que murmurava
E um barco se aproximava e ficava
Balançando no ritmo do mar
Olhei e ninguém estava
E adorei o olhar
Com que olhei
A Lua se mostrava
Estrelas corriam apressadas
E o céu se enchia de murmúrios
De poetas que cantavam.
Entrei no barco e remei
E olhei com aquele olhar que amei
E vibrei sem te reconhecer
Uma escada descia do Cimo
Com pétalas de rosas espalhadas
Alguém esperava...
Subi e não entrei
E não representei
A vida
No palco que se apresentava.
Me amedrontei
E desci
E de novo olhei
A luz que deslumbrava,
Mas não fiquei
Na quietude que me rodeava!
Queria libertar-me da Poesia
E das Palavras que ficam por dizer
E romper o tempo e vencer!
Falei contigo sem te ver
Entrei no barco que me esperava
E balançava...
Nas pequenas ondas que se formavam
E voltei
Sem saber onde estava!
Maria Luísa adães
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013
CLARÕES
Afastei-me do mundo sem temor
Mas com mágoa
Contemplo as rosas de várias cores
Encontro nelas a beleza dos sonhos
Sem sombras de tempos passados
Acendo os clarões das rosas
No meu jardim isolado, perfumado
E vejo deslumbrada a luz
E a transformação dessa luz
Em figuras geométricas, desconexas,
A dançarem ao som de uma guitarra
Os clarões tomaram conta da noite
Dos seus Fados cantados e chorados
E brilharam nos recantos
Onde o amor impera
Ao longe uma guitarra
Tocava em som gemido...
O meu mundo estremecia
Nessa noite de encantar
A terminar, com o aparecer do dia
Clarões não havia
E o som da guitarra se perdia...
Mais uma noite cantada e tocada
Mais um dia
Onde não encontro Nada!
Maria Luísa
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Mas com mágoa
Contemplo as rosas de várias cores
Encontro nelas a beleza dos sonhos
Sem sombras de tempos passados
Acendo os clarões das rosas
No meu jardim isolado, perfumado
E vejo deslumbrada a luz
E a transformação dessa luz
Em figuras geométricas, desconexas,
A dançarem ao som de uma guitarra
Os clarões tomaram conta da noite
Dos seus Fados cantados e chorados
E brilharam nos recantos
Onde o amor impera
Ao longe uma guitarra
Tocava em som gemido...
O meu mundo estremecia
Nessa noite de encantar
A terminar, com o aparecer do dia
Clarões não havia
E o som da guitarra se perdia...
Mais uma noite cantada e tocada
Mais um dia
Onde não encontro Nada!
Maria Luísa
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
11 de Setembro de 2013
Não posso acreditar!
As sombras continuam a subir
A escurecer o horizonte
A toldar a razão!
Entra no ar o fanatismo
A força, a vingança
Na mistura do ódio e do rancor!
E o mundo continua a combater
A sofrer, a morrer!
As pessoas humilhadas caem
Como folhas de papel
Arrancadas a um livro
Sem préstimo e sem moral!
E se brinda a Vitórias
Num suicídio imposto
A tanta Gente!
A minha alma voou
Desenhou sentimentos
Misturados de cor e de lamentos
Me amordaçou
E me transformou
Em pedaços partidos...
Onde está o Amor
Ou a ausência desse amor?
Talvez isto que digo
Não seja verdade!...
Maria Luísa
Visualizações : 107
As sombras continuam a subir
A escurecer o horizonte
A toldar a razão!
Entra no ar o fanatismo
A força, a vingança
Na mistura do ódio e do rancor!
E o mundo continua a combater
A sofrer, a morrer!
As pessoas humilhadas caem
Como folhas de papel
Arrancadas a um livro
Sem préstimo e sem moral!
E se brinda a Vitórias
Num suicídio imposto
A tanta Gente!
A minha alma voou
Desenhou sentimentos
Misturados de cor e de lamentos
Me amordaçou
E me transformou
Em pedaços partidos...
Onde está o Amor
Ou a ausência desse amor?
Talvez isto que digo
Não seja verdade!...
Maria Luísa
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domingo, 8 de setembro de 2013
Amor
Tu já tinhas um nome
Não sei
Se eras fonte ou brisa
Ou mar, ou flor
Mas nos meus versos
Vou chamar-te Amor!
E vibrarei contigo
Na cadência ritmíca
De meu coração
Fala-me das madrugadas
Da relva do jardim machucada
Pelos amantes que se amaram
Ao som das cítaras caladas
Fala-me do teu poder eterno
Fala-me das cortinas corridas
E deixa a porta de meu quarto fechada
E só tu entres, meu amor
E vem sempre, uma vez mais,
Saboreia a ternura subtil e quente
E usa as Palavras que dançam
No meu canto!
E nada mais quero
E nada mais peço,
Apenas isso eu Espero!
Maria Luísa
Não sei
Se eras fonte ou brisa
Ou mar, ou flor
| Gala/ Salvador Dalí |
Mas nos meus versos
Vou chamar-te Amor!
E vibrarei contigo
Na cadência ritmíca
De meu coração
Fala-me das madrugadas
Da relva do jardim machucada
Pelos amantes que se amaram
Ao som das cítaras caladas
Fala-me do teu poder eterno
Fala-me das cortinas corridas
E deixa a porta de meu quarto fechada
E só tu entres, meu amor
E vem sempre, uma vez mais,
Saboreia a ternura subtil e quente
E usa as Palavras que dançam
No meu canto!
