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| Internet/ S. Dalí |
Elas se espalham
Na forma como toco.
Ficam suspensas e inertes
Como as muitas lágrimas
Que não chegam a caír.
Sou tão pobre de palavras
Esbatida na árvore sem folhas
Do meu entardecer.
Atravessei o Oceano
Infringi todas as regras
Cantei todos os cantos.
E não te vi
E não tive repouso
Em nenhuma praia.
Podes ajudar-me a perceber
O meu último erro?
E fomos diferentes de todos
Na loucura em que vivemos,
Mas houve um erro...eu sei...
E assim, rasguei meus versos
Varri meu nome.
As lágrimas fervem
E eu estou desprovida de apegos
E quero solidão!...
Maria Luísa





















