domingo, 23 de junho de 2013

SERÁ?

Será que amei e deixei de amar                 
http://miscariciasdelalma.blogspot.com

Será que te encontrei e tenho de deixar

Será que sou um poeta que cantou
E deixou de cantar
          
Será que é assim
Será o meu fim ao último amor

Será que não cantei
E pensei ter cantado

Será que não escrevi
E pensei ter escrito

Será que não sei
Que cheguei ao final

E vou esquecer
E vou deixar de escrever
E vou deixar de amar
E vou deixar de cantar
E vou deixar de pensar

Será este o último caminho
Ou ainda a continuação
Dos muitos caminhos

Ou aquele caminho
Que me vai tirar este caminho

E entrar num outro caminho
Assim de forma vertiginosa
E tenho de te dizer Adeus

E as últimas palavras
E meu último olhar
Onde vai ficar
Se não tenho a projeção do amor?

Me perdi
E quero voltar!


Maria Luísa


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sábado, 15 de junho de 2013

Canção

Há uma canção tão especial      
Facebook/ Coleção de Imagens

Amor...

Quem me vai ajudar
Deve haver alguém que saiba cantar

E ilumine meu olhar
E me possa acompanhar.

Diz que me amas
Tão pouco o dizes...

E se  não dizes,
Deixo de te amar

Como se não fosses
Aquele amor que sonhei e vivi

Se não o fazes,
Faço malas e parto para outro lugar!

Há uma canção especial, amor
Protegida por mim

E anunciada
Nas palavras que escrevi no ar

Não há culpas nem desculpas
O mundo é para nós o Sacramento
De um Altar.

Só não sei quem vai cantar
A canção especial

Por ela ser tão especial!...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

OUVIR

Ouvi o teu pensamento              
Internet

Apanhei-o nas asas do vento
E soube dos limites do meu tempo

Ouvi com as minhas dificuldades
E não gostei dessa verdade

Ouvi o rouxinol Persa e das Índias
Ouvi com este ouvir
Que se perdeu nas asas desse vento

Ouvi a mudança da minha voz
Louca, envolvente, a lembrar o Oriente

Ouvi falar da tua transformação
Ouvi dizer do teu afeto por mim

Ouvi e calei
Chorei e senti
A mágoa de quem parte

Eu sou poeta
Digo que sou
E sou!...

Não me tires esta ânsia
Esta alegria que eu sinto
Quando te vejo ou te pressinto

E te peço :

Ama-me
Como da primeira vez!

Maria luísa

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Simbolizante

Em quem vou acreditar                      
Oferta/ http://miscariciasdelalma.blogspot.com

E quem vai reconhecer quem sou?

Quero caminhar de novo
Estar longe e perto de tudo.

Há quem possa ouvir-me
Se não há, deixem-me
Nas cinzas desertas.

O mar é só mar
Uma solidão de ausência humana.

Eu sou queda de água
A caír em traços longos
Trajada de infinito

Formo um lago, só meu
Tão próximo dos salpicos do mar...

Se me procuram
Olhem meus olhos
E leiam que diz esse olhar.

Já não tenho mais dias
Para falar de mim e te amar.

Desci ao escuro do mundo
Perdi minha cor imutável
As trevas cantaram, dominaram

Eu não soube entender
Sedenta do esplendor do inútil

Tenho um destino fixo na terra
Solitária, igual a árvore intocável.

Chorem a ausência
E esqueçam quem ela foi
E não amem quanto disse.

Assim se afastam e se perdem
No que já está perdido.

Ela não volta,
Seu jogo é eterno e perfeito
Não há resposta!

Apenas um suave exemplo
De alguém que passou!...


Maria luísa

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quietude

Que nada possa mudar           
Internet


A quietude das palavras
E os sons de cada acorde.

E o jogo do poeta
É esperança, espuma e enigma.

Aromas, sons e flores
O mar, a serra e eu.

A música do entardecer
Espreita a distância do Oceano.

Os momentos não se repetem
E as Sombras se escondem

E vem a noite
Com pedaços de nuvens negras

E eu sou a nuvem
Que vê e sente e escreve
E se perdeu por um tempo breve!

Amo os teus sonhos esquecidos pela manhã
E os meus sonhos lembrados, ocupando uma vida!

Mas porque vivem escondidas as Sombras
Minhas conhecidas?