E nada mais quero
E nada mais peço,
Apenas isso eu Espero!
Maria Luísa
sábado, 31 de agosto de 2013
E Espero
O avião pousa no chão
Fatal como um relógio
Que conta o nosso tempo.
Eu olho o firmamento
Onde te vais encontrar
E não me podes levar
Tu vais lentamente
Não olhas quem fica
E não quero ficar...
Que interessam as palavras
Não importam, não contam,
Só tu contas!
O nosso amor conta
E se Ele conta
Parto contigo!
É pouco o tempo
Que nos resta!...
A tarde quente desce
A hora aproxima
E eu indecisa, fico olhando
As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir,
Mas tens de partir
E eu vou ficar
Uma vez mais fico
E aceito o meu destino!
O mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo
E não o podem fazer!...
Maria luísa
Fatal como um relógio
Que conta o nosso tempo.
Eu olho o firmamento
Onde te vais encontrar
E não me podes levar
Tu vais lentamente
Não olhas quem fica
E não quero ficar...
Que interessam as palavras
Não importam, não contam,
Só tu contas!
O nosso amor conta
E se Ele conta
Parto contigo!
É pouco o tempo
Que nos resta!...
A tarde quente desce
A hora aproxima
E eu indecisa, fico olhando
As lágrimas lavam os olhos
Não deixo o olhar fugir,
Mas tens de partir
E eu vou ficar
Uma vez mais fico
E aceito o meu destino!
O mundo é tão mau
Para os que pretendem viver
A seu modo
E não o podem fazer!...
Maria luísa
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
METAMORFOSE
Não existe a morte
Não existe a destruição
Não existe a intolerância
Não existe a maldade
Não existe o ódio
Não existe a perda
Não existe o sofrimento
Não existe a dor
Não existe a opressão
Não existe o desamor
Não existe um Mundo de Terror
Não existe!
Mas existe o criar
De um Mundo Melhor
E mais Justo!
E eternamente
Embora ausente
Eu estou Presente!
Maria Luísa
Não existe a destruição
Não existe a intolerância
Não existe a maldade
Não existe o ódio
Não existe a perda
Não existe o sofrimento
Não existe a dor
Não existe a opressão
Não existe o desamor
Não existe um Mundo de Terror
Não existe!
Mas existe o criar
De um Mundo Melhor
E mais Justo!
E eternamente
Embora ausente
Eu estou Presente!
Maria Luísa
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Partida
Quem és tu
Que tanto impressionas?
Uma flor
Uma abelha
Uma cigarra
Uma rosa escondida?
Não o creio,
Mas fascinas
As pessoas que vi!
Diz-me de ti
Não para ouvir
Apenas sentir,
Mas esquece de mim
Eu parti...
Há muito eu parti
Sem saber de ti...
Coloquei meus sonhos
Num barco de nuvens brancas
E sabendo a razão em mim
Parti!...
Maria Luísa
Visualizações : 140
Que tanto impressionas?
Uma flor
Uma abelha
Uma cigarra
Uma rosa escondida?
Não o creio,
Mas fascinas
As pessoas que vi!
Diz-me de ti
Não para ouvir
Apenas sentir,
Mas esquece de mim
Eu parti...
Há muito eu parti
Sem saber de ti...
Coloquei meus sonhos
Num barco de nuvens brancas
E sabendo a razão em mim
Parti!...
Maria Luísa
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
Girassol II
Que nada possa alterar
A quietude das palavras
E a beleza de viver
E escolho o caminho
Nada foi escrito
Apenas eu escolho meu final.
Sou a Deusa ou a Culpa
Do que aconteceu em mim.
Quando a poesia morrer
A natureza se revolta
E os campos e jardins
Deixam de ter flor
Tudo fica deserto à nossa volta
Crepúsculo
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importam
No valor real do poeta?
Apenas Girassol sorri
E fica comigo
Preso ao Espaço
Permanente e constante
E eu pago em palavras
Em magia
Em verdade
Em loucura
E fico contigo
E giro contigo
Procurando o Sol.
E sou como tu
À Luz da Partida.
Maria Luísa
Visualizações : 153
15/7/2014
A quietude das palavras
![]() |
E escolho o caminho
Nada foi escrito
Apenas eu escolho meu final.
Sou a Deusa ou a Culpa
Do que aconteceu em mim.
Quando a poesia morrer
A natureza se revolta
E os campos e jardins
Deixam de ter flor
Tudo fica deserto à nossa volta
Crepúsculo
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importam
No valor real do poeta?
Apenas Girassol sorri
E fica comigo
Preso ao Espaço
Permanente e constante
E eu pago em palavras
Em magia
Em verdade
Em loucura
E fico contigo
E giro contigo
Procurando o Sol.
E sou como tu
À Luz da Partida.
Maria Luísa
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15/7/2014
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Girassol
![]() |
| Girassóis de Van-Gogh/ Internet |
Tons laranja nas pétalas
Símbolo do calor
Da lealdade e do amor
Adoração da vida
Glória
Paixão
Altivez
Integridade.
Teu caule gira
Gira sempre voltado ao sol
Pedaços de nuvens
Se passeiam no ar
E girassol continua a rodar
E a convidar quem vem a passar.
E eu paro livre de te escolher
E talvez faças parte de minha vida.
Escrevo coisas que sinto
E depois digo - não sinto
E a água corre
E nua estou esperando seu afago
A música do entardecer
E sua beleza já nascida...
