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| Internet/ Salvador Dalí |
Nem sempre se fala de nostalgia
Nem sempre se fala o que se pensa
Nem sempre se fala o que se diz
Nem sempre se vive de euforia.
Nem sempre!
Há uma sombra que me prende
Um som de vida
De ventura e encanto.
Tantas coisas perdi
E outras encontrei
E nem sempre te amei.
Nem sempre!
Umas vezes estou presente
Outras vezes estou ausente.
A vida é fonte
A vida não cessa.
Apenas tu existes
No meu dizer de poeta,
Apenas tu me chamas de poeta
Apenas tu sabes que que sou poeta
Apenas tu...e ninguém mais.
E vivo no encontro e desencontro
Do que sou
Vivo da minha ilusão
Vivo da minha insensatez
E da minha lealdade.
Nem sempre, assim é!
Mas fico sempre esperando
Até aquela dia
Perto ou distante
Onde te possa encontrar
Beijar e amar
Sem parar
Deixar de respirar
Como se o mundo fosse morrer
Naquele instante.
E a morte fosse o jogo escuro
Das ilusões...
Maria Luísa






