Maria luísa

terça-feira, 14 de maio de 2013

ROSAS

Te pedi rosas                 
Facebook/ el hombre de las mil rosas

Ausências e cegueiras
E pedi amor.

Nascentes que eu pressenti
Rios que correm por mim
E um céu de princípio e fim.

Espanta as silabas tórridas
Submerge-me nas tuas ondas
Enterra os meus temores.

Faz-me descer aos teus ocasos
Leva meu olhar
Se outros me olharem.


Dilui-me no vinho dos Deuses
Segura meu cálice de vate
E bebe-me sem pressas.

Eu já perdi muitas coisas
Que me foram tiradas
Por gente sem graça.

Que a nossa história a dois
Continue a viver
A encher nossas noites de prazer.

Mas te peço rosas
De todos os tamanhos
E de todas as cores.

Isso eu peço e continuo a pedir!...

Maria Luísa

domingo, 5 de maio de 2013

Simbolismos

Gosto de viver             
Facebook/ Coleção de Imagens

De estar com amigos
De escrever para eles
Coisas de mim e dos outros
Partilhar alegrias e saudades
E ternura também!

Gosto
E nada pode mudar
A quietude das palavras
E a beleza do que digo

E escolho o caminho
Apenas eu escolho o meu destino

Sou a Deusa ou a culpa
Do que aconteceu em mim
Ou do que vai acontecer

Vem meu amor
Te prende em meus braços
E fica comigo eternamente
Num mundo ainda por nascer!

Repara no sol
Na neblina a subir do mar
A dar aquele tom velado
Num sentir de saudade

Pára o avançar do tempo
E ama como sabes amar
E continua a ser
O meu único amor

Não quero outro
Apenas tu!...

Crepúsculos
Letras
Pensamentos
Sentimentos
Que importa,
No valor real do poeta?

Apenas isto eu sei...

Não basta viver,
É preciso sonhar
E acreditar
Em mim
Em ti
Em todos
A favor da liberdade
E do amor aos deserdados!

Sem culpas nem desculpas
O mundo morreu
Os Outros o mataram
E não eu, nem tu,
Mas os Outros!...


É esta a Realidade
E grito a minha súplica
E estendo a minha mão
E peço,

Ajuda-Nos!



Maria Luísa Adães

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Peregrino

Solitário é meu sentir       
Internet

E eu quero essa solidão
E esse sentir

E aos poucos vou perdendo
E deixando de ver
O caminho a percorrer.

Será que cheguei
À meta Final?

Me humilhei milhentas vezes
Nas cordilheiras de muitas mentes

E assim fui peregrina
Dos prantos que não foram meus.

E as nuvens sobem
Aparecem e desaparecem
São livres de olhares nebulosos

E meu amor se vai perdendo de mim
Como a vida se vai afastando e caindo

Como as pétalas das rosas
Vão morrendo

Como o silêncio vai descendo
E as folhas envelhecendo

E a noite se instala
Sem desejos de partir...

Sabes que te amo
E por vezes te esqueço
E torno a lembrar
E corro para ti
E te prendo em meus braços
Na minha sensualidade, só minha

Mas...
Dar sentido às palavras
É essa a minha última Oração!

Perfeita eu tentei ser,
Mas vou partir ou já parti
E me esqueci de ti!


Maria Luísa Adães

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eu Quero Voar

Eu sinto             
Internet


A alegria do amanhecer

Eu ouço

Os pequenos insetos
Fecundando a vida

Eu canto

Canções dolentes
Nas tardes quentes

Eu amo

O vento
O mar
O verde de mil tons
A voz de alguém
Distante...
                                                                                   
                                                                                        



Eu quero

Sonhar
Acompanhar
Viver
Sentir
O teu adormecer...


Eu espero

Ser alegre
Viva e forte
Como tu és...

E saber sempre
Nunca esquecer
O meu lugar...

E voar

Nas asas do Teu vento!...


E nada mais quero
E nada mais peço
Apenas isso eu peço!
          Maria Luísa

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Memórias

E uma ânsia constante       
Facebook/ Foto de Ars Europa
Firenze/ Italy

Sempre existiu em mim.

Algures pelo caminho
Largaste minha mão.

Depois de tanto tempo
Depois de tanta dor
Tu voltaste e te reconheci

E gostei!