A luz do esquecimento
Deixa de ter vida...
E tu girassol que admiras o sol
E iluminas rostos amados
Fica, por mim, à Luz da Partida
Flores molhadas, pétalas acordadas
Suspiros brandos de quem ama
E vivo sem destino fixo
Não preciso de nada!
Maria Luísa
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
Beijos...
Há beijos sem palavras
Beijos que cheiram à maresia do mar
Beijos que cheiram a flores
De bosques escondidos e escolhidos
Beijos que trazem o Paraíso
Quando a floresta delira no seu cântico
E que nada possa alterar a quietude
A fragilidade Divina e exata de viver
E eu não me possa perder
Nas Palavras e Caminhos!...
Maria Luísa
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![]() |
| Internet/ Salvador Dalí |
Beijos que cheiram à maresia do mar
Beijos que cheiram a flores
De bosques escondidos e escolhidos
Beijos que trazem o Paraíso
Quando a floresta delira no seu cântico
E que nada possa alterar a quietude
A fragilidade Divina e exata de viver
E eu não me possa perder
Nas Palavras e Caminhos!...
Maria Luísa
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domingo, 23 de junho de 2013
SERÁ?
Será que amei e deixei de amar
Será que te encontrei e tenho de deixar
Será que sou um poeta que cantou
E deixou de cantar
Será que é assim
Será o meu fim ao último amor
Será que não cantei
E pensei ter cantado
Será que não escrevi
E pensei ter escrito
Será que não sei
Que cheguei ao final
E vou esquecer
E vou deixar de escrever
E vou deixar de amar
E vou deixar de cantar
E vou deixar de pensar
Será este o último caminho
Ou ainda a continuação
Dos muitos caminhos
Ou aquele caminho
Que me vai tirar este caminho
E entrar num outro caminho
Assim de forma vertiginosa
E tenho de te dizer Adeus
E as últimas palavras
E meu último olhar
Onde vai ficar
Se não tenho a projeção do amor?
Me perdi
E quero voltar!
Maria Luísa
Visualizações : 128
![]() |
| http://miscariciasdelalma.blogspot.com |
Será que te encontrei e tenho de deixar
Será que sou um poeta que cantou
E deixou de cantar
Será que é assim
Será o meu fim ao último amor
Será que não cantei
E pensei ter cantado
Será que não escrevi
E pensei ter escrito
Será que não sei
Que cheguei ao final
E vou esquecer
E vou deixar de escrever
E vou deixar de amar
E vou deixar de cantar
E vou deixar de pensar
Será este o último caminho
Ou ainda a continuação
Dos muitos caminhos
Ou aquele caminho
Que me vai tirar este caminho
E entrar num outro caminho
Assim de forma vertiginosa
E tenho de te dizer Adeus
E as últimas palavras
E meu último olhar
Onde vai ficar
Se não tenho a projeção do amor?
Me perdi
E quero voltar!
Maria Luísa
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sábado, 15 de junho de 2013
Canção
Há uma canção tão especial
Amor...
Quem me vai ajudar
Deve haver alguém que saiba cantar
E ilumine meu olhar
E me possa acompanhar.
Diz que me amas
Tão pouco o dizes...
E se não dizes,
Deixo de te amar
Como se não fosses
Aquele amor que sonhei e vivi
Se não o fazes,
Faço malas e parto para outro lugar!
Há uma canção especial, amor
Protegida por mim
E anunciada
Nas palavras que escrevi no ar
Não há culpas nem desculpas
O mundo é para nós o Sacramento
De um Altar.
Só não sei quem vai cantar
A canção especial
Por ela ser tão especial!...
![]() |
| Facebook/ Coleção de Imagens |
Amor...
Quem me vai ajudar
Deve haver alguém que saiba cantar
E ilumine meu olhar
E me possa acompanhar.
Diz que me amas
Tão pouco o dizes...
E se não dizes,
Deixo de te amar
Como se não fosses
Aquele amor que sonhei e vivi
Se não o fazes,
Faço malas e parto para outro lugar!
Há uma canção especial, amor
Protegida por mim
E anunciada
Nas palavras que escrevi no ar
Não há culpas nem desculpas
O mundo é para nós o Sacramento
De um Altar.
Só não sei quem vai cantar
A canção especial
Por ela ser tão especial!...
quinta-feira, 6 de junho de 2013
OUVIR
Ouvi o teu pensamento
Apanhei-o nas asas do vento
E soube dos limites do meu tempo
Ouvi com as minhas dificuldades
E não gostei dessa verdade
Ouvi o rouxinol Persa e das Índias
Ouvi com este ouvir
Que se perdeu nas asas desse vento
Ouvi a mudança da minha voz
Louca, envolvente, a lembrar o Oriente
Ouvi falar da tua transformação
Ouvi dizer do teu afeto por mim
Ouvi e calei
Chorei e senti
A mágoa de quem parte
Eu sou poeta
Digo que sou
E sou!...
Não me tires esta ânsia
Esta alegria que eu sinto
Quando te vejo ou te pressinto
E te peço :
Ama-me
Como da primeira vez!
Maria luísa
![]() |
| Internet |
Apanhei-o nas asas do vento
E soube dos limites do meu tempo
Ouvi com as minhas dificuldades
E não gostei dessa verdade
Ouvi o rouxinol Persa e das Índias
Ouvi com este ouvir
Que se perdeu nas asas desse vento
Ouvi a mudança da minha voz
Louca, envolvente, a lembrar o Oriente
Ouvi falar da tua transformação
Ouvi dizer do teu afeto por mim
Ouvi e calei
Chorei e senti
A mágoa de quem parte
Eu sou poeta
Digo que sou
E sou!...
