Nasço e morro
Renasço das cinzas
De rosas queimadas
De fogo ateado
Nas sombras dispersas.
O teu lado,
O meu lado,
Escondendo
O teu corpo e o meu,
Das minhas fantasias
De poeta.
E subo, como poeta que sou
Ao Altar do Sacrifício,
Olho numa despedida
A Via-Sacra,
Como a subida de um justo
Na hora da partida
A procurar o lugar,
Onde se propõe descansar.
Eu olho, sem saber quem sou
Sem saber quem procuro
Sem saber onde vou...
Mas olho por detrás das árvores
A cobrirem nosso espaço,
Nosso espaço de amor
Nossa cama floreada
De mil cores
Nosso respirar ofegante

A descansar,
Da luta do instante.
Abro meus olhos
Enquanto dormes
Enquanto descansas
Dos jogos de amor,
Ensinados por mim
Aprendidos a primor
Por ti...dormes, descansas.
Eu olho o submerso,
Onde tantos se debatem
E se prendem
Sem salvar.
E desço uma vez única
Para escrever meus versos
E dar a saber,
Àquele que se perdeu
O caminho de regresso.
Volto ao meu mundo.
Por ti que adormeces
E por Eles!
E eles sabem?
Não, não sabem.
Mas não importa saber!
Importa é que volto por Eles
E por ti, meu Amor!
Maria Luísa













