Eu me lembrei de tua partida
Eu me lembrei da tua luta pela vida
E dizeres, quero falar-te!

A porta se abriu e tu entraste
Olhaste os retratos que deixaste
E choraste.

Sensual e ardente
Este desejo de ti
Onde o pranto se espraia
Onde teu corpo descansa
E tua alma se prende.

Mas talvez não sejas como eu
E não sintas como eu sinto
E nada tenhas a dizer do que vive em ti

Se tu não és o passado
Nem o presente em mim
Eu busquei o caminho e sonhei o encontro...

Procuro no céu a cor do girassol
E sinto a chuva nas figuras distorcidas
Nas árvores que continuam vivas.

Eu entrei sem entrar
Te vi sem olhar
E representei sem pensar!

Senhor que fiz na vida
Representei ou sonhei?...

Que me tornei num poeta
Que tinha nascido
E nunca nasceu!


Maria Luísa Adães

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Beijos

Há beijos sem palavras                               
Facebook/A World of Flowers for you

Beijos que cheiram à maresia do mar
Beijos que cheiram às flores
De bosques escondidos e escolhidos

Beijos que trazem o Paraíso
Inundados de ternura e amor

Beijos de duas bocas que se entendem
E se amam e gostam de beijar!

Há beijos que não simbolizam nada
Amargos como Fel-da-terra
E não são pedidos nem desejados
E beijam com crueldade

Beijos que traduzem perfídia
E não pertencem ao mar
Às flores dos bosques
Ao firmamento das estrelas

E trazem os medos
Que impedem de sonhar
E esmagam as rosas devagar.

E não conversaremos mais
Dessa origem selvagem
De sombras maldosas
E de montros tenebrosos.

Voltemos aos beijos de amor
De duas bocas que se entendem
E se Amam e gostam de beijar

Desprendidos da terra e do mar
Beijam com fervor
Num hino de amor.

Benditos sejam esses beijos
Quando a floresta delira
E o fogo alastra

E eu me perco no caminho!

Maria Luísa

terça-feira, 26 de março de 2013

Te Amo!

Eu sou aquela que procura          
Facebook/ Foto de MaCa Turkiye

Ilusões perdidas
Acorrentada à vida

Eu sou aquela que fala
De uma outra vida

Eu sou aquela que escreve
E se perdeu
Por um tempo breve

Eu sou aquela que vê e sente
As coisas que ninguém vê...

Eu sou aquela que não tem Presente
Nem Futuro nem Passado!

Há uma angústia nos vidros
Partidos e esquecidos.

Há uma mudança no entardecer
Mudança de cor e humor

E eu te vejo
E chego aos vidros e te beijo
Nesses vidros.

Te amo
Te perco
Te encontro
Te beijo
Te abraço
Te prendo em meus braços
E a música volteia comigo
No sonho de amor
Ocupando uma vida.

Assim somos nós
E por vezes não somos...

Somos todos os outros!

Maria Luísa Adães


segunda-feira, 18 de março de 2013

Sou?...

Facebook/ el hombre de las mil rosas
                                                          

 Me aproximo do mundo                      
 Me aproximo do sofrimento
 E das multidões dispersas
 E das almas errantes
 E dos gritos constantes

Quando digo e sinto
Sou poeta!

O vento se enfurece
Não gosta de poetas ao vento
Que rimam com seus gritos
E trazem sofrimento, majestosamente.

Não gosta!

Abro a janela da casa
Me lanço no espaço
E me perco nesse espaço

E junto meus gritos
Aos gritos dos que sofrem perdidos
Sem amor, num viver dolorido.

E posso dizer poesia
E posso me chamar de poeta
Se os esqueço vazios e perdidos?

Posso?

E o vento me entende
Não há gente nestes versos,
Apenas eu e o vento gritante.

Mas não entendo como devo ser
Se é isto ou aquilo
No horizonte florido ou árido 
De um destino...

Que me dizes Francisco?


Maria luísa

segunda-feira, 11 de março de 2013

Festa

Internet
A nossa festa acabou                           
Como naturalmente
Tudo acaba.

Mas lembro sempre...
Os momentos bons são para ficar
E para voltar ou não voltar.

Trazias pedaços de luar nos teus cabelos
Teu corpo macio e brando
Se acolheu ao meu.

Senti em ti, o sabor do néctar das abelhas
Favos amarelos e vinhos dourados
E as flores perfumadas dos caminhos.