Não me tires esta ânsia
Esta alegria que eu sinto
Quando te vejo ou te pressinto
E te peço :
Ama-me
Como da primeira vez!
Maria luísa
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Simbolizante
Em quem vou acreditar
E quem vai reconhecer quem sou?
Quero caminhar de novo
Estar longe e perto de tudo.
Há quem possa ouvir-me
Se não há, deixem-me
Nas cinzas desertas.
O mar é só mar
Uma solidão de ausência humana.
Eu sou queda de água
A caír em traços longos
Trajada de infinito
Formo um lago, só meu
Tão próximo dos salpicos do mar...
Se me procuram
Olhem meus olhos
E leiam que diz esse olhar.
Já não tenho mais dias
Para falar de mim e te amar.
Desci ao escuro do mundo
Perdi minha cor imutável
As trevas cantaram, dominaram
Eu não soube entender
Sedenta do esplendor do inútil
Tenho um destino fixo na terra
Solitária, igual a árvore intocável.
Chorem a ausência
E esqueçam quem ela foi
E não amem quanto disse.
Assim se afastam e se perdem
No que já está perdido.
Ela não volta,
Seu jogo é eterno e perfeito
Não há resposta!
Apenas um suave exemplo
De alguém que passou!...
Maria luísa
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E quem vai reconhecer quem sou?
Quero caminhar de novo
Estar longe e perto de tudo.
Há quem possa ouvir-me
Se não há, deixem-me
Nas cinzas desertas.
O mar é só mar
Uma solidão de ausência humana.
Eu sou queda de água
A caír em traços longos
Trajada de infinito
Formo um lago, só meu
Tão próximo dos salpicos do mar...
Se me procuram
Olhem meus olhos
E leiam que diz esse olhar.
Já não tenho mais dias
Para falar de mim e te amar.
Desci ao escuro do mundo
Perdi minha cor imutável
As trevas cantaram, dominaram
Eu não soube entender
Sedenta do esplendor do inútil
Tenho um destino fixo na terra
Solitária, igual a árvore intocável.
Chorem a ausência
E esqueçam quem ela foi
E não amem quanto disse.
Assim se afastam e se perdem
No que já está perdido.
Ela não volta,
Seu jogo é eterno e perfeito
Não há resposta!
Apenas um suave exemplo
De alguém que passou!...
Maria luísa
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Quietude
Que nada possa mudar
A quietude das palavras
E os sons de cada acorde.
E o jogo do poeta
É esperança, espuma e enigma.
Aromas, sons e flores
O mar, a serra e eu.
A música do entardecer
Espreita a distância do Oceano.
Os momentos não se repetem
E as Sombras se escondem
E vem a noite
Com pedaços de nuvens negras
E eu sou a nuvem
Que vê e sente e escreve
E se perdeu por um tempo breve!
Amo os teus sonhos esquecidos pela manhã
E os meus sonhos lembrados, ocupando uma vida!
Mas porque vivem escondidas as Sombras
Minhas conhecidas?
Maria luísa
![]() |
| Internet |
A quietude das palavras
E os sons de cada acorde.
E o jogo do poeta
É esperança, espuma e enigma.
Aromas, sons e flores
O mar, a serra e eu.
A música do entardecer
Espreita a distância do Oceano.
Os momentos não se repetem
E as Sombras se escondem
E vem a noite
Com pedaços de nuvens negras
E eu sou a nuvem
Que vê e sente e escreve
E se perdeu por um tempo breve!
Amo os teus sonhos esquecidos pela manhã
E os meus sonhos lembrados, ocupando uma vida!
Mas porque vivem escondidas as Sombras
Minhas conhecidas?
Maria luísa
terça-feira, 14 de maio de 2013
ROSAS
Te pedi rosas
Ausências e cegueiras
E pedi amor.
Nascentes que eu pressenti
Rios que correm por mim
E um céu de princípio e fim.
Espanta as silabas tórridas
Submerge-me nas tuas ondas
Enterra os meus temores.
Faz-me descer aos teus ocasos
Leva meu olhar
Se outros me olharem.
Dilui-me no vinho dos Deuses
Segura meu cálice de vate
E bebe-me sem pressas.
Eu já perdi muitas coisas
Que me foram tiradas
Por gente sem graça.
Que a nossa história a dois
Continue a viver
A encher nossas noites de prazer.
Mas te peço rosas
De todos os tamanhos
E de todas as cores.
Isso eu peço e continuo a pedir!...
Maria Luísa
![]() |
| Facebook/ el hombre de las mil rosas |
Ausências e cegueiras
E pedi amor.
Nascentes que eu pressenti
Rios que correm por mim
E um céu de princípio e fim.
Espanta as silabas tórridas
Submerge-me nas tuas ondas
Enterra os meus temores.
Faz-me descer aos teus ocasos
Leva meu olhar
Se outros me olharem.
Dilui-me no vinho dos Deuses
Segura meu cálice de vate
E bebe-me sem pressas.
Eu já perdi muitas coisas
Que me foram tiradas
Por gente sem graça.
Que a nossa história a dois
Continue a viver
A encher nossas noites de prazer.
Mas te peço rosas
De todos os tamanhos
E de todas as cores.
