
A cidade é corrida
As pessoas correm com a cidade.
A sensibilidade foi engolida
Nos vários buracos abertos na cidade.
A cidade não aceita os mais fracos
O dia nasce sem ter adormecido.
A chuva cai como um caudal de lágrimas
E esconde um sol nunca nascido.
Os mais fracos se escondem
E sào engolidos nas ruas desiguais.
A dor não é entendida
Não há tempo para a dor
Não há tempo para fraquezas doloridas.
E não há gente para contar
A última verdade.
Há ilusões perdidas,
Mas as amo mais do que a minha vida.
As horas sào inúteis
Não levam a nada.
Amor,
Quantos crimes se cometem em teu nome.
E eu tenho um único olhar
Que chora sem começar!
Maria Luísa




