E disse adeus a esta e àquela terra
Despi meu corpo de fantasias                                            
E fiquei olhando o Infinito junto a ti.

Te amo por tudo e pela tua solidão
E me deixares partilhar o teu mundo
Junto à minha insensatez, tão minha.

Nos ensinaram a vencer o primeiro lugar
E nos deram o último lugar da terra
E tudo se tornou mais simples.

Tão bela a vida assim retratada
Me prendo a ela
E me entrego a ti.

O poeta chora, o poeta ri,
Mas sabe porque chora
E sabe porque ri!

Meu viajante do Espaço
Tão próximo de mim!...


Maria Luísa

sexta-feira, 1 de março de 2013

Poesia!




Facebook/ Jardim de Flores y Poesias
 No Princípio e no Fim  
                                           
  Está a Poesia!


Meus olhos olham as flores
 Nos campos de sonho


Transparentes, nevoentos, lisos,
 Onde me movimento submetida ao tempo 

E tudo pode terminar antes ou nunca
 Fenómeno humano que incomoda

Beleza delicada e inflexível
 No silêncio de beijos infindáveis


De duas bocas que não se conhecem
E se prendem num encontro inesperado.


Que a Poesia seja
As Palavras que ficam por dizer...


Maria Luísa

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nada nos Falta!


Internet/ Pablo Picasso
Nada nos falta            
E desse pensamento
Temos de partir
Para a nossa dança.

Se o mundo não entende
Que importa
És e serás sempre o meu amante.

O horizonte está muito ao longe
Coberto por montanhas azuis escuras
Toldado de nuvens do pouco que resta.

Qualquer que seja o rumo de nossas vidas
Vou continuar contigo aqui e ali
Longe ou dentro do mundo.

Te amo com as imensas diferenças
E nada me ocorre como eu gostaria
Mas tenho de aprender a dar
Como tu sabes receber e amar.

Compartilhemos o tempo que nos resta
No encanto problemático do amor
Eu vou por aqui
Vem se creditas em mim.

Vem!


 Quando pediste para dançar          
Me recordei de mim
E percebi que há coisas
Que não temos de esperar.

A noite se abre e dá a clareza
Que não tinha
Há beijos sem palavras
Beijos que cantam
A eterna melodia

E sinto no ar
Os meus sonhos
Os pesadelos
E as palavras
Que não disse
E nunca vou dizer!

Como te chamas?


Poema de Maria Luísa Adães

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quantos...



Internet
      
Quantos vêm na procura da ilusão
Quantos se encantam nessa ilusão
Quanto se retratam de forma ambígua
Quantos se mostram como não são.

Quantos falam de alegrias sonhadas
Quantos falam de vidas amarguradas
Quantos suplicam a magia tolerada
Quantos repudiam a crueza encontrada.

Quantos aconselham e outros aceitam
Quantos se deleitam no canto que embala
Das desilusões desfeitas e queimadas 
E dizem coisas que não sentem e mentem.

Quanto o encontro da palavra não é fácil
E as tornar banais à força de as usar
Nem pensar
E as intelectualizar, muito menos.

Elas caminham em segredo
Sem qualquer medo
E se deixam apanhar.

Tanta coisa que não ouviu
E devia ter ouvido e sentido
Não por mim, mas por ti.

O triste é verdadeiro
Misterioso e sublime
Quando entra no Passado
E caminha estradas do Presente.

Deixa que estas palavras se fixem no Espaço
Ultrapassem pensamentos
Nebulosos e mundanos
E eu possa ter a alegria imensa de viver...

Que não tenho!...

Maria Luísa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Canta

Ao colocar a mão           
No peitoril da janela
Ela coloriu-se
De vermelho
Azul
Amarelo
Como se de borboleta
Se tratasse.

E a própria água
Os ia tornando maiores
Para melhor abrangerem o mundo
Para além da casa
Do jardim
Das flores
E dos amores
Escolhidos por mim.

Canta
A tua canção de amor
E vem flamante e terno
Num estar de felicidade
Constante.

Te lembras
Do que se passou
Quando te pedi rosas
Do meu jardim
No silêncio de íntimo
Fogo ardente
Que nos cobriu
E nos levou?

Importa lembrar
Ou importa esquecer?