Isso eu peço e continuo a pedir!...
Maria Luísa
domingo, 5 de maio de 2013
Simbolismos
Gosto de viver
De estar com amigos
De escrever para eles
Coisas de mim e dos outros
Partilhar alegrias e saudades
E ternura também!
Gosto
E nada pode mudar
A quietude das palavras
E a beleza do que digo
E escolho o caminho
Apenas eu escolho o meu destino
Sou a Deusa ou a culpa
Do que aconteceu em mim
Ou do que vai acontecer
Vem meu amor
Te prende em meus braços
E fica comigo eternamente
Num mundo ainda por nascer!
Repara no sol
Na neblina a subir do mar
A dar aquele tom velado
Num sentir de saudade
Pára o avançar do tempo
E ama como sabes amar
E continua a ser
O meu único amor
Não quero outro
Apenas tu!...
Crepúsculos
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importa,
No valor real do poeta?
Apenas isto eu sei...
Não basta viver,
É preciso sonhar
E acreditar
Em mim
Em ti
Em todos
A favor da liberdade
E do amor aos deserdados!
Sem culpas nem desculpas
O mundo morreu
Os Outros o mataram
E não eu, nem tu,
Mas os Outros!...
É esta a Realidade
E grito a minha súplica
E estendo a minha mão
E peço,
Ajuda-Nos!
Maria Luísa Adães
![]() |
| Facebook/ Coleção de Imagens |
De estar com amigos
De escrever para eles
Coisas de mim e dos outros
Partilhar alegrias e saudades
E ternura também!
Gosto
E nada pode mudar
A quietude das palavras
E a beleza do que digo
E escolho o caminho
Apenas eu escolho o meu destino
Sou a Deusa ou a culpa
Do que aconteceu em mim
Ou do que vai acontecer
Vem meu amor
Te prende em meus braços
E fica comigo eternamente
Num mundo ainda por nascer!
Repara no sol
Na neblina a subir do mar
A dar aquele tom velado
Num sentir de saudade
Pára o avançar do tempo
E ama como sabes amar
E continua a ser
O meu único amor
Não quero outro
Apenas tu!...
Crepúsculos
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importa,
No valor real do poeta?
Apenas isto eu sei...
Não basta viver,
É preciso sonhar
E acreditar
Em mim
Em ti
Em todos
A favor da liberdade
E do amor aos deserdados!
Sem culpas nem desculpas
O mundo morreu
Os Outros o mataram
E não eu, nem tu,
Mas os Outros!...
É esta a Realidade
E grito a minha súplica
E estendo a minha mão
E peço,
Ajuda-Nos!
Maria Luísa Adães
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Peregrino
Solitário é meu sentir
E eu quero essa solidão
E esse sentir
E aos poucos vou perdendo
E deixando de ver
O caminho a percorrer.
Será que cheguei
À meta Final?
Me humilhei milhentas vezes
Nas cordilheiras de muitas mentes
E assim fui peregrina
Dos prantos que não foram meus.
E as nuvens sobem
Aparecem e desaparecem
São livres de olhares nebulosos
E meu amor se vai perdendo de mim
Como a vida se vai afastando e caindo
Como as pétalas das rosas
Vão morrendo
Como o silêncio vai descendo
E as folhas envelhecendo
E a noite se instala
Sem desejos de partir...
Sabes que te amo
E por vezes te esqueço
E torno a lembrar
E corro para ti
E te prendo em meus braços
Na minha sensualidade, só minha
Mas...
Dar sentido às palavras
É essa a minha última Oração!
Perfeita eu tentei ser,
Mas vou partir ou já parti
E me esqueci de ti!
Maria Luísa Adães
![]() |
| Internet |
E eu quero essa solidão
E esse sentir
E aos poucos vou perdendo
E deixando de ver
O caminho a percorrer.
Será que cheguei
À meta Final?
Me humilhei milhentas vezes
Nas cordilheiras de muitas mentes
E assim fui peregrina
Dos prantos que não foram meus.
E as nuvens sobem
Aparecem e desaparecem
São livres de olhares nebulosos
E meu amor se vai perdendo de mim
Como a vida se vai afastando e caindo
Como as pétalas das rosas
Vão morrendo
Como o silêncio vai descendo
E as folhas envelhecendo
E a noite se instala
Sem desejos de partir...
Sabes que te amo
E por vezes te esqueço
E torno a lembrar
E corro para ti
E te prendo em meus braços
Na minha sensualidade, só minha
Mas...
Dar sentido às palavras
É essa a minha última Oração!
Perfeita eu tentei ser,
Mas vou partir ou já parti
E me esqueci de ti!
Maria Luísa Adães
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Eu Quero Voar
Eu sinto
A alegria do amanhecer
Eu ouço
Os pequenos insetos
Fecundando a vida
Eu canto
Canções dolentes
Nas tardes quentes
Eu amo
O vento
O mar
O verde de mil tons
A voz de alguém
Distante...
Eu quero
Sonhar
Acompanhar
Viver
Sentir
O teu adormecer...
Eu espero
Ser alegre
Viva e forte
Como tu és...
E saber sempre
Nunca esquecer
O meu lugar...
E voar
Nas asas do Teu vento!...
E nada mais quero
E nada mais peço
Apenas isso eu peço!
Maria Luísa
![]() |
| Internet |
A alegria do amanhecer
Eu ouço
Os pequenos insetos
Fecundando a vida
Eu canto
Canções dolentes
Nas tardes quentes
Eu amo
O vento
O mar
O verde de mil tons
A voz de alguém
Distante...
Eu quero
Sonhar
Acompanhar
Viver
Sentir
O teu adormecer...
Eu espero
Ser alegre
Viva e forte
Como tu és...
E saber sempre
Nunca esquecer
O meu lugar...
E voar
Nas asas do Teu vento!...
E nada mais quero
E nada mais peço
Apenas isso eu peço!
Maria Luísa
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Memórias
E uma ânsia constante
Sempre existiu em mim.
Algures pelo caminho
Largaste minha mão.
Depois de tanto tempo
Depois de tanta dor
Tu voltaste e te reconheci
E gostei!
Eu me lembrei de tua partida
Eu me lembrei da tua luta pela vida
E dizeres, quero falar-te!
A porta se abriu e tu entraste
Olhaste os retratos que deixaste
E choraste.
Sensual e ardente
Este desejo de ti
Onde o pranto se espraia
Onde teu corpo descansa
E tua alma se prende.
Mas talvez não sejas como eu
E não sintas como eu sinto
E nada tenhas a dizer do que vive em ti
Se tu não és o passado
Nem o presente em mim
Eu busquei o caminho e sonhei o encontro...
Procuro no céu a cor do girassol
E sinto a chuva nas figuras distorcidas
Nas árvores que continuam vivas.
Eu entrei sem entrar
Te vi sem olhar
E representei sem pensar!
Senhor que fiz na vida
Representei ou sonhei?...
Que me tornei num poeta
Que tinha nascido
E nunca nasceu!
Maria Luísa Adães
![]() |
| Facebook/ Foto de Ars Europa Firenze/ Italy |
Sempre existiu em mim.
Algures pelo caminho
Largaste minha mão.
Depois de tanto tempo
Depois de tanta dor
Tu voltaste e te reconheci
E gostei!
Eu me lembrei de tua partida
Eu me lembrei da tua luta pela vida
E dizeres, quero falar-te!
A porta se abriu e tu entraste
Olhaste os retratos que deixaste
E choraste.
Sensual e ardente
Este desejo de ti
Onde o pranto se espraia
Onde teu corpo descansa
E tua alma se prende.
Mas talvez não sejas como eu
E não sintas como eu sinto
E nada tenhas a dizer do que vive em ti
Se tu não és o passado
Nem o presente em mim
Eu busquei o caminho e sonhei o encontro...
Procuro no céu a cor do girassol
E sinto a chuva nas figuras distorcidas
Nas árvores que continuam vivas.
Eu entrei sem entrar
Te vi sem olhar
E representei sem pensar!
Senhor que fiz na vida
Representei ou sonhei?...
Que me tornei num poeta
Que tinha nascido
E nunca nasceu!
Maria Luísa Adães
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Beijos
Há beijos sem palavras
Beijos que cheiram à maresia do mar
Beijos que cheiram às flores
De bosques escondidos e escolhidos
Beijos que trazem o Paraíso
Inundados de ternura e amor
Beijos de duas bocas que se entendem
E se amam e gostam de beijar!
Há beijos que não simbolizam nada
Amargos como Fel-da-terra
E não são pedidos nem desejados
E beijam com crueldade
Beijos que traduzem perfídia
E não pertencem ao mar
Às flores dos bosques
Ao firmamento das estrelas
E trazem os medos
Que impedem de sonhar
E esmagam as rosas devagar.
E não conversaremos mais
Dessa origem selvagem
De sombras maldosas
E de montros tenebrosos.
Voltemos aos beijos de amor
De duas bocas que se entendem
E se Amam e gostam de beijar
Desprendidos da terra e do mar
Beijam com fervor
Num hino de amor.
Benditos sejam esses beijos
Quando a floresta delira
E o fogo alastra
E eu me perco no caminho!
Maria Luísa
![]() |
| Facebook/A World of Flowers for you |
Beijos que cheiram à maresia do mar
Beijos que cheiram às flores
De bosques escondidos e escolhidos
Beijos que trazem o Paraíso
Inundados de ternura e amor
Beijos de duas bocas que se entendem
E se amam e gostam de beijar!
Há beijos que não simbolizam nada
Amargos como Fel-da-terra
E não são pedidos nem desejados
E beijam com crueldade
Beijos que traduzem perfídia
E não pertencem ao mar
Às flores dos bosques
Ao firmamento das estrelas
E trazem os medos
Que impedem de sonhar
E esmagam as rosas devagar.
E não conversaremos mais
Dessa origem selvagem
De sombras maldosas
E de montros tenebrosos.
Voltemos aos beijos de amor
De duas bocas que se entendem
E se Amam e gostam de beijar
Desprendidos da terra e do mar
Beijam com fervor
Num hino de amor.
Benditos sejam esses beijos
Quando a floresta delira
E o fogo alastra
E eu me perco no caminho!
Maria Luísa
terça-feira, 26 de março de 2013
Te Amo!
Eu sou aquela que procura
Ilusões perdidas
Acorrentada à vida
Eu sou aquela que fala
De uma outra vida
Eu sou aquela que escreve
E se perdeu
Por um tempo breve
Eu sou aquela que vê e sente
As coisas que ninguém vê...
Eu sou aquela que não tem Presente
Nem Futuro nem Passado!
Há uma angústia nos vidros
Partidos e esquecidos.
Há uma mudança no entardecer
Mudança de cor e humor
E eu te vejo
E chego aos vidros e te beijo
Nesses vidros.