Nada importa
Quando a vida
É cheia de Lembranças
De danças
De cantos
E corais abstratos
Vindos do fundo do mar.


Maria Luísa

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Palavras e Caminhos

Cada palavra é suspensa           
Por um espelho.

O espelho reflete
As outras palavras por dizer.

Os caminhos não têm
Princípio nem fim.

E as secretas feições da vida
Estão escondidas por detrás de mim.

Não há idades para amar
Não há barcos na procura do amor.

Há poetas recolhidos
E esquecidos ao vento.

Há místicos diluídos
Disfarçados de mendigos.

Há luz quando a noite se avizinha
E é nossa, na transparência do tempo.

Não há títulos para nada
Não há títulos para ninguém.

E nem meditando olhando o longe
Eu te vejo no começo da partida.

Procuro seguir as estrelas
E vivo delas e não as quero perder.

E a noite leva-me
Como se eu vivesse dessa noite.

E me repito no dizer
Sempre me repito com prazer

E olho a Terra lá do alto
E o prazer é todo meu.

E é muito mais fácil
Ser como todo o mundo!


Maria Luísa Adães

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Esperança


Internet/ Pablo Neruda
     
Vou escalar qualquer montanha
Afasto-me do mar.

Quando o caminho for duro
Vou continuar e não parar.

Meu espírito é livre
De voar.

Preciso de todas as fantasias
De todas as presenças
Do silêncio dos ecos
E das ausências
Que passeiam em mim.
                                                                                        
Expandir toda a chama
De sentimentos e loucuras
E das carências que não tenho...

E sinto que tenho
E minto ao dizer
Que não tenho...

Não tenho medo do escuro
Não tenho medo de ti,
Mas tenho medo de alguém
Que sinto e não vejo.

E não minto ao dizer
Que tenho esse medo
De escolher o lugar
Onde vou ficar.

E não escolho
Não posso e não quero escolher!

Escalo a montanha na fuga
Na Esperança de te encontrar
E rir, amar e cantar.

Lutar pelos sentimentos abafados
Dizer palavras que nunca disse
E ter a Esperança que nunca tive.

E ser feliz ao chegar
Ao abraço longo de teus braços
E descansar...!!!


Maria Luísa Adães

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Perdoa...

Cristo-Redentor/ Rio de Janeiro/Brasil
Através de toda a imperfeição do meu mundo          
Entra e dulcifica esse mundo.

Possa a eterna juventude deste Planeta
Voltar a florescer.

E das cinzas da crueldade
Possa reviver a terra que pensei conhecer.

Deixa que a natureza agredida, queimada
Se transforme no amor e na compaixão.

Deixa que Te peça misericórdia
Pelos que estando vivos deixaram de viver.

Deixa que acompanhe as minorias
E sinta as multidões que clamam.

Deixa que transforme o tempo nublado
Em luz clara e manhãs soalheiras.

Deixa que Te veja
Nos meus irmãos perdidos.

Deixa que Te encontre nos deserdados
E nos esquecidos.

Deixa que o Teu amor
Me envolva e me acalente

E limpe a minha vida
Imperfeita.

Deixa que o Natal envolva a terra
A toda a hora, a todo o momento.

E não deixe Nunca de ser Natal
Nos lugares mais escondidos e indiferentes.

E vem aos pontos mais obscuros
Dos corações perdidos.

Perdoa, mas vem!!!...

Maria Luísa Adães

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

CANTO!...

Ilha Bela / São Paulo/ Brasil
O vento canta                 
Uma canção distante

Levanta a areia da praia
E tudo rodopia à sua volta

Naquelas tardes quentes
De águas tão frias...

Brilhantes
Cantantes
Coloridas
Da cor do dia.

Leva para longe a nostalgia
Deixa um areal diferente
E sinto que caminhas
Ao som desse vento.

A areia ondula levemente...
Espero a tua canção de amor
O teu abraço com calor

E depois,
Possuis este corpo
Sedento de ti.

A porta reabriu no horizonte
Depois de tanta dor
Que te levou de mim

Te esperei
Te visionei
Nas loucuras deste amor.

E me entreguei
E tu entraste em mim
E eu gritei a beleza da manhã
Que é tua...

Numa neblina só minha
No teu rosto amado!


Maria Luísa Adães

sábado, 24 de novembro de 2012

Quando Te leio....