Te amo
Te perco
Te encontro
Te beijo
Te abraço
Te prendo em meus braços
E a música volteia comigo
No sonho de amor
Ocupando uma vida.
Assim somos nós
E por vezes não somos...
Somos todos os outros!
Maria Luísa Adães
![]() |
| Facebook/ Foto de MaCa Turkiye |
Ilusões perdidas
Acorrentada à vida
Eu sou aquela que fala
De uma outra vida
Eu sou aquela que escreve
E se perdeu
Por um tempo breve
Eu sou aquela que vê e sente
As coisas que ninguém vê...
Eu sou aquela que não tem Presente
Nem Futuro nem Passado!
Há uma angústia nos vidros
Partidos e esquecidos.
Há uma mudança no entardecer
Mudança de cor e humor
E eu te vejo
E chego aos vidros e te beijo
Nesses vidros.
Te amo
Te perco
Te encontro
Te beijo
Te abraço
Te prendo em meus braços
E a música volteia comigo
No sonho de amor
Ocupando uma vida.
Assim somos nós
E por vezes não somos...
Somos todos os outros!
Maria Luísa Adães
segunda-feira, 18 de março de 2013
Sou?...
![]() |
| Facebook/ el hombre de las mil rosas |
Me aproximo do mundo
Me aproximo do sofrimento
E das multidões dispersas
E das almas errantes
E dos gritos constantes
Quando digo e sinto
Sou poeta!
O vento se enfurece
Não gosta de poetas ao vento
Que rimam com seus gritos
E trazem sofrimento, majestosamente.
Não gosta!
Abro a janela da casa
Me lanço no espaço
E me perco nesse espaço
E junto meus gritos
Aos gritos dos que sofrem perdidos
Sem amor, num viver dolorido.
E posso dizer poesia
E posso me chamar de poeta
Se os esqueço vazios e perdidos?
Posso?
E o vento me entende
Não há gente nestes versos,
Apenas eu e o vento gritante.
Mas não entendo como devo ser
Se é isto ou aquilo
No horizonte florido ou árido
De um destino...
Que me dizes Francisco?
Maria luísa
segunda-feira, 11 de março de 2013
Festa
![]() |
| Internet |
Como naturalmente
Tudo acaba.
Mas lembro sempre...
Os momentos bons são para ficar
E para voltar ou não voltar.
Trazias pedaços de luar nos teus cabelos
Teu corpo macio e brando
Se acolheu ao meu.
Senti em ti, o sabor do néctar das abelhas
Favos amarelos e vinhos dourados
E as flores perfumadas dos caminhos.
E disse adeus a esta e àquela terra
E fiquei olhando o Infinito junto a ti.
Te amo por tudo e pela tua solidão
E me deixares partilhar o teu mundo
Junto à minha insensatez, tão minha.
Nos ensinaram a vencer o primeiro lugar
E nos deram o último lugar da terra
E tudo se tornou mais simples.
Tão bela a vida assim retratada
Me prendo a ela
E me entrego a ti.
O poeta chora, o poeta ri,
Mas sabe porque chora
E sabe porque ri!
Meu viajante do Espaço
Tão próximo de mim!...
Maria Luísa
sexta-feira, 1 de março de 2013
Poesia!
![]() |
| Facebook/ Jardim de Flores y Poesias |
Está a Poesia!
Meus olhos olham as flores
Nos campos de sonho
Transparentes, nevoentos, lisos,
Onde me movimento submetida ao tempo
E tudo pode terminar antes ou nunca
Fenómeno humano que incomoda
Beleza delicada e inflexível
No silêncio de beijos infindáveis
De duas bocas que não se conhecem
E se prendem num encontro inesperado.
Que a Poesia seja
As Palavras que ficam por dizer...
Maria Luísa
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Nada nos Falta!
![]() |
| Internet/ Pablo Picasso |
E desse pensamento
Temos de partir
Para a nossa dança.
Se o mundo não entende
Que importa
És e serás sempre o meu amante.
O horizonte está muito ao longe
Coberto por montanhas azuis escuras
Toldado de nuvens do pouco que resta.
Qualquer que seja o rumo de nossas vidas
Vou continuar contigo aqui e ali
Longe ou dentro do mundo.
Te amo com as imensas diferenças
E nada me ocorre como eu gostaria
Mas tenho de aprender a dar
Como tu sabes receber e amar.
Compartilhemos o tempo que nos resta
No encanto problemático do amor
Eu vou por aqui
Vem se creditas em mim.
Vem!
Me recordei de mim
E percebi que há coisas
Que não temos de esperar.
A noite se abre e dá a clareza
Que não tinha
Há beijos sem palavras
Beijos que cantam
A eterna melodia
E sinto no ar
Os meus sonhos
Os pesadelos
E as palavras
Que não disse
E nunca vou dizer!
Como te chamas?
Poema de Maria Luísa Adães
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Quantos...
Quantos vêm na procura da ilusão
Quantos se encantam nessa ilusão
Quanto se retratam de forma ambígua
Quantos se mostram como não são.
Quantos falam de alegrias sonhadas
Quantos falam de vidas amarguradas
Quantos suplicam a magia tolerada
Quantos repudiam a crueza encontrada.
Quantos aconselham e outros aceitam
Quantos se deleitam no canto que embala
Das desilusões desfeitas e queimadas
E dizem coisas que não sentem e mentem.