Imagem Internet
Há poetas escondidos      
Por detrás das cortinas

Há místicos escondidos
E disfarçados nos poemas.

Há luz quando a noite
Nunca mais termina.

Há clareiras que se abrem
Como um caminho incerto.

Há estrelas que se mostram
E não são verdadeiras.

Há neblinas que descem
Em horas incertas.

Há certezas
Que nada têm de verdade.

Há horizontes que se mostram
Aos olhos nublados.

Há esconderijos
Fechados a sete chaves.

Há um canto
Quando as palavras me faltam.

Há uma floresta
Que convida ao destino.

Há um disfarce                                                                            
A cada bocado de folhas frias.

E a peça deixa de ser representada
E as cortinas se correm
E não deixam ver nada.

Quando Te leio
Sem saber nada de Ti
Sinto uma vontade forte
De perguntar -  porquê?

Mesmo sem resposta
Te continuo a chamar
Em todos os recantos da Terra.

Ó Deus do meu pranto!


 Maria Luísa Adães

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Quimera...

Internet/ Georgia O´ Keeffe / 1927

Parei 
A uma porta aberta

Entrei na descoberta
Dessa porta

E me parecia
Feita de alegria.

Pensei, de imediato pensei,
Eu vou viver para sempre

E vou amar para sempre
E ninguém vai morrer na minha vida,

Nem eu
Nem os outros...

Eu tinha encontrado                                                                            
O Palácio da Quimera!

A minha mente ocupada e submersa
No meu próprio Eu

Viu a cidade corrida
Que não dorme
E nunca está cansada.

Razões muito fortes
Me levaram
E eu esqueci essas razões
E entrei pela porta encantada.

Quem era eu
Qual o meu nome
Alguém de uma história
Mal contada?

E o amor que deixei
E o avião que te levou
Para o outro lado do Oceano

Onde estava
Todo o teu canto de amor?

E fiquei olhando a quimera do meu sentir
Da minha mente absorta
E louca

E dancei a mesma dança
Como se fosse criança.

Maria luísa

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Não há tempo!

http://stampsbrowneyes.blogspot.pt

Oferta e o meu agradecimento Maior!
Maria Luísa

Tudo conduz ao esquecimento                     
A simplicidade ilude
Os espaços vitais do amor.

Não há tempo                                   
E a falta desse tempo
Não mata a ânsia
Das coisas que ficaram por dizer.

Só resta a ilusão
E assume sua presença
Sem presença.

Conhecemos a vida
E conhecemos a morte do outro
Nunca a nossa

Quando ela é a única certeza
Que recusamos
E a habitante do futuro.

A porta reabriu
E mostrou o horizonte
E tu entraste,
Pronto a partir.

Senti o pulsar da tua vida
O teu canto de amor
E tu ficaste fora
E eu dentro.

Estamos de partida
E não temos tempo
À nossa frente
E eu estou perdida

Porque amei a vida
Me agarrei a ela

Como se para ela
Eu fosse diferente
E não sou
E tu não és.

E temos de dizer adeus
E fechar a porta
Que se entreabriu
E  mostrou o horizonte...

Perdemos o tempo, meu amor
E não temos mais tempo!...


Maria Luísa Adães

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Silêncio

Estou tão perto do silêncio
Maria del Carmen e a Magia das Rosas.
Oferta

Que me confundo com ele...

Esbocei o arquétipo
Distorcido
Perdido
Alterado

Pelos espelhos prateados
Partidos, gravados,
Num tempo simulado.

Olhei
E perdi-me nesse olhar

Amei e te senti rejubilar
Pela minha forma de dar,

Mas me cansei
Do rumor do amor
Da voz que sonhei

Só te falta aceitar
http://phenixbittencourt.blogspot.com.br

Oferta aos "7degraus"
Tal como sou, tal como digo.                                   

Pára e fica no tempo
Deixa-me olhar...

Com aquele olhar insensato
Do amor que te dei.

Sou um poeta
Que nunca acabou de cantar
Magoado
Perdido
Esquecido.

Espera por mim um dia,
Mas devagar sem devaneios constantes

De amores impossíveis
Desmedidos
http://perfumesepalavras.blogspot.pt

Oferta
Absurdos
Irreais.

Meus olhos fixam o universo
Meu coração pára no deserto
De antigos esplendores.
                         
Maria Luísa