Quanto o encontro da palavra não é fácil
E as tornar banais à força de as usar
Nem pensar
E as intelectualizar, muito menos.
Elas caminham em segredo
Sem qualquer medo
E se deixam apanhar.
Tanta coisa que não ouviu
E devia ter ouvido e sentido
Não por mim, mas por ti.
O triste é verdadeiro
Misterioso e sublime
Quando entra no Passado
E caminha estradas do Presente.
Deixa que estas palavras se fixem no Espaço
Ultrapassem pensamentos
Nebulosos e mundanos
E eu possa ter a alegria imensa de viver...
Que não tenho!...
Maria Luísa
![]() |
| Internet |
Quantos vêm na procura da ilusão
Quantos se encantam nessa ilusão
Quanto se retratam de forma ambígua
Quantos se mostram como não são.
Quantos falam de alegrias sonhadas
Quantos falam de vidas amarguradas
Quantos suplicam a magia tolerada
Quantos repudiam a crueza encontrada.
Quantos aconselham e outros aceitam
Quantos se deleitam no canto que embala
Das desilusões desfeitas e queimadas
E dizem coisas que não sentem e mentem.
Quanto o encontro da palavra não é fácil
E as tornar banais à força de as usar
Nem pensar
E as intelectualizar, muito menos.
Elas caminham em segredo
Sem qualquer medo
E se deixam apanhar.
Tanta coisa que não ouviu
E devia ter ouvido e sentido
Não por mim, mas por ti.
O triste é verdadeiro
Misterioso e sublime
Quando entra no Passado
E caminha estradas do Presente.
Deixa que estas palavras se fixem no Espaço
Ultrapassem pensamentos
Nebulosos e mundanos
E eu possa ter a alegria imensa de viver...
Que não tenho!...
Maria Luísa
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Canta
![]() |
No peitoril da janela
Ela coloriu-se
De vermelho
Azul
Amarelo
Como se de borboleta
Se tratasse.
E a própria água
Os ia tornando maiores
Para melhor abrangerem o mundo
Para além da casa
Do jardim
Das flores
E dos amores
Escolhidos por mim.
Canta
A tua canção de amor
E vem flamante e terno
Num estar de felicidade
Constante.
Te lembras
Do que se passou
Quando te pedi rosas
Do meu jardim
No silêncio de íntimo
Fogo ardente
Que nos cobriu
E nos levou?
Importa lembrar
Ou importa esquecer?
Nada importa
Quando a vida
É cheia de Lembranças
De danças
De cantos
E corais abstratos
Vindos do fundo do mar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Palavras e Caminhos
Cada palavra é suspensa
Por um espelho.
O espelho reflete
As outras palavras por dizer.
Os caminhos não têm
Princípio nem fim.
E as secretas feições da vida
Estão escondidas por detrás de mim.
Não há idades para amar
Não há barcos na procura do amor.
Há poetas recolhidos
E esquecidos ao vento.
Há místicos diluídos
Disfarçados de mendigos.
Há luz quando a noite se avizinha
E é nossa, na transparência do tempo.
Não há títulos para nada
Não há títulos para ninguém.
E nem meditando olhando o longe
Eu te vejo no começo da partida.
Procuro seguir as estrelas
E vivo delas e não as quero perder.
E a noite leva-me
Como se eu vivesse dessa noite.
E me repito no dizer
Sempre me repito com prazer
E olho a Terra lá do alto
E o prazer é todo meu.
E é muito mais fácil
Ser como todo o mundo!
Maria Luísa Adães
Por um espelho.
O espelho reflete
As outras palavras por dizer.
Os caminhos não têm
Princípio nem fim.
E as secretas feições da vida
Estão escondidas por detrás de mim.
Não há idades para amar
Não há barcos na procura do amor.
Há poetas recolhidos
E esquecidos ao vento.
Há místicos diluídos
Disfarçados de mendigos.
Há luz quando a noite se avizinha
E é nossa, na transparência do tempo.
Não há títulos para nada
Não há títulos para ninguém.
E nem meditando olhando o longe
Eu te vejo no começo da partida.
Procuro seguir as estrelas
E vivo delas e não as quero perder.
E a noite leva-me
Como se eu vivesse dessa noite.
E me repito no dizer
Sempre me repito com prazer
E olho a Terra lá do alto
E o prazer é todo meu.
E é muito mais fácil
Ser como todo o mundo!
Maria Luísa Adães
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Esperança
![]() |
| Internet/ Pablo Neruda |
Vou escalar qualquer montanha
Afasto-me do mar.
Quando o caminho for duro
Vou continuar e não parar.
Meu espírito é livre
De voar.
Preciso de todas as fantasias
De todas as presenças
Do silêncio dos ecos
E das ausências
Que passeiam em mim.
Expandir toda a chama
De sentimentos e loucuras
E das carências que não tenho...
E sinto que tenho
E minto ao dizer
Que não tenho...
Não tenho medo do escuro
Não tenho medo de ti,
Mas tenho medo de alguém
Que sinto e não vejo.
E não minto ao dizer
Que tenho esse medo
De escolher o lugar
Onde vou ficar.
E não escolho
Não posso e não quero escolher!
Escalo a montanha na fuga
Na Esperança de te encontrar
E rir, amar e cantar.
Lutar pelos sentimentos abafados
Dizer palavras que nunca disse
E ter a Esperança que nunca tive.
E ser feliz ao chegar
Ao abraço longo de teus braços
E descansar...!!!
Maria Luísa Adães
